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Santa Jacinta Marto

Santa Jacinta Marto

1910-1920
Santa Jacinta Marto foi uma das videntes das aparições de Fátima, em Portugal. Após ver Nossa Senhora em 1917, sua vida transformou-se radicalmente. Menina sensível, desenvolveu um profundo horror ao pecado e um amor ardente pela salvação das almas e pelo Papa. Acometida pela gripe espanhola, aceitou heroicamente dores terríveis e a morte solitária num hospital como sacrifício pela conversão dos pecadores. Foi canonizada em 2017.
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Frases de Santa Jacinta Marto

"Logo que a gente entra na Igreja, é tanta gente a fazer-nos perguntas! Eu gostava de estar muito tempo sozinha, a falar com Jesus escondido (no sacrário); mas nunca nos deixam!"
(SANTOS, Lúcia dos. Memórias da Irmã Lúcia I. 13. ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007. p. 55.)
"Se eu pudesse colocar apenas nos corações deles, o fogo que está queimando dentro do meu próprio coração, e que faz com que eu ame tanto os Corações de Jesus e Maria!"
(SANTOS, Lúcia dos. Memórias da Irmã Lúcia I. 13. ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007. p. 130.)
"Se os homens soubessem o que é a eternidade, fariam de tudo para mudar de vida."
(DE MARCHI, João. Era uma Senhora mais brilhante que o sol. 9. ed. Fátima: Missões Consolata, 1966. p. 211.)
"Demos a nossa merenda às ovelhas e fazemos o sacrifício de não merendar!"
(SANTOS, Lúcia dos. Memórias da Irmã Lúcia I. 13. ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007. p. 45.)
"Nosso Senhor deve estar contente com os nossos sacrifícios, porque eu tenho tanta, tanto sede! Mas não quero beber; quero sofrer por Seu amor."
(SANTOS, Lúcia dos. Memórias da Irmã Lúcia I. 13. ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007. p. 104.)
"Não quero que digas a ninguém que eu sofro; nem à minha mãe, porque não quero que se aflija."
(SANTOS, Lúcia dos. Memórias da Irmã Lúcia I. 13. ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007. p. 63.)
"Não devemos ter medo de nada! Aquela Senhora ajuda-nos sempre. É tão nossa amiga!"
(SANTOS, Lúcia dos. Memórias da Irmã Lúcia I. 13. ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007. p. 50.)
"Não chore. Nossa Senhora é tão boa! Com certeza faz-lhe a graça que lhe pede."
(SANTOS, Lúcia dos. Memórias da Irmã Lúcia I. 13. ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007. p. 57.)

Biografia de Santa Jacinta Marto

Nascimento e Alvorada de uma Alma Angélica

 

Jacinta Marto nasceu no pequeno lugar de Aljustrel, Fátima, em 11 de março de 1910. Filha de Manuel Pedro Marto e Olímpia de Jesus, foi batizada no dia 19 do mesmo mês, Solenidade de São José. Desde a mais tenra infância, Jacinta revelou uma personalidade vivaz, afetuosa e dotada de uma sensibilidade extraordinária. Possuía um coração terno, que se derretia em lágrimas ao ouvir o relato da Paixão de Nosso Senhor, prometendo nunca mais pecar para não fazê-Lo sofrer. Amava as flores, que colhia para oferecer à sua prima Lúcia, e tinha um carinho especial pelas ovelhas, chegando a carregar os cordeiros no colo para que não se cansassem. Embora pudesse ser um pouco caprichosa em suas brincadeiras, sua alma era de uma honestidade cristalina, preferindo acusar-se de uma falta a ver outra criança ser repreendida injustamente.

 

As Visitações Celestes e o Despertar da Espiritualidade

 

Em 1916, a vida de Jacinta foi transfigurada pelas aparições do Anjo da Paz. Na terceira visitação, ela recebeu o Sangue de Cristo do Cálice apresentado pelo Anjo, uma comunhão mística que a mergulhou na adoração à Santíssima Trindade. No ano seguinte, em 13 de maio de 1917, a Virgem Maria apareceu na Cova da Iria. Diante da pergunta de Lúcia, a Senhora confirmou que Jacinta iria para o Céu. A partir de então, a pequena pastora, de apenas sete anos, entregou-se com um fervor heróico à oração do Rosário, conforme o pedido da Mãe de Deus.

