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Santa Joana Francisca de Chantal

Santa Joana Francisca de Chantal

1572-1641
Santa Joana de Chantal foi uma nobre francesa, esposa dedicada e mãe de quatro filhos. Após ficar viúva aos 28 anos, conheceu São Francisco de Sales, que se tornou seu diretor espiritual. Juntos, fundaram a Ordem da Visitação de Santa Maria em 1610, voltada para o recolhimento e o cuidado de doentes, aceitando mulheres mais velhas ou de saúde frágil. Mulher de profunda fé e caridade, suportou duras perdas familiares com forte resignação divina. Foi canonizada em 1767.
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Frases de Santa Joana Francisca de Chantal

"Regardai frequentemente para a eternidade da vida onde vamos chegar, e para a instabilidade desta, que não nos serve senão de travessia para passar à outra."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLIV, p. 2.)
"Lançai-vos no fundo da misericórdia de Nosso Senhor que Ele vos preparou de toda a eternidade, e permanecei ali em paz, sem olhar as coisas passadas, as presentes nem as futuras."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLV, p. 3.)
"Nesta terra de lágrimas, é preciso esperar muitas aflições e poucas consolações. Elevai frequentemente o vosso pensamento à eternidade; aspirai e suspirai por essa felicidade; vede que não há sólido repouso senão esse."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLX, p. 10.)
"O exemplo aproveita mais do que as palavras. Sede sempre muito generosa e cheia de confiança em Deus; sede paciente, caridosa; fazei bem o que é da observância, e vereis as maravilhas de Deus."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLXVIII, p. 22.)
"Nada absolutamente acontece senão pela ordem e disposição da eterna vontade."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLXX, p. 25.)
"Bem-aventuradas as almas que sofrem amorosamente, a sua recompensa será grande!"
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLXXI, p. 26.)
"Uma alma que não quereria por nada deste mundo ofender o seu Deus tem o fundamento da verdadeira alegria."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLXXIII, p. 30.)
"Servir a Deus ao perigo de todo o resto é reinar e adquirir as verdadeiras riquezas e honras neste mundo, e, o que é único importante, assegurar pelos méritos do Salvador a bem-aventurança eterna, da qual um momento de gozo vale mais do que a posse de mil mundos."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLXXVI, p. 34-35.)
"Tudo o que é deste mundo não é senão sombra de bem e passará em breve; só Deus é permanente e a sua bem-aventurada eternidade!"
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLXXVI, p. 35.)
"Deus escondeu o preço da glória eterna na vitória e mortificação de nós mesmos."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLXXXV, p. 49.)
"É uma grande marca da sua bênção sobre uma casa, quando ela é visitada por alguma tribulação, sem que haja ofensa a Deus."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLXXXV, p. 50.)
"É o verdadeiro caminho da perfeição conduzir as almas com uma grande dilatação de coração e não com estreitamento; por amor e não pelo temor."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCLXXXVII, p. 54.)
"Todo o resto não é senão fumaça que se dissipa e desvanece diante dos nossos olhos; mas a graça nos torna felizes neste mundo e nos assegura a felicidade da gloriosa imortalidade, que é o bem soberano ao qual só a razão nos deveria fazer aspirar incessantemente."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCXCVI, p. 68.)
"É preciso amar, bendizer e abraçar generosamente esta santíssima e felicíssima vontade de Deus em todos os acontecimentos que ela ordena! Embora a ferida seja grande e a dor muito sensível, é preciso contudo amá-la pelo respeito da mão que a fez."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCCVIII, p. 83.)
"O único bem da alma é estar só com o seu Deus; permanecei nessa simplicidade e nudez."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre DCCCLXXXVII, p. 212.)
"Pouco importa de que mal morramos, contanto que subamos a essa bem-aventurada eternidade."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 3. Em: Sa vie et ses œuvres, Tome 6. Paris: E. Plon et Cie, 1878, Lettre CMI, p. 233.)
