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Venerável Fulton Sheen

Venerável Fulton Sheen

1895-1979
Venerável Fulton Sheen, o "Apóstolo das Comunicações", é o místico da Hora Santa diária. Sua santidade, reconhecida pela Igreja em virtudes heroicas, uniu a intelectualidade tomista a uma evangelização de massas sem precedentes via rádio e TV.
Seu ministério focou na Misericórdia Divina e na Teologia da Cruz, combatendo o comunismo e o materialismo. Fundou a Sociedade para a Propagação da Fé e dedicou sua vida ao "Tesouro em Vasos de Barro", sendo um modelo de zelo apostólico e fidelidade ao magistério pontifício.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de Venerável Fulton Sheen

"O ato mais sublime da história de Cristo foi a Sua Morte."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. Prólogo, página 3)
"Na Igreja Católica é, pois, o altar, e não o púlpito, ou o coro, ou o órgão, que representa o centro de amizade, pois é ali que se renova a memória da Paixão."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. Prólogo, página 6)
"A Missa é o maior acontecimento da história da humanidade: o único Ato sagrado que afasta a ira de Deus de um mundo pecador."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. Prólogo, página 7)
"Enquanto o pecado existir no mundo, a crucifixão é uma realidade."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. Prólogo, página 12)
"A Missa principia com a confissão."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. Confissão 1ª Parte, página 17)
"O Amor Incarnado esquece a angústia e, naquele momento da agonia concentrada, revela algo na altura, da profundidade e inspiração do maravilhoso amor de Deus."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. Confissão 1ª Parte, página 19)
"O perdão não é uma negação do pecado."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. Confissão 1ª Parte, página 22)
"A maior tragédia da vida humana não é, precisamente, aquilo que às almas acontece, mas sim aquilo que lhes falta."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. Confissão 1ª Parte, página 28)
"O pão e o vinho são, entre as coisas de natureza, aquelas que melhor simbolizam a substância da vida."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. O Ofertório 2ª Parte, página 37)
"A vida sobrenatural tem também duas faces: a reconstrução, segundo o modelo que é Cristo, e a destruição do velho Adão."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. A Comunhão 5ª Parte, página 90)
"Se ele, durante a vida, se afastou de Deus, a morte ser-lhe-á como que o início de um eterno afastamento da verdadeira Vida, da Verdade e do Amor – será o inferno."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. O Último Evangelho Final, página 117)
"Se, porém, vivemos sempre à sombra da Cruz, a morte não será o fim, mas sim o princípio da vida eterna."
(SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Tradução de Marta de Mesquita da Câmara. São Paulo: Molokai Editora, 2019. O Último Evangelho Final, página 118)
"Se as almas não forem salvas, nada se salvará."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo I, p. 9)
"Os ateístas cometem o pecado de orgulho, pelo qual um homem pretende ser aquilo que não é, isto é, um deus."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo II, p. 29)
"A confissão é uma afirmação sincera de culpa no estado consciente."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo VII, p. 126)
"Deus nos submete ao sacrifício para tornar-nos santos."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo IV, p. 62)
"O amor de Deus torna-se assim a paixão dominante da vida."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo IX, p. 190)
"A Imaculada Conceição de Maria foi como essa comporta, considerando que, por meio dela, a humanidade passou do nível mais baixo de filhos de Adão para o mais alto de filhos de Deus."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo III, p. 47)
"Deus não podia revelar o atributo da misericórdia, se não houvesse miséria."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo V, p. 89)
"A renúncia brota da própria livre decisão do homem."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo II, p. 34)
"No Céu capturaremos o Amor Eterno, mas uma infinidade de caça não será bastante para sondar suas profundezas."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo VIII, p. 170)
"A Cruz de Cristo faz algo por nós que nós não podemos fazer por nós mesmos."
(SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz. Rio de Janeiro: Agir, 1952. Capítulo V, p. 86)
"O amor envolve liberdade mas nem toda liberdade envolve amor"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Love and Freedom, p. 11)
"O Amor de Deus é descrito em termos de sopro ou suspiro, o Espírito Santo"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Falling in Love, p. 16)
"Deus previu o risco de tornar o homem livre e planejou a redenção da escravidão do pecado"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Freedom and the Child, p. 19)
"A obediência é a lei do universo e sem ela as estrelas e os planetas cairiam em caos e anarquia"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: The Duties of Children to Parents, p. 24)
"Quando Adão e Eva perderam a graça interior que tinham tiveram que compensar pela aparência externa a perda da beleza interna da alma"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Character, p. 68-69)
"Cristo é o Amante das almas mas não o ladrão de almas"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Character, p. 69)
