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São Francisco Marto

São Francisco Marto

1908-1919
Vidente de Fátima, São Francisco Marto é o místico da "consolação a Deus". Sua santidade, reconhecida pela Igreja como maturação precoce das virtudes heroicas, centrou-se na adoração silenciosa ao "Jesus Escondido" no sacrário.
Diferente de Lúcia e Jacinta, sua missão espiritual foi o desapego do mundo para reparar as ofensas ao Coração de Jesus através da contemplação e penitência. Faleceu na infância, aceitando a doença com serenidade como um caminho de purificação e oferta sacrificial pela conversão dos pecadores.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de São Francisco Marto

"Eu pensava em Jesus, que está triste por causa dos pecados que se cometem contra Ele."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 148.)
"Gosto mais de rezar sozinho, para pensar e consolar a Nosso Senhor que está tão triste."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 155.)
"Quero consolar Nosso Senhor e depois converter os pecadores para que não O ofendam mais."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 156.)
"Nossa Senhora disse que íamos a ter muito que sofrer! Não me importo; sofro tudo quanto Ela quiser! O que eu quero é ir para o Céu!"
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 143.)
"Não cantemos mais. Desde que vimos o Anjo e Nossa Senhora, já não me apetece cantar."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 143.)
"Gostei muito de ver o Anjo, mas gostei ainda mais de Nossa Senhora. Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!"
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 143.)
"Não andes com eles, que podes aprender a fazer pecados. Quando saíres da escola, vai um bocado para o pé de Jesus escondido e depois vem sozinha."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 156.)
"Sinto-me muito mal; mas sofro para consolar a Nosso Senhor."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 156.)
"Sim. Mas primeiro ofereço para consolar a Nosso Senhor, a Nossa Senhora e depois, então, é que ofereço por os pecadores e por o Santo Padre."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 156.)
"Já me falta pouco para ir para o Céu. Lá vou consolar muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 156.)
"Não penses tanto no inferno! Pensa antes em Nosso Senhor e Nossa Senhora. Eu não penso nele, para não ter medo."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 157.)
"Fique descansada. Vou em breve para o Céu e, quando lá chegar, peço essa graça a Nossa Senhora."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 190.)
"Se nos matarem, como dizem, daqui a pouco estamos no Céu! Mas que bom! Não me importa nada."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 146.)
"Não cantemos mais isso. Nosso Senhor decerto agora não gosta que cantemos essas coisas."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 153.)
"Hoje sou mais feliz que tu, porque tenho dentro do meu peito a Jesus escondido. Eu vou para o Céu; mas lá vou pedir muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora que vos levem também para lá depressa."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 163.)
"Ó minha mãe, olhe que luz tão bonita ali está na nossa janela."
(Comissão Científica, Documentação Crítica de Fátima (1917-1930): Seleção de Documentos, Fátima, Portugal: Santuário de Fátima. Página 303.)
"O Anjo, a ti, deu-te a Sagrada Comunhão; mas a mim e à Jacinta, que foi o que Ele nos deu?."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 139.)
"Não me vale a pena aprender a ler; daqui a pouco vou para o Céu."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 156.)
"Eu não posso benzer e vossemecê também não! São só os Senhores Padres."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 161.)
"Eu amo a Deus no céu. Amo-O também na terra. Amo o campo, as flores. Amo as ovelhas na serra."
(Irmã Lúcia, Memórias da Irmã Lúcia I, 13ª edição, Fátima, Portugal: Secretariado dos Pastorinhos, Outubro de 2007. Página 138.)

Biografia de São Francisco Marto

Origens e Infância: Uma Estrela em Aljustrel

 

Francisco Marto nasceu no dia 11 de junho de 1908, no pequeno lugarejo de Aljustrel, pertencente à freguesia de Fátima, em Portugal. Filho de Manuel Pedro Marto e Olímpia de Jesus, ele foi batizado no dia 20 do mesmo mês, tornando-se membro do povo da nova aliança. Desde a mais tenra idade, Francisco demonstrou um temperamento dócil, pacífico e extraordinariamente desprendido. Em jogos com outras crianças, ele nunca se irritava quando contrariado e cedia facilmente seus direitos, dizendo com serenidade: “A mim que me importa?”. Sua alma era profundamente sensível à beleza da criação divina; ele contemplava o sol, que chamava de “a candeia de Nosso Senhor”, e sentia um júbilo especial ao observar o brilho das estrelas no firmamento. Demonstrava também uma caridade angélica para com os animais, protegendo ninhos e chegando a pagar a outros meninos para que libertassem pássaros cativos. A música era sua forma de oração natural, e ele frequentemente tocava sua flauta de cana nos montes enquanto suas primas, Lúcia e Jacinta, cantavam e dançavam.

 

O Despertar da Graça: As Visitações do Anjo

 

Em 1916, a vida de Francisco foi transfigurada pelas aparições do Anjo da Paz. Embora Francisco tivesse o privilégio de ver a figura resplandecente do Anjo, ele não ouvia suas palavras, sendo instruído posteriormente por Lúcia e Jacinta sobre as mensagens celestiais. Na terceira aparição, ele viveu um momento de união mística profunda ao receber o Preciosíssimo Sangue do Cálice das mãos do Anjo, uma comunhão que o marcou para sempre com o desejo de santidade. Essas visitas prepararam seu espírito para a gravidade dos segredos que a Virgem Maria revelaria em breve.