"Quando virá esse dia feliz, em que farei e renovarei a irrevogável oferenda de mim mesma ao meu Deus? Sua bondade encheu-me de um sentimento tão extraordinário e poderoso da graça que há em ser toda Sua, que, se o sentimento durar em seu vigor, me consumirá."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre III, p. 4.)
"O que me consola no meio de tanto trabalho é que isso é para a glória de Deus, e que finalmente, depois de ter bem trabalhado, iremos gozar do repouso eterno, mediante a graça do divino Salvador."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre IV, p. 5.)
"Desejo apaixonadamente que torneis a vossa alma toda amorosa deste divino Esposo, que tanto nos gratificou a ponto de nos ter escolhido para sermos das suas mais particulares servas."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre V, p. 7.)
"A presença do meu Deus, que outrora me dava contentamentos indizíveis, faz-me agora tremer e estremecer de temor, e parece-me que esse olho divino traspassa a minha alma e olha com indignação todas as minhas obras, meus pensamentos e minhas palavras."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre XV, p. 20.)
"Sim, Senhor, o que vos agradar, fazei, eu o quero; aniquilai-me, estou contente; esmagai-me, bem o quero; arrancai, cortai, queimai tudo o que vos aprazer, sim, eu sou vossa!"
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre XV, p. 21.)
"É na eternidade dos séculos que serão consoladas as almas que tiverem tudo deixado por Deus; que consolação, que glória aí receberão! Esta vida, passemos-a como pudermos, contanto que cheguemos à outra."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre XXXV, p. 52.)
"Que nos seja doravante indiferente estar em saúde ou doença, em consolação ou desolação, na fruição ou privação do que nos é mais caro, e que o nosso coração não tenha mais do que um único desejo, que é que a santíssima vontade de Deus se faça em nós."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre LXI, p. 105.)
"Tenho um extremo desejo e uma firme resolução de permanecer na minha nudez, mediante a graça do meu Deus, e espero que Ele me ajudará; sinto o meu espírito todo livre, e com uma infinita e profunda consolação de se ver assim nas mãos de Deus."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre LXIV, p. 112-113.)
"Procuro hoje renovar fortemente o meu coração a fim de viver doravante segundo a santíssima vontade de Deus, despojando-me de tudo o que não é Deus para conservar um só coração todo inteiro para o único Salvador que deu a sua preciosa vida para obter o nosso amor e a nossa salvação."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre LXIX, p. 123.)
"Nosso Senhor quer e requer de nós uma profunda e mui íntima humildade interior e exterior, e para isso quis que a nossa condição fosse menos brilhante diante dos olhos dos homens."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre LXXXVIII, p. 158.)
"Senhor, que quereis que eu faça? Eis a minha alma que se derrama diante de Vós e não quer nunca mais respirar nem aspirar senão para Vós e em Vós; cumpri em mim mui perfeitamente a vossa santíssima vontade."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre CXVI, p. 219.)
"Não tenhais nos vossos corações senão o único desejo do Seu santo amor, e nas vossas obras senão a obediência e submissão ao Seu bom prazer, por uma exacta observância da regra."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre CLXXIII, p. 290.)
"A extremidade da necessidade em que às vezes nos encontramos dá-nos altas lições da perfeição da santa confiança em Deus, e verdadeiramente vemos já como faz bem apegar-se a Deus e esperar nEle contra a esperança humana."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre CCI, p. 336.)
"Bem-aventuradas são as almas que se contentam só com Deus, e que nada desejam de todas as coisas criadas senão o que a divina Providência e os Superiores quiserem."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre CCXIX, p. 358.)
"Esta vida é uma contínua morte, quero dizer que continuamente estamos em ocasiões de morrer para nós mesmas; mas quando vejo que é para fazer viver e reinar a graça, acho que somos grandemente felizes."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre CCXCI, p. 479.)
"Parece-me que sobre todas as coisas, a santa oração e os frequentes retornos do espírito a Deus vos são necessários e úteis; porque se uma vez os sentimentos do celeste amor tomarem o cimo no vosso querido coração, oh! todo o resto será fácil."
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre CCCVI, p. 503.)
