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Santa Joana d’Arc

Santa Joana d’Arc

1412-1431
Padroeira da França, Santa Joana d'Arc é a "Donzela de Orleans", cuja santidade floresceu na obediência heroica às "Vozes" celestiais. Sua missão, discernida em oração, uniu a pureza virginal ao zelo pela justiça divina no mundo temporal.
A Igreja a venera pela fortaleza cristã e pela fé inabalável, mantida mesmo diante do suplício. Sua vida é um testemunho de que a graça divina capacita os humildes para grandes feitos, culminando em um martírio vivido em total união com a Paixão de Cristo.
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Frases de Santa Joana d’Arc

"Creio que a Igreja Militante não pode errar nem falar, mas quanto aos meus dizeres e ações, eu os coloco e os remeto a Deus."
(Bernard, José. Joana D'Arc: A Donzela de Orléans. Petrópolis: Vozes, 1981. Página 43.)
"Se não estou, que Deus me coloque; se estou, que Deus me conserve. Eu seria a mulher mais aflita do mundo se soubesse que não estou na graça de Deus."
(Trask, Willard (Org.). Joan of Arc: In Her Own Words. New York: Books & Co./Turtle Point Press, 1996. Página 97.)
"Eu gostaria que a cruz na qual Deus pendeu estivesse sempre diante dos meus olhos enquanto a vida durar em mim."
(Trask, Willard (Org.). Joan of Arc: In Her Own Words. New York: Books & Co./Turtle Point Press, 1996. Página 144.)
"Se não estiver em estado de graça, peço a Deus me restitua nele; mas se estiver em estado de graça, peço a Deus nele me conserve."
(Bernard, José. Joana D'Arc: A Donzela de Orléans. Petrópolis: Vozes, 1981. Página 42.)

Biografia de Santa Joana d’Arc

 

A história de Santa Joana d’Arc é um dos relatos mais extraordinários de toda a humanidade, descrevendo como uma jovem camponesa, em apenas quinze meses, transformou o destino de uma nação e o curso da história europeia através de sua obediência incondicional a Deus. Nascida em um tempo de profunda degradação para a França, que jazia oprimida pela Guerra dos Cem Anos, ela surgiu como a salvadora improvável enviada pelo Rei do Céu para restaurar o reino.

 

A Infância Piedosa e as Primeiras Visões

 

Nascida por volta do dia 6 de janeiro de 1412, na aldeia de Domrémy, Joana era a quinta filha de Jacques d’Arc e Isabelle Romée, camponeses conhecidos por sua fé e retidão. Desde cedo, Joana demonstrou uma virtude singular, aprendendo suas orações com a mãe e dedicando-se com fervor à frequência aos sacramentos e ao cuidado dos pobres e enfermos. Sua bondade era tamanha que o vigário de sua aldeia afirmou nunca ter conhecido menina melhor em sua paróquia.

Aos treze anos, no jardim de seu pai, Joana teve sua primeira experiência sobrenatural. Uma luz brilhante acompanhou uma voz divina que a instruiu a governar sua conduta e a frequentar a igreja. Com o tempo, ela reconheceu o Arcanjo São Miguel, o príncipe dos exércitos celestes, que se fazia acompanhar pelas santas mártires Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia. Sob a orientação dessas vozes, Joana consagrou sua virgindade a Deus, preparando sua alma para a missão de libertar a França e coroar o Delfim.

 

O Chamado Celestial e a Jornada da Fé

 

Impelida pelas vozes que clamavam “Vai, filha de Deus, vai!”, Joana deixou sua vida de fiandeira para cumprir seu destino. Em Vaucouleurs, sua persistência e santidade acabaram por convencer o capitão Robert de Baudricourt a fornecer-lhe uma escolta para encontrar o herdeiro do trono. Durante a perigosa jornada até Chinon, Joana adotou trajes masculinos, não por rebeldia, mas como uma revelação divina para proteger sua pureza entre os soldados, que sentiam diante dela um respeito sagrado que bania qualquer pensamento impuro.

Ao chegar à corte em Chinon, Joana operou um prodígio ao reconhecer o Delfim Carlos VII escondido entre centenas de nobres, revelando-lhe um segredo que apenas Deus poderia conhecer, o que trouxe alegria e confiança ao coração do príncipe. Antes de receber o comando militar, ela foi submetida a um rigoroso exame teológico em Poitiers, onde doutores da Igreja e prelados atestaram sua ortodoxia, sua humildade e sua virgindade inquestionável, declarando que nela nada havia senão o bem.

 

A Donzela em Armas e as Vitórias Milagrosas

 

Revestida de uma armadura branca e portando um estandarte que exibia a imagem de Nosso Senhor abençoando o mundo, Joana liderou o exército francês com uma maestria que assombrou os capitães mais experientes. Sua presença no campo de batalha era como um clarão de luz; ela nunca matava ninguém, preferindo carregar seu estandarte para guiar os soldados.

