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Santa Maria Madalena de Pazzi

Santa Maria Madalena de Pazzi

1566-1607
Santa Maria Madalena de Pazzi, nascida na nobreza de Florença, foi uma monja carmelita e uma das maiores místicas da Igreja. Renunciou ao luxo por uma vida de extrema pobreza, penitência e profunda oração. Sua jornada foi marcada por intensos êxtases e diálogos íntimos com Deus. Movida por um amor abrasador à Eucaristia e à Paixão de Cristo, ofereceu seus severos sofrimentos pela renovação da Igreja, sendo um eterno modelo de contemplação e entrega total ao amor divino.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de Santa Maria Madalena de Pazzi

"Oh amor, faze com que toda criatura te ame, amor."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"Aquele que possui esta humildade perfeita também possui muito facilmente a terceira virtude, que é o seu santo amor."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"Deus tirou de mim a minha vontade e todos os meus desejos, para que eu não possa querer ou desejar nada exceto o que o Senhor quer."
(COPELAND, Clare. Maria Maddalena de' Pazzi: The Making of a Counter-Reformation Saint. Oxford: Oxford University Press, 2016.)
"A verdade é o ser de Deus e a sua voz."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"Pois pura é a alma que é humilde; pura é a alma que se abandonou; e pura é a alma que nada quer, nada sabe e nada entende."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"Oh humildade, não podemos imitar-te; só podemos admirar-te!"
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"Preferiríamos abraçar o inferno antes de cometer um pecado mortal."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"Vós concebeis a alma no sangue, vós a dais à luz no sangue, vós a lavais com sangue, vós a nutris com sangue."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"A caridade une a alma a Deus, e um próximo ao outro."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"Eu não desejaria pedir-lhe nada mais do que amor, porque se tenho amor, tenho tudo, e se não o tenho, falta-me todo o bem."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"A pureza reside exclusiva e absolutamente em buscar a honra e a glória de Deus e em gozá-la."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"Não somos dignas do título de esposas de Jesus Cristo se não fizermos de todos os corações uma harmonia doce para a sua voz."
(PUCCINI, Vincenzo. The Life of St. Mary Magdalene of Pazzi. London: R. Taylor, 1687.)
"Deus atrai para si as criaturas que olham para ele com seus olhos interiores."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"A santa Trindade deseja marcar seu coração com seu sinal para que seus inimigos vejam que você está marcada com seu selo."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)
"Quem não encontrar misericórdia em Deus, deve recorrer a Maria."
(MAGGI, Armando. Maria Maddalena de' Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.)

Biografia de Santa Maria Madalena de Pazzi

 

A vida de Santa Maria Madalena de Pazzi, a “Serafina do Amor”, é um dos relatos mais impressionantes da mística cristã, marcado por um abandono total à vontade divina e uma união extraordinária com o Verbo. Nascida na nobreza e cercada de luxo, ela renunciou a tudo para se tornar uma joia escondida no Carmelo, onde sua vida se tornou um teatro de maravilhas sobrenaturais e virtudes heróicas.

 

Nascimento e Infância de uma Alma Eleita

 

Caterina de’ Pazzi nasceu em Florença, em 2 de abril de 1566, no seio da ilustre família Pazzi. Desde o ventre materno, sinais da graça divina a acompanhavam; sua mãe, Maria Buondelmonti, não sentiu as indisposições comuns da gravidez, pois Cristo desejava que aquela criança fosse fruto de pura alegria espiritual. Batizada como Caterina, ela logo começou a ser chamada de Lucrezia em honra à sua avó.

Desde a mais tenra idade, Caterina demonstrava uma aversão santa às vaidades do mundo. Enquanto outras crianças buscavam jogos e sedas, ela retirava-se para lugares secretos para orar. Aos sete anos, já privava-se de alimentos delicados para oferecê-los aos pobres e prisioneiros. Movida por um desejo precoce de imitar a Paixão de Cristo, ela fabricava coroas de espinhos com ramos de laranjeira para usar durante a noite. Aos doze anos, em um ato de amor absoluto, fez um voto perpétuo de virgindade, prometendo pertencer apenas ao seu Esposo Celestial.

 

O Chamado do Carmelo e a Consagração Total

 

Aos dezesseis anos, Caterina recusou propostas de casamentos nobres, afirmando que preferiria perder a vida a perder sua vocação. Ela escolheu o convento carmelita de Santa Maria degli Angeli, em Florença, atraída pela sua observância rigorosa e pela permissão de comungar com frequência, algo raro na época. Em 30 de janeiro de 1583, ela recebeu o hábito e o nome de Maria Madalena.

Sua entrada no claustro não foi apenas uma mudança de vestes, mas uma transformação completa de espírito. Ela passou a considerar as grades do convento não como uma prisão, mas como um paraíso. Madalena mergulhou em uma vida de obediência tão perfeita que suas superioras nunca perceberam nela a menor relutância. Sua vida era uma oração contínua; muitas vezes, após a comunhão, ela permanecia imóvel, como se estivesse morta para o mundo, totalmente absorvida no oceano da contemplação divina.