"Oh! como me parece que as nossas Irmãs devem amar a solidão e a oração; é onde a alma toma a sua força. Que seria da nossa vida, se não encontrássemos este maná, que está escondida na santa oração?"
(CHANTAL, Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Lettres de Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal. Tome 1. Paris: E. Plon et Cie, 1877, Lettre CCCXL, p. 562.)
"Ouvi, ó céus, as coisas que falo. Ouça a terra as palavras da minha boca! A Vós falo, ó Jesus, meu Salvador; meu coração vos fala, embora eu não seja mais do que pó e cinza. Ó meu Deus, faço voto de viver doravante em perpétua castidade, obediência e pobreza — ofereço-me a mim mesma e a minha vida à vossa divina Majestade e à Bem-Aventurada Virgem Maria, vossa Mãe e nossa Senhora — escolho esta santa e abençoada Mãe para me proteger, esta congregação para me dirigir para sempre."
(STOPP, Elisabeth. Madame de Chantal: portrait of a saint. Westminster, Md: Newman Press, 1963, Chapter 7, p. 139-140)
"Isto vos dará uma pequena ideia do que sinto e da dor que faz o meu espírito voltar-se mais avidamente do que nunca para o céu e clamar com todas as minhas forças: Senhor, que quereis que eu faça? A minha alma está aberta diante de Vós e quer viver apenas em Vós, olhar apenas para Vós para sempre. Realizai a vossa santíssima vontade do modo mais perfeito em mim... Pedi orações e uma comunhão para que de agora em diante eu já não viva para mim mesma, mas para que apenas o meu Salvador viva em mim."
(STOPP, Elisabeth. Madame de Chantal: portrait of a saint. Westminster, Md: Newman Press, 1963, Chapter 8, p. 164)
"Olhai para esta minha mão: não poderia ser mais despojada, mais simples. É assim que devemos ser, servindo a Deus sem nenhum outro pensamento a não ser como Lhe agradar. É assim que devemos segurar e carregar as nossas almas."
(STOPP, Elisabeth. Madame de Chantal: portrait of a saint. Westminster, Md: Newman Press, 1963, Chapter 11, p. 216)
"Falar pouco, pensar pouco, desejar pouco e fazer muito."
(STOPP, Elisabeth. Madame de Chantal: portrait of a saint. Westminster, Md: Newman Press, 1963, Chapter 11, p. 229)
"Mantende os vossos olhos fixos no Mestre, trabalhai juntamente com Ele. Ensinai as vossas filhas a olharem também nos olhos Dele, até que esqueçam as suas próprias ideias e aprendam a pensar, agir e trabalhar Nele, por Ele e somente para Ele."
(STOPP, Elisabeth. Madame de Chantal: portrait of a saint. Westminster, Md: Newman Press, 1963, Chapter 11, p. 230)
"Acho que é porque existe uma coisa chamada martírio do amor: Deus mantém os seus servos vivos para trabalharem para a sua glória, e isto torna-os mártires e confessores ao mesmo tempo. Sei que este é o tipo de martírio que as filhas da Visitação sofrerão, isto é, aquelas que tiverem a ventura de colocar nisso o seu coração."
(STOPP, Elisabeth. Madame de Chantal: portrait of a saint. Westminster, Md: Newman Press, 1963, Chapter 12, p. 236)
"Senhor, tomai tudo o que tenho no mundo, despojai-nos de todos os bens terrenos, fazei de nós pobres, se quiserdes, meu Deus, apenas deixai-nos juntos."
(HEAGNEY, Harold Jerome. Madame de Chantal. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1950, Part One, p. 60)
"Jamais me casarei novamente. Vós somente enchestes o meu coração até transbordar. Nunca haverá lugar para outro."
(HEAGNEY, Harold Jerome. Madame de Chantal. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1950, Part One, p. 63)
"A grande felicidade é fazer tudo por Deus e cumprir a Sua santa vontade. O tempo passa, os anos chegam ao fim, e nós passamos e chegamos ao fim com eles. Nada neste mundo é permanente e duradouro, exceto a Palavra de Deus."
(HEAGNEY, Harold Jerome. Madame de Chantal. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1950, Part Three, p. 226)
"Posso assegurar-vos que nunca tive uma visão tão clara da bondade e da beleza da morte como tenho agora."
(HEAGNEY, Harold Jerome. Madame de Chantal. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1950, Part Three, p. 227-228)
"Lembrai-vos de mim, ó Mãe de Deus. Pela vossa Imaculada Conceição, lembrai-vos de me socorrer, especialmente na hora da minha morte."
(HEAGNEY, Harold Jerome. Madame de Chantal. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1950, Part Three, p. 280)
"Ah! quanto temos de fazer para nos prepararmos para a morte, e eu mais especialmente."
(HEAGNEY, Harold Jerome. Madame de Chantal. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1950, Part Three, p. 280)
