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Venerável Fulton Sheen

Venerável Fulton Sheen

1895-1979
Venerável Fulton Sheen, o "Apóstolo das Comunicações", é o místico da Hora Santa diária. Sua santidade, reconhecida pela Igreja em virtudes heroicas, uniu a intelectualidade tomista a uma evangelização de massas sem precedentes via rádio e TV.
Seu ministério focou na Misericórdia Divina e na Teologia da Cruz, combatendo o comunismo e o materialismo. Fundou a Sociedade para a Propagação da Fé e dedicou sua vida ao "Tesouro em Vasos de Barro", sendo um modelo de zelo apostólico e fidelidade ao magistério pontifício.
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Frases de Venerável Fulton Sheen

"Desses dois cônjuges [Maria e José], que se amaram como nenhum casal na terra jamais amou, aprendam que não são necessários apenas dois para amar, mas três: você, o outro e Jesus."
(SHEEN, Fulton J. The World's First Love: Mary, Mother of God. New York: McGraw-Hill, 1952. Página 95.)
"A menos que haja uma Sexta-Feira Santa, nunca haverá um Domingo de Páscoa; a menos que haja uma coroa de espinhos, nunca haverá o halo de luz; e a menos que soframos com Ele, não ressuscitaremos com Ele."
(SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947. Página 92.)
"A oração começa falando com Deus, mas termina ouvindo-O; diante da Verdade Absoluta, o silêncio é a linguagem da alma."
(SHEEN, Fulton J. The Wisdom of Fulton Sheen: 365 Days of Inspiration. North Palm Beach: Dynamic Catholic, 2020. Entrada de 2 de maio.)
"Uma das maiores tragédias no mundo é a dor desperdiçada; a dor sem relação com a cruz é como um cheque sem assinatura — não tem valor."
(SHEEN, Fulton J. The Cries of Jesus from the Cross: A Fulton Sheen Anthology. Manchester: Sophia Institute Press, 2018. Página 299.)
"Não há igreja entre nós e Cristo; a Igreja é Cristo, pois a Igreja não se coloca entre Ele e nós mais do que o meu corpo se coloca entre mim e a minha mente invisível."
(SHEEN, Fulton J. Your Life Is Worth Living: The Christian Philosophy of Life. New York: Image Books/Doubleday, 2001. Página 144.)
"O sacramento da reconciliação é o influxo da misericórdia de Deus, uma oportunidade para o aumento da graça do Calvário; é um remédio para a alma, a cura de nossas feridas, um retorno ao lar, um desfazer do passado."
(SHEEN, Fulton J. Lent and Easter Wisdom from Fulton J. Sheen. Liguori: Liguori/Triumph, 2004. Página 2.)
"Três destinos possíveis esperam por você na morte e no julgamento: o inferno, que é dor sem amor; o purgatório, dor com amor; e o céu, amor sem dor."
(SHEEN, Fulton J. Your Life Is Worth Living: The Christian Philosophy of Life. New York: Image Books/Doubleday, 2001. Página 306.)
"Graças à presença real de Nosso Senhor em nossas igrejas, a Eucaristia é a janela entre o céu e a terra."
(SHEEN, Fulton J. Your Life Is Worth Living: The Christian Philosophy of Life. New York: Image Books/Doubleday, 2001. Página 208.)
"A razão básica da solidão é que o homem hoje se divorciou tanto do amor de Deus quanto do amor ao próximo."
(SHEEN, Fulton J. The Wisdom of Fulton Sheen: 365 Days of Inspiration. North Palm Beach: Dynamic Catholic, 2020. Entrada de 1 de janeiro.)
"Deus não nos ama porque somos valiosos; nós somos valiosos porque Deus nos ama."
(SHEEN, Fulton J. The Wisdom of Fulton Sheen: 365 Days of Inspiration. North Palm Beach: Dynamic Catholic, 2020. Entrada de 6 de maio.)

Biografia de Venerável Fulton Sheen

Sinais da Providência na Infância

 

Fulton John Sheen nasceu em 8 de maio de 1895, em El Paso, Illinois, sendo batizado com o nome de Peter. Desde o berço, sua vida foi marcada por um sofrimento misterioso: ele chorou incessantemente durante seus primeiros dois anos de vida, o que mais tarde foi identificado como uma manifestação de tuberculose infantil. Providencialmente, essa enfermidade gerou um acúmulo de cálcio que não apenas o curou, mas fortificou seus pulmões para que sua voz pudesse, no futuro, ecoar o Evangelho para milhões. Seu nome, Fulton, originou-se de uma terna ligação familiar com seus avós, e na Confirmação ele assumiu o nome de John, tornando-se o homem que o mundo conheceria como Fulton John Sheen.

 

Um Intelecto Iluminado ao Serviço de Deus

 

Desde a juventude, Sheen demonstrou um intelecto prodígio, brilhando no Spalding Institute e no St. Viator College. Movido por uma sede de verdade, ele recusou uma bolsa de estudos universitária de três anos para responder ao chamado do seminário, destruindo o documento da bolsa por conselho de seu mentor espiritual, que o instou a confiar plenamente em Deus. Após sua ordenação em 1919, sua busca pela excelência o levou à Universidade de Louvain, na Bélgica, onde foi o primeiro americano a conquistar o prestigioso grau de agrégé. Seu desempenho nos exames foi tão sublime que, na celebração em sua honra, foi servido champanhe — símbolo do nível mais alto de sucesso acadêmico reservado apenas aos desempenhos mais brilhantes. Ele também recebeu o Prêmio Cardinal Mercier de Filosofia Internacional, consolidando-se como um defensor da fé capaz de confrontar os erros modernos com a luz de Santo Tomás de Aquino.