A libertação de Orléans em maio de 1429 foi o “sinal” prometido por Deus. Joana predisse seu próprio ferimento por uma flecha e, mesmo ferida, retornou ao combate para garantir a vitória, impulsionada por visões de Santa Catarina. Outras manifestações sobrenaturais marcaram sua trajetória, como a descoberta milagrosa de uma espada antiga com cinco cruzes enterrada atrás do altar de Sainte-Catherine-de-Fierbois, cuja localização lhe fora revelada pelas vozes. Em Lagny, suas preces trouxeram um bebê aparentemente morto de volta à vida por tempo suficiente para receber o batismo.

 

O Caminho para Reims e a Sagração do Rei

 

Após a vitória em Patay, Joana insistiu que o Delfim seguisse para Reims para ser ungido com o óleo sagrado. Em 17 de julho de 1429, na majestosa catedral de Reims, o sonho de Deus para a França se concretizou quando Carlos VII foi coroado rei, com Joana ao seu lado, segurando seu estandarte. Naquele momento de glória, ela ajoelhou-se e abraçou os joelhos do monarca, afirmando que a vontade divina havia sido cumprida. Joana havia elevado a monarquia de volta à sua dignidade sagrada, agindo como a ponte entre o reino terrestre e o Rei do Céu.

 

A Paixão de Joana: Prisão e Julgamento

 

A fase final da vida de Joana assemelhou-se a uma “Via Dolorosa”. Capturada em Compiègne em maio de 1430, ela iniciou um ano de sofrimento em prisões inglesas, onde sua fé foi provada pelo fogo da adversidade. O julgamento em Rouen foi um complexo embate jurídico e político. Joana foi interrogada por doutores treinados na Sorbonne, que buscavam enredar sua simplicidade em armadilhas retóricas.

É fundamental notar que o processo foi conduzido por indivíduos como Pierre Cauchon, movidos por interesses políticos e pressões externas, e não representava a totalidade da Igreja ou sua doutrina infalível. Mesmo sob custódia rigorosa e sofrendo doenças, Joana manteve uma serenidade e agudeza de espírito sobrenaturais. Quando questionada se estava na graça de Deus, sua resposta tornou-se um marco de sabedoria cristã: “Se não estou, que Deus me coloque nela; se estou, que Deus me conserve”.

 

O Sacrifício Supremo e a Glória nos Altares

 

Em 30 de maio de 1431, Joana foi levada à fogueira na praça do Mercado Velho, em Rouen. Em seus últimos momentos, ela demonstrou uma caridade heroica, perdoando seus algozes e pedindo que um crucifixo fosse erguido diante de seus olhos para que pudesse contemplar o sinal da redenção enquanto a vida durasse. Suas últimas palavras, gritadas seis vezes em meio às chamas, foram o nome de “Jesus!”. Testemunhas relataram que, após seu corpo ser consumido, seu coração permaneceu intacto e cheio de sangue, um milagre final que aterrorizou seus inimigos e levou um secretário inglês a clamar: “Estamos todos perdidos, pois queimamos uma santa!”.

A justiça da Igreja manifestou-se plenamente em 1456, quando um novo tribunal, por ordem papal, declarou a nulidade total do julgamento anterior, limpando seu nome de qualquer mácula de heresia. Elevada à honra dos altares, ela foi beatificada em 1909 e canonizada em 1920 como Santa Joana d’Arc, a virgem que provou que Deus escolhe as coisas humildes do mundo para confundir as fortes.

 

Referências bibliográficas

 

  • Harrison, Kathryn. Joan of Arc: A Life Transfigured. First edition. New York: Doubleday, 2014.
  • Joan of Arc: A Captivating Guide to a Heroine of France and Her Role During the Lancastrian Phase of the Hundred Years’ War. Captivating History, 2019.
  • Joan of Arc: A Life From Beginning to End. Hourly History, 2017.
  • Hubbard-Brown, Janet. Joan of Arc: Religious and Military Leader. New York: Infobase Publishing, 2010.
  • Pernoud, Régine. Joan of Arc: By Herself and Her Witnesses. Translated by Edward Hyams. New York: Stein and Day, 1966.
  • Madison, Lucy Foster. Joan of Arc, the Warrior Maid. Published by Good Press, 2022.
  • Trask, Willard (Org.). Joan of Arc: In Her Own Words. New York: Books & Co./Turtle Point Press, 1996.
  • Bernard, José. Joana D’Arc: A Donzela de Orléans. Petrópolis: Vozes, 1981.
  • Pernoud, Régine. Joana D’Arc, a mulher forte. São Paulo: Paulinas, 1996.
  • Beevers, John. Saint Joan of Arc. Charlotte, North Carolina: TAN Books and Publishers, Inc., 1981.
  • North, Wyatt. The Life and Prayers of Saint Joan of Arc. Wyatt North Publishing, 2013.

 

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