"Ah! dai-me ao menos o prazer de comungar, especialmente hoje, pois este querido dia completa os trinta e um anos desde que comecei a comungar diariamente, conforme a ordem do nosso abençoado Pai, embora eu seja indigna de tal graça."
(HEAGNEY, Harold Jerome. Madame de Chantal. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1950, Part Three, p. 281)
"Meu Senhor, é preciso crer que Jesus Cristo está no santíssimo sacramento porque Ele o disse; quando não o credes, Vós o fazeis mentiroso."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre I, p. 65.)
"Vedes, meu Senhor, eis como queimarão no fogo do inferno todos os heréticos, porque não creem no que Nosso Senhor disse."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre I, p. 65.)
"Se eu não amasse os pobres, parece-me que já não amaria o bom Deus."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre I, p. 67.)
"Escolheria antes uma prisão perpétua do que a morada de um huguenote para minha residência, e antes mil mortes, uma após a outra, do que me ver ligada pelo casamento a um inimigo da Igreja."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre I, p. 85.)
"Oh! como seríamos felizes de derramar nosso sangue pela fé! Mas não somos dignos disso, é preciso nos humilhar."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre II, p. 98.)
"Meu Deus, a todo momento mendigo à porta de vossa misericórdia; iria eu querer ser repelida à segunda ou terceira vez?"
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre III, p. 132.)
"Os atrativos que recebia de Nosso Senhor eram tão poderosos, que teria querido deixar tudo, e ir-me para um deserto para servir a Deus mais inteiramente e perfeitamente fora de todos os obstáculos exteriores."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre IV, p. 146.)
"Padecer por Deus parecia-me o alimento do amor na terra, como gozar de Deus o é no céu."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre V, p. 172.)
"Meu Bem-amado é todo meu, e eu sou toda Dele. Jamais poderei abandoná-Lo para olhar para qualquer homem; pois a Ele estou inteiramente unida pela caridade, e Sua bondade supera todos os amores do mundo. Ó meu Deus, desviai meus olhos da vaidade, e que nenhuma injustiça me domine!"
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre XIII, p. 440.)
"Quem ama mais sua coroa do que sua cabeça não perderá jamais uma sem a outra."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre XV, p. 484.)
"Sim, meu muito querido senhor, sua vontade seja feita no tempo e na eternidade."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre XV, p. 473.)
"Sim, meu Deus, fazei sofrer, fazei sofrer esta natureza viva demais, a fim de que ela aprenda se é preciso ter tanto ardor aos rigores exteriores para si e para os outros!"
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre XVII, p. 554.)
"Meu espírito, em sua ponta mais fina, é uma unidade muito simples: ele não se une; pois, quando quer fazer atos de união em certas ocasiões, sente esforço e vê claramente que não se pode unir, mas permanecer unido; a alma não quereria mover-se dali. Ela não pensa nem faz coisa alguma, senão um certo aprofundamento de desejo, que se faz quase imperceptivelmente, que Deus faça dela e de todas as criaturas, em todas as coisas, tudo o que Lhe aprouver."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Tome 1. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1866, Chapitre XVIII, p. 560.)
"Livrai-me desta tristeza eterna e deste desespero imortal daqueles que se verão na impossibilidade, ou melhor, na aversão terrível de amar uma bondade tão amável."
(CHANTAL, Joana Francisca de. Méditations pour les Solitudes (Retraites) Annuelles. In: OEuvres de Sainte Chantal. Paris: E. Plon, 1876, v. 3, p. 17.)
"Estou inteiramente acostumada ao sofrimento pelo olhar do crucifixo."
(BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1863, v. 1, p. 100.)
"Se soubéssemos o que é a eternidade, valorizaríamos mais acumular poeira na casa de Deus do que pérolas nas casas do mundo."
(CHAUGY, Françoise-Madeleine de. Mémoires sur la vie et les vertus de Sainte Jeanne-Françoise de Chantal (Vie de la Bienheureuse Mère Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal). Paris: E. Plon, 1874, p. 479.)
"A mortificação sem oração é um sofrimento inútil; a oração sem mortificação é uma carne sem sal, que se corrompe facilmente."
(CHANTAL, Joana Francisca de. Petit Traité sur l'Oraison. In: OEuvres de Sainte Chantal. Paris: E. Plon, 1875, v. 3, p. 260.)