"O amor nunca nos poupa da provação da dor e da luta pelas quais o mal é desfeito e o bem é alcançado"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Character, p. 70)
"Temos que trabalhar a nossa salvação mas a vida também é divertida porque nos levamos muito a sério em coisas que não são tão importantes"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Work and Play, p. 93)
"O inferno é onde não há simpatia nenhuma preocupação comum nenhum cuidado"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Caring, p. 95)
"O único lugar em todo o mundo onde o Amor verdadeiramente amou aqueles que aparentemente não eram dignos de ser amados é na Cruz"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Accepting Others, p. 104)
"Não há adolescente no mundo que não tenha este momento de revelação de sua identidade perante o Trono de Julgamento de Deus"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: The Adolescence of the Old, p. 110)
"A castidade permite que a energia se gaste em outra direção produzindo criatividade e compaixão pelos pobres"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: The Case for Chastity, p. 184)
"Sempre há uma mão levantada para o perdão e um coração pronto para abraçar"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Caring, p. 99)
"O respeito que se tem por uma regra flui naturalmente do respeito que se tem pela pessoa que a dá"
(SHEEN, Fulton J. _Children and Parents_. New York: IVE Press, 2009. Capítulo: Just Discipline, p. 40)
"O drama mais interessante em todo o mundo é o drama da alma humana."
(SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947. Capítulo 1: Peter, p. 1.)
"Nenhuma alma jamais se afastou de Deus sem abandonar a oração."
(SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947. Capítulo 1: Peter, p. 3.)
"A oração é o que estabelece o contato com o Poder Divino e abre os recursos invisíveis do Céu."
(SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947. Capítulo 1: Peter, p. 3.)
"Visto que o orgulho é um pecado capital, segue-se que a primeira condição para a conversão é a humildade: o ego deve diminuir, Deus deve aumentar."
(SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947. Capítulo 1: Peter, p. 9.)
"Assim como o pecado é uma aversão a Deus, a graça é a conversão para Deus."
(SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947. Capítulo 1: Peter, p. 11.)
"A Igreja ainda pode enfurecer as forças do mal do mundo; ela ainda pode inspirar perseguição; portanto, Cristo está conosco."
(SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947. Capítulo 4: Herod, p. 60-61.)
"A menos que haja uma coroa de espinhos, nunca haverá o halo de luz; e a menos que soframos com Ele, não ressuscitaremos com Ele."
(SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947. Capítulo 7: The Scars of Christ, p. 95.)
"Desses dois cônjuges [Maria e José], que se amaram como nenhum casal na terra jamais amou, aprendam que não são necessários apenas dois para amar, mas três: você, o outro e Jesus."
(SHEEN, Fulton J. The World's First Love: Mary, Mother of God. New York: McGraw-Hill, 1952. Página 95.)
"A menos que haja uma Sexta-Feira Santa, nunca haverá um Domingo de Páscoa; a menos que haja uma coroa de espinhos, nunca haverá o halo de luz; e a menos que soframos com Ele, não ressuscitaremos com Ele."
(SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947. Página 92.)
"A oração começa falando com Deus, mas termina ouvindo-O; diante da Verdade Absoluta, o silêncio é a linguagem da alma."
(SHEEN, Fulton J. The Wisdom of Fulton Sheen: 365 Days of Inspiration. North Palm Beach: Dynamic Catholic, 2020. Entrada de 2 de maio.)
"Uma das maiores tragédias no mundo é a dor desperdiçada; a dor sem relação com a cruz é como um cheque sem assinatura — não tem valor."
(SHEEN, Fulton J. The Cries of Jesus from the Cross: A Fulton Sheen Anthology. Manchester: Sophia Institute Press, 2018. Página 299.)
"Não há igreja entre nós e Cristo; a Igreja é Cristo, pois a Igreja não se coloca entre Ele e nós mais do que o meu corpo se coloca entre mim e a minha mente invisível."
(SHEEN, Fulton J. Your Life Is Worth Living: The Christian Philosophy of Life. New York: Image Books/Doubleday, 2001. Página 144.)
"O sacramento da reconciliação é o influxo da misericórdia de Deus, uma oportunidade para o aumento da graça do Calvário; é um remédio para a alma, a cura de nossas feridas, um retorno ao lar, um desfazer do passado."
(SHEEN, Fulton J. Lent and Easter Wisdom from Fulton J. Sheen. Liguori: Liguori/Triumph, 2004. Página 2.)
"Três destinos possíveis esperam por você na morte e no julgamento: o inferno, que é dor sem amor; o purgatório, dor com amor; e o céu, amor sem dor."
(SHEEN, Fulton J. Your Life Is Worth Living: The Christian Philosophy of Life. New York: Image Books/Doubleday, 2001. Página 306.)
"Graças à presença real de Nosso Senhor em nossas igrejas, a Eucaristia é a janela entre o céu e a terra."
(SHEEN, Fulton J. Your Life Is Worth Living: The Christian Philosophy of Life. New York: Image Books/Doubleday, 2001. Página 208.)
"A razão básica da solidão é que o homem hoje se divorciou tanto do amor de Deus quanto do amor ao próximo."
(SHEEN, Fulton J. The Wisdom of Fulton Sheen: 365 Days of Inspiration. North Palm Beach: Dynamic Catholic, 2020. Entrada de 1 de janeiro.)
"Deus não nos ama porque somos valiosos; nós somos valiosos porque Deus nos ama."
(SHEEN, Fulton J. The Wisdom of Fulton Sheen: 365 Days of Inspiration. North Palm Beach: Dynamic Catholic, 2020. Entrada de 6 de maio.)