 

O Voto de Obediência

 

A santidade de Sheen foi forjada no fogo da obediência. Apesar de receber convites prestigiosos para lecionar em Oxford e na Columbia University após seus estudos na Europa, ele submeteu-se humildemente à ordem de seu bispo para retornar à sua diocese natal. Foi enviado para servir como vigário em uma paróquia rural pobre e sem ruas pavimentadas, o “ponto mais baixo” da cidade. Sheen aceitou esse encargo com perfeita paz, vendo ali a vontade de Deus expressa através de seu superior. Somente após esse teste de humildade e serviço aos humildes, foi-lhe permitido seguir para a carreira acadêmica na Universidade Católica da América e, posteriormente, para o seu ministério mediático global.

 

O Apóstolo das Multidões

 

Sheen tornou-se um profeta de seu tempo, utilizando o rádio e a televisão para combater o comunismo e o materialismo. Seu programa “Life Is Worth Living” alcançou uma audiência estimada de 30 milhões de espectadores, superando estrelas de Hollywood em popularidade. Ao receber um Emmy em 1952, ele atribuiu humildemente seu sucesso aos seus “roteiristas”: Mateus, Marcos, Lucas e João. O segredo de sua eloquência não residia em técnicas humanas, mas em sua fidelidade absoluta à Hora Santa diária diante do Santíssimo Sacramento, prática que manteve por sessenta anos consecutivos, desde sua ordenação até o dia de sua morte. De sua união com Cristo Eucarístico nasciam seus sermões e seus mais de sessenta livros, que transformaram a vida de milhares de convertidos, desde altos funcionários comunistas até os pobres esquecidos.

 

O Coração Missionário e a Proteção dos Pobres

 

Como Diretor Nacional da Sociedade para a Propagação da Fé, Sheen tornou-se um missionário incansável, arrecadando centenas de milhões de dólares para os necessitados em todo o mundo. Ele doou pessoalmente cerca de 10 milhões de dólares de seus próprios ganhos para as missões, vivendo com desapego heroico. Sua integridade foi provada em um conflito doloroso com o Cardeal Spellman sobre o uso de fundos destinados aos pobres (o episódio do “leite em pó”), levando o caso até o Papa Pio XII, que deu razão a Sheen. Por defender os interesses dos pobres contra as pressões internas, Sheen enfrentou anos de ostracismo e perseguição dentro de sua própria estrutura eclesiástica, suportando tudo em silêncio heróico e sem guardar ressentimentos.

 

O Caminho do Calvário: Sofrimento Físico e Espiritual

 

Nos seus últimos anos, Fulton Sheen compreendeu que para ser padre, era preciso também ser vítima. Ele suportou graves provações físicas, incluindo cirurgias cardíacas complexas que quase o levaram à morte em festas marianas: no dia de Nossa Senhora do Carmo e na Assunção de Maria. Mesmo do leito de dor, continuou seu apostolado, convertendo doentes e oferecendo seus sofrimentos pela salvação das almas e pelos sacerdotes. Em 1979, o Santo Papa João Paulo II, em um encontro emocionante, abraçou-o e declarou: “Você escreveu e falou bem do Senhor Jesus Cristo. Você é um filho leal da Igreja”.

 

O Encontro Eterno com “A Mulher que eu Amo”

 

Fulton Sheen partiu para o Reino Eterno em 9 de dezembro de 1979, sendo encontrado prostrado em sua capela privada diante do Santíssimo Sacramento, na sombra da cruz. Ele dedicou sua vida inteira à Virgem Maria, a quem chamava de “a Mulher que eu Amo” e a quem se consagrou desde o batismo, quando sua mãe o colocou no altar marian para que ela cuidasse de sua vida sacerdotal. Sua herança permanece viva na causa de sua canonização, iniciada em 2002, e no título de “Venerável” concedido em 2012 pelo Papa Bento XVI. Fulton Sheen provou que, quando a argila humana se entrega totalmente ao Oleiro Divino, ela se torna um tesouro de luz eterna.

 


Referências bibliográficas

 

  • SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947.
  • SHEEN, Fulton J. Children and Parents. New York: IVE Press, 2009.
  • SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz (Tradução de Peace of Soul).
  • SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Porto: Livraria Figueirinhas / Molokai Editora, 2019.
  • SHEEN, Fulton J. Lent and Easter Wisdom from Fulton J. Sheen. Liguori: Liguori/Triumph, 2004.
  • SHEEN, Fulton J. Life of Christ. New York: Doubleday/Image, 2008 (Prefácio de Fr. Andrew Apostoli).
  • SHEEN, Fulton J. The Priest Is Not His Own. New York: McGraw-Hill, 1963.
  • SHEEN, Fulton J. The Wisdom of Fulton Sheen: 365 Days of Inspiration. North Palm Beach: Dynamic Catholic, 2020.
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