Biografia de Santa Joana Francisca de Chantal

 

 Infância e Juventude

 

Joana Francisca Frémyot nasceu em Dijon, França, em 23 de janeiro de 1572. Filha do ilustre Bénigne Frémyot, presidente do Parlamento da Borgonha, ela foi batizada no mesmo dia de seu nascimento, recebendo o nome de Joana em honra a São João Esmoler. Órfã de mãe aos dezoito meses, foi criada sob a égide firme e piedosa de seu pai, que lhe transmitiu uma fé inabalável.

Desde cedo, Joana demonstrou uma maturidade espiritual incomum. Aos cinco anos, ao ouvir um herético negar a presença real de Cristo na Eucaristia, a criança o confrontou com sabedoria divina, afirmando a verdade da Igreja. Já na juventude, sua firmeza foi provada quando recusou pretendentes nobres, mas de fé huguenote, declarando que preferiria uma prisão perpétua a se unir a um inimigo da Igreja. Sua pureza era protegida por uma terna devoção à Virgem Maria, a quem adotou como mãe.

 

 A “Dama Perfeita” de Bourbilly

 

Em 1592, Joana casou-se com o Barão Cristóvão de Chantal, um cavaleiro de rara virtude e coragem. No Castelo de Bourbilly, ela se tornou o modelo da esposa cristã, sendo carinhosamente chamada de “A Dama Perfeita”. Enquanto o marido servia ao Rei, Joana administrava a propriedade com gênio prático e piedade, transformando o castelo em um reduto de ordem e oração.

Foi em Bourbilly que Deus operou prodígios por meio de sua caridade. Durante uma severa fome que assolou a Borgonha, Joana distribuiu todo o mantimento do castelo aos pobres. Quando os servos temeram a escassez, Joana subiu ao celeiro e, com fé inabalável, ordenou que continuassem a dar esmolas; o barril de farinha e o grão multiplicaram-se milagrosamente por seis meses, alimentando a todos sem nunca se esgotar. Ela cuidava pessoalmente de leprosos e doentes com chagas horríveis, vendo neles a própria face de Cristo sofredor.

 

O Cadinho da Dor e o Voto de Sangue

 

A vida de felicidade terrena foi subitamente interrompida em 1601, quando seu amado esposo foi mortalmente ferido em um acidente de caça. No auge da dor, Joana pronunciou seu fiat, embora seu coração estivesse despedaçado. Aos vinte e oito anos, viúva e com quatro filhos pequenos, ela fez um voto de castidade perpétua e dedicou sua vida exclusivamente a Deus.