Biografia de Venerável Fulton Sheen

Sinais da Providência na Infância

 

Fulton John Sheen nasceu em 8 de maio de 1895, em El Paso, Illinois, sendo batizado com o nome de Peter. Desde o berço, sua vida foi marcada por um sofrimento misterioso: ele chorou incessantemente durante seus primeiros dois anos de vida, o que mais tarde foi identificado como uma manifestação de tuberculose infantil. Providencialmente, essa enfermidade gerou um acúmulo de cálcio que não apenas o curou, mas fortificou seus pulmões para que sua voz pudesse, no futuro, ecoar o Evangelho para milhões. Seu nome, Fulton, originou-se de uma terna ligação familiar com seus avós, e na Confirmação ele assumiu o nome de John, tornando-se o homem que o mundo conheceria como Fulton John Sheen.

 

Um Intelecto Iluminado ao Serviço de Deus

 

Desde a juventude, Sheen demonstrou um intelecto prodígio, brilhando no Spalding Institute e no St. Viator College. Movido por uma sede de verdade, ele recusou uma bolsa de estudos universitária de três anos para responder ao chamado do seminário, destruindo o documento da bolsa por conselho de seu mentor espiritual, que o instou a confiar plenamente em Deus. Após sua ordenação em 1919, sua busca pela excelência o levou à Universidade de Louvain, na Bélgica, onde foi o primeiro americano a conquistar o prestigioso grau de agrégé. Seu desempenho nos exames foi tão sublime que, na celebração em sua honra, foi servido champanhe — símbolo do nível mais alto de sucesso acadêmico reservado apenas aos desempenhos mais brilhantes. Ele também recebeu o Prêmio Cardinal Mercier de Filosofia Internacional, consolidando-se como um defensor da fé capaz de confrontar os erros modernos com a luz de Santo Tomás de Aquino.

 

O Voto de Obediência

 

A santidade de Sheen foi forjada no fogo da obediência. Apesar de receber convites prestigiosos para lecionar em Oxford e na Columbia University após seus estudos na Europa, ele submeteu-se humildemente à ordem de seu bispo para retornar à sua diocese natal. Foi enviado para servir como vigário em uma paróquia rural pobre e sem ruas pavimentadas, o “ponto mais baixo” da cidade. Sheen aceitou esse encargo com perfeita paz, vendo ali a vontade de Deus expressa através de seu superior. Somente após esse teste de humildade e serviço aos humildes, foi-lhe permitido seguir para a carreira acadêmica na Universidade Católica da América e, posteriormente, para o seu ministério mediático global.