 

A Senhora da Luz: A Promessa do Céu

 

No dia 13 de maio de 1917, a Virgem Maria apareceu na Cova da Iria, trazendo consigo a luz do próprio Deus. Quando Lúcia perguntou se Francisco iria para o Céu, a Senhora respondeu: “Sim, ele irá, mas deve rezar muitos terços”. A partir desse momento, a oração do Rosário tornou-se a respiração de sua alma, e ele passou a buscar a solidão para rezar fervorosamente, cumprindo o desejo da Mãe de Deus. Francisco não buscava os bens deste mundo, mas mantinha seus olhos fixos na eternidade que lhe fora prometida.

 

O Pequeno Consolador: Uma Mística de Reparação

 

Enquanto Jacinta se sentia movida principalmente pelo desejo de salvar os pecadores do inferno, a vocação específica de Francisco era o amor reparador. Ele ficou profundamente tocado pela tristeza de Deus, comunicada através da luz divina. Quando questionado, ele afirmava categoricamente: “Gosto mais de consolar a Nosso Senhor”. Para viver esse apostolado de consolação, ele frequentemente se escondia atrás de rochas ou permanecia longas horas na igreja paroquial, adorando o “Jesus Escondido” no tabernáculo enquanto suas primas iam à escola. Sua vida tornou-se um sacrifício contínuo de adoração silenciosa.

 

Provas de Mártir: A Fortaleza no Cárcere

 

A heroicidade das virtudes de Francisco foi provada sob fogo em agosto de 1917, quando foi sequestrado pelo Administrador de Ourém. Ameaçado de ser jogado em um caldeirão de azeite fervente se não revelasse os segredos da Virgem, o pequeno santo demonstrou uma coragem invencível. Ele declarou que preferia morrer a trair a Senhora do Céu. Na prisão, enquanto outros choravam, ele incentivava Jacinta a oferecer seus sofrimentos pelos pecadores, demonstrando uma maturidade espiritual que assombrava a todos. Além das perseguições externas, ele abraçou penitências rigorosas, como o uso de uma corda áspera atada à cintura que lhe causava feridas, tudo para consolar o Coração de Jesus.

 

A Enfermidade e o Trânsito para o Céu

 

Em outubro de 1918, Francisco adoeceu gravemente com a gripe espanhola. Ele enfrentou meses de sofrimento com uma paciência heróica, nunca se queixando das dores intensas ou da sede abrasadora. Ele sabia que sua morte estava próxima, pois a Virgem lhe havia prometido buscá-lo em breve. No seu leito de dor, ele demonstrou um desejo ardente de receber a Eucaristia e, após confessar-se com grande lucidez e piedade, recebeu o Sagrado Viático no dia 3 de abril de 1919. Na manhã de 4 de abril, às dez horas, Francisco exclamou com os olhos brilhantes: “Olha, mãe, que luz tão bonita ali junto da porta!”. Com um sorriso angelical e sem qualquer agonia, ele entregou sua alma a Deus, partindo para a glória eterna dois meses antes de completar onze anos. Seus restos mortais repousam hoje na Basílica de Fátima, onde ele continua a iluminar o mundo como o pequeno consolador de Deus.


Referências bibliográficas

 

  • SANTOS, Lúcia dos. Memórias da Irmã Lúcia I. Edição organizada pelo P.e Luís Kondor, SVD. 13. ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007. 240 p. (Fonte primária com os manuscritos da vidente detalhando a vida de Francisco).
  • DE MARCHI, João. Era uma Senhora mais brilhante que o sol. 9. ed. Fátima: Missões Consolata, 1966. 320 p. (Relato clássico baseado em entrevistas diretas com os pais de Francisco e testemunhas oculares).
  • DE MARCHI, John. The Immaculate Heart: The True Story of Our Lady of Fatima. Edited by William Fay. New York: Farrar, Straus and Young, 1952. 287 p. (Versão detalhada para o público anglófono com checagem de fatos pela própria Lúcia).
  • FRÈRE MICHEL DE LA SAINTE TRINITÉ. The Whole Truth about Fatima. Volume I: Science and the Facts. Tradução de John Collorafi. Buffalo: Immaculate Heart Publications, 1989. (Estudo crítico e abrangente sobre os fatos e documentos das aparições).
  • CONGREGATIO PRO CAUSIS SANCTORUM. The Heroic Virtues of Jacinta and Francisco Marto: Vatican Decrees. Washington, NJ: AMI Press, 1990. (Documentos oficiais da Santa Sé detalhando as virtudes teologais e cardinais praticadas em grau heróico).
  • O’BOYLE, Donna-Marie Cooper. Our Lady of Fatima: 100 Years of Stories, Prayers, and Devotions. Cincinnati, OH: Servant, 2017. (Compilação de histórias e orações focada na espiritualidade dos videntes).
  • WINDEATT, Mary Fabyan. The Children of Fatima and Our Lady’s Message. Charlotte, NC: TAN Books, 2012. (Relato biográfico focado no público jovem, valorizando a vida de virtude das crianças).
  • SANTUÁRIO DE FÁTIMA. Documentação Crítica de Fátima: Seleção de documentos (1917-1930). Coordenação de Adelio Fernando Abreu. Fátima: Santuário de Fátima, 2013. (Coletânea de interrogatórios oficiais e depoimentos da época).
  • PRONECHEN, Joseph. The Fruits of Fatima: A Century of Signs and Wonders. Irondale, AL: EWTN Publishing, 2019. (Análise dos efeitos espirituais e milagres associados à mensagem de Fátima).
  • ALMEIDA, Avelino de. “Como o sol bailou ao meio dia em Fátima”. In: Ilustração Portuguesa. Edição de 29 de outubro de 1917. Lisboa: O Século. (Relato jornalístico contemporâneo sobre o milagre do sol).
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