Para selar sua pertença ao Divino Esposo, em um momento de fervorosa oração, ela gravou o nome sagrado de JESUS sobre o próprio coração com um ferro em brasa. Forçada a viver no Castelo de Monthelon com seu sogro, sofreu sete anos de humilhações e tirania por parte de uma serva insolente que governava a casa. Joana tudo suportou com doçura angelical, cuidando inclusive dos filhos daquela que a perseguia, vencendo o mal com o bem.

 

O Encontro dos Santos e a Visão de Saint-Claude

 

Deus preparou o encontro de Joana com seu guia espiritual por meio de visões. Antes de conhecê-lo, ela viu em espírito um bispo com aparência angélica e ouviu uma voz: “Eis o guia bem-amado de Deus”. Em 1604, ao ouvir São Francisco de Sales pregar em Dijon, ela reconheceu imediatamente o homem da visão. Francisco, por sua vez, também tivera uma visão de Joana no Castelo de Sales.

A direção espiritual definitiva foi selada em uma peregrinação a Saint-Claude. Lá, Joana entendeu que sua entrada no “sagrado repouso dos filhos de Deus” se daria por aquela porta, conforme lhe fora profetizado em sonho. Sob a direção do “Doutor da Suavidade”, ela subiu os degraus da oração de quietude e do abandono total à Providência.

 

A Fundação da Visitação e o Martírio do Coração

 

Em 1610, após arranjar o casamento de sua filha Marie-Aymée com o irmão de São Francisco e garantir o futuro de seu filho Celse-Bénigne (passando heroicamente sobre o corpo do jovem que se deitara à porta para impedi-la de partir), Joana fundou a Ordem da Visitação Sainte-Marie em Annecy.

Como Superiora, Joana foi agraciada com visões da “geração escolhida” que Deus lhe daria. Sua vida religiosa foi marcada por um “martírio de amor”, um estado de provação interior e desolação mística que ela abraçou com força invencível. Deus operou inúmeros milagres por sua intercessão, como a cura instantânea de doentes e a extinção milagrosa de um incêndio no convento após sua oração fervorosa.

 

O Trânsito Glorioso e a Apoteose Celestial

 

Santa Joana Francisca entregou sua alma a Deus em 13 de dezembro de 1641, no monastério de Moulins. Suas últimas palavras, proferidas com um rosto radiante, foram: “Eu vou. Jesus, Jesus, Jesus!”.

No momento de sua morte, São Vicente de Paulo teve uma visão sublime : viu duas colunas de fogo (as almas de Joana e de Francisco de Sales) que subiam ao céu e se fundiam em um único globo de luz, representando a união eterna dessas almas em Deus. Seu corpo foi levado para Annecy e sepultado junto ao de seu santo pai e diretor, de onde continua a exalar o perfume da santidade.

 


Referências bibliográficas

 

  • BOUGAUD, Louis-Émile. Histoire de Sainte Chantal et des origines de la Visitation. Paris: Librairie Ve Poussielgue et Fils, 1863, v. 1 e v. 2.
  • CHAUGY, Françoise-Madeleine de. Mémoires sur la vie et les vertus de Sainte Jeanne-Françoise de Chantal. Paris: E. Plon, 1874 (Coleção Sainte Jeanne-Françoise Frémyot de Chantal: Sa Vie et ses Œuvres, v. 1).
  • CHANTAL, Joana Francisca de. OEuvres de Sainte Chantal (Incluindo: Petit Livret, Questions et Réponses, Papiers Intimes, Exhortations, Entretiens, Instructions, Méditations et Lettres). Paris: E. Plon, 1875-1879, v. 2, 3, 4, 5, 7.
  • SALES, Francisco de. Lettres de S. François de Sales. (Edições e fragmentos diversos citados nas fontes).
  • STOPP, Elisabeth. Madame de Chantal: Portrait of a Saint. Westminster, Md: Newman Press, 1963.
  • JONES, C. A. The Life of S. Frances de Chantal. London: J. T. Hayes.
  • SAUDREAU, Auguste. Mystical Prayer According to St. Jane de Chantal. 1929.

 

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