 

O Apóstolo das Multidões

 

Sheen tornou-se um profeta de seu tempo, utilizando o rádio e a televisão para combater o comunismo e o materialismo. Seu programa “Life Is Worth Living” alcançou uma audiência estimada de 30 milhões de espectadores, superando estrelas de Hollywood em popularidade. Ao receber um Emmy em 1952, ele atribuiu humildemente seu sucesso aos seus “roteiristas”: Mateus, Marcos, Lucas e João. O segredo de sua eloquência não residia em técnicas humanas, mas em sua fidelidade absoluta à Hora Santa diária diante do Santíssimo Sacramento, prática que manteve por sessenta anos consecutivos, desde sua ordenação até o dia de sua morte. De sua união com Cristo Eucarístico nasciam seus sermões e seus mais de sessenta livros, que transformaram a vida de milhares de convertidos, desde altos funcionários comunistas até os pobres esquecidos.

 

O Coração Missionário e a Proteção dos Pobres

 

Como Diretor Nacional da Sociedade para a Propagação da Fé, Sheen tornou-se um missionário incansável, arrecadando centenas de milhões de dólares para os necessitados em todo o mundo. Ele doou pessoalmente cerca de 10 milhões de dólares de seus próprios ganhos para as missões, vivendo com desapego heroico. Sua integridade foi provada em um conflito doloroso com o Cardeal Spellman sobre o uso de fundos destinados aos pobres (o episódio do “leite em pó”), levando o caso até o Papa Pio XII, que deu razão a Sheen. Por defender os interesses dos pobres contra as pressões internas, Sheen enfrentou anos de ostracismo e perseguição dentro de sua própria estrutura eclesiástica, suportando tudo em silêncio heróico e sem guardar ressentimentos.

 

O Caminho do Calvário: Sofrimento Físico e Espiritual

 

Nos seus últimos anos, Fulton Sheen compreendeu que para ser padre, era preciso também ser vítima. Ele suportou graves provações físicas, incluindo cirurgias cardíacas complexas que quase o levaram à morte em festas marianas: no dia de Nossa Senhora do Carmo e na Assunção de Maria. Mesmo do leito de dor, continuou seu apostolado, convertendo doentes e oferecendo seus sofrimentos pela salvação das almas e pelos sacerdotes. Em 1979, o Santo Papa João Paulo II, em um encontro emocionante, abraçou-o e declarou: “Você escreveu e falou bem do Senhor Jesus Cristo. Você é um filho leal da Igreja”.

 

O Encontro Eterno com “A Mulher que eu Amo”

 

Fulton Sheen partiu para o Reino Eterno em 9 de dezembro de 1979, sendo encontrado prostrado em sua capela privada diante do Santíssimo Sacramento, na sombra da cruz. Ele dedicou sua vida inteira à Virgem Maria, a quem chamava de “a Mulher que eu Amo” e a quem se consagrou desde o batismo, quando sua mãe o colocou no altar marian para que ela cuidasse de sua vida sacerdotal. Sua herança permanece viva na causa de sua canonização, iniciada em 2002, e no título de “Venerável” concedido em 2012 pelo Papa Bento XVI. Fulton Sheen provou que, quando a argila humana se entrega totalmente ao Oleiro Divino, ela se torna um tesouro de luz eterna.

 


Referências bibliográficas

 

  • SHEEN, Fulton J. Characters of the Passion. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1947.
  • SHEEN, Fulton J. Children and Parents. New York: IVE Press, 2009.
  • SHEEN, Fulton J. Angústia e Paz (Tradução de Peace of Soul).
  • SHEEN, Fulton J. O Calvário e a Missa. Porto: Livraria Figueirinhas / Molokai Editora, 2019.
  • SHEEN, Fulton J. Lent and Easter Wisdom from Fulton J. Sheen. Liguori: Liguori/Triumph, 2004.
  • SHEEN, Fulton J. Life of Christ. New York: Doubleday/Image, 2008 (Prefácio de Fr. Andrew Apostoli).
  • SHEEN, Fulton J. The Priest Is Not His Own. New York: McGraw-Hill, 1963.
  • SHEEN, Fulton J. The Wisdom of Fulton Sheen: 365 Days of Inspiration. North Palm Beach: Dynamic Catholic, 2020.
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