 

Os Quarenta Dias de Glória e Êxtase

 

Logo após sua profissão religiosa, em 1584, Maria Madalena caiu gravemente enferma. Temendo sua morte, as superioras permitiram que ela fizesse seus votos solenes na própria enfermaria. Foi então que se iniciou o período conhecido como “Os Quarenta Dias”. Diariamente, após receber a Eucaristia, ela entrava em êxtases profundos que duravam horas.

Nessas visões, o Senhor a unia a Si de maneira inefável. Ela relatou ter sido “trancada no lado de Cristo”, onde encontrou repouso doce e eterno. Foi durante este período que ela recebeu dons celestiais, como o anel de mística união com Cristo e as chagas da Paixão, que permaneceram invisíveis aos olhos humanos por sua humilde prece, mas cujas dores ela sentia intensamente. Em 16 de junho, ela foi milagrosamente curada de sua enfermidade por intercessão da Beata Maria Bagnesi, cuja presença Madalena via frequentemente em suas visões.

 

O Combate Espiritual e a Cova dos Leões

 

Para que sua alma fosse purificada como o ouro no crisol, Deus permitiu que Maria Madalena passasse por um período de cinco anos de desolação e terríveis tentações, que ela chamou de “Cova dos Leões” (1585-1590). Ela foi assaltada por demônios que a tentavam com a blasfêmia, o desespero e a gula. A escuridão era tamanha que ela chegou a duvidar de sua salvação.

Nesses anos, sua santidade brilhou através de mortificações extremas. Para vencer as tentações de impureza, ela rolava nua sobre espinhos e chicoteava-se até o sangue. Sua humildade era tal que ela pedia para realizar as tarefas mais vis do convento, como lavar os pés das irmãs ou servir na cozinha, apesar de sua origem nobre. Mesmo sob ataques físicos de demônios invisíveis, ela mantinha a paz, exclamando: “Deixai-me sofrer, pois Jesus assim o deseja!”. Sua vitória final sobre esse período foi celebrada com uma visão em que dançava com os santos, saindo triunfante do abismo da provação.

 

Diálogos com o Verbo e Mistérios Celestiais

 

A vida mística de Santa Maria Madalena de Pazzi foi um diálogo ininterrupto com a Santíssima Trindade. Em seus êxtases, ela falava em nome do Verbo, muitas vezes agindo como um canal direto da sabedoria divina. As irmãs do convento, por ordem dos confessores, registravam minuciosamente suas palavras, suspiros e silêncios, resultando em obras como I Colloqui.

Ela teve visões sublimes da Virgem Maria, que a revestia com um véu de pureza angélica, e de Santo Agostinho, que escreveu as palavras “O Verbo se fez carne” em seu coração. Em momentos de ardor seráfico, ela corria pelo convento tocando os sinos e gritando: “Amor! Amor! O Amor não é amado, o Amor não é conhecido!”. Sua sede pela salvação das almas era tamanha que ela se oferecia para sofrer as penas do inferno, desde que ninguém mais ofendesse a Deus.

 

O “Nudo Patire” e o Trânsito para o Céu

 

Os últimos anos de sua vida foram marcados pelo “Nudo Patire” (sofrimento nu). Ela renunciou a todas as consolações espirituais, desejando sofrer puramente por amor, sem qualquer conforto. Doenças dolorosas consumiram seu corpo, mas ela recusava alívios médicos, desejando apenas conformar-se a Cristo crucificado.

No dia 25 de maio de 1607, aos 41 anos, Maria Madalena partiu para o Esposo que tanto amou. Suas últimas palavras foram de louvor à vontade de Deus. No momento de sua morte, seu corpo, antes pálido e consumido, tornou-se resplandecente e exalava um odor de santidade que perfumava todo o convento.

 

O Triunfo da Santidade e Milagres Póstumos

 

A fama de sua santidade espalhou-se instantaneamente por Florença. Durante seu velório, as pessoas lutavam para tocar seu corpo com flores e objetos, tratando-os como relíquias. Inúmeros milagres foram relatados: cegos recuperaram a visão, enfermos foram curados com o óleo de suas lâmpadas e o vinho estragado do convento tornou-se bom após o fidalgo sinal da cruz de suas mãos.

Um dos maiores milagres, porém, é a preservação de seu corpo. Anos após o sepultamento, ele foi encontrado incorrupto, exalando um líquido perfumado e mantendo a flexibilidade da carne. Santa Maria Madalena de Pazzi foi canonizada em 1669 pelo Papa Clemente IX, sendo reconhecida como uma das maiores místicas da Igreja, uma alma que viveu para o Verbo e cuja vida continua a inflamar os corações com o fogo do amor divino.

 


 

Referências bibliográficas

 

  • COPELAND, Clare. Maria Maddalena de’ Pazzi: The Making of a Counter-Reformation Saint. Oxford: Oxford University Press, 2016.
  • MAGGI, Armando. Maria Maddalena de’ Pazzi: Selected Revelations. New York: Paulist Press, 2000.
  • PUCCINI, Vincenzo. The Life of St. Mary Magdalene of Pazzi. London: R. Taylor, 1687. (Tradução baseada nos manuscritos originais).
  • MARCELLI, Anastasio. Settenario di Maria Santissima… con l’aggiunta delle cinque considerazioni per i divoti di Santa Maria Maddalena de’ Pazzi. Perugia: Stamperia del Costantini, 1789.

 

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