 

A Visão do Inferno e a Chama da Reparação

 

O divisor de águas na santidade de Jacinta ocorreu em 13 de julho de 1917, quando Nossa Senhora lhe permitiu contemplar a aterradora visão do inferno. A visão das almas caindo no abismo como brasas em um grande incêndio gravou-se de tal modo em seu coração que ela se tornou uma apóstola da reparação. Jacinta sentia uma dor profunda pela eternidade do castigo dos pecadores e perguntava constantemente: “Por que Nossa Senhora não mostra o inferno aos pecadores? Se eles o vissem, não fariam mais pecados”.

Para salvar as almas da condenação, ela abraçou sacrifícios inauditos para uma criança: dava sua merenda a crianças pobres, sustentando-se de raízes amargas e bolotas de carvalho; passava dias inteiros sem beber água sob o sol escaldante; e usava uma corda áspera atada à cintura que lhe causava feridas e impedia o sono. Sua motivação era sempre a mesma: “Ó meu Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelas ofensas cometidas contra o Imaculado Coração de Maria”.

 

O Heroísmo no Cárcere e na Perseguição

 

Em agosto de 1917, a santidade de Jacinta foi provada no fogo. Sequestrada pelo Administrador de Ourém, ela foi ameaçada de ser frita viva em um caldeirão de azeite caso não revelasse o Segredo confiado pela Virgem. Com uma coragem de mártir, Jacinta declarou que preferia morrer a trair a Senhora. Na prisão, mesmo chorando de saudade da mãe, liderou a oração do Terço entre os prisioneiros, transformando a cela em um oratório.

 

O Calvário da Enfermidade e a Profecia dos Hospitais

 

Nossa Senhora revelou a Jacinta que ela passaria por dois hospitais, não para se curar, mas para sofrer ainda mais pela salvação das almas. Em 1918, ela contraiu a gripe espanhola, que evoluiu para uma pleurisia purulenta e um abscesso doloroso no peito. Jacinta sabia que sua morte seria solitária. Em Lisboa, hospedou-se no Orfanato da Rua da Estrela, onde recebeu comunicações celestiais de Nossa Senhora sobre os pecados do mundo. Ela advertia contra as modas imodestas e dizia que os pecados que mais levam almas ao inferno são os da carne.

Sua paciência nas dores era angelical. Quando foi operada no Hospital Dona Estefânia, teve duas costelas removidas sem anestesia geral. Suportou tudo sem uma queixa, consolada por visitas da Virgem que lhe tirava as dores nos momentos finais.

 

O Trânsito Glorioso e o Triunfo na Eternidade

 

No dia 20 de fevereiro de 1920, conforme Nossa Senhora havia predito, Jacinta entregou sua alma pura a Deus, morrendo sozinha no hospital em Lisboa, às dez e meia da noite. Seu corpo exalava um perfume suave de flores após a morte e, anos mais tarde, foi encontrado praticamente incorrupto. Jacinta foi beatificada em 13 de maio de 2000 por São João Paulo II e canonizada em 13 de maio de 2017 pelo Papa Francisco, confirmando que a pequena pastora de Fátima é, para a Igreja, um modelo heróico de caridade, sacrifício e união com o Coração Imaculado de Maria.

 


Referências bibliográficas

 

  • SANTOS, Lúcia dos. Memórias da Irmã Lúcia I. Edição organizada pelo P.e Luís Kondor, SVD. 13. ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2007. 240 p. (Relato fundamental da vidente Lúcia detalhando as virtudes e a vida mística de Jacinta).
  • DE MARCHI, João. Era uma Senhora mais brilhante que o sol. 9. ed. Fátima: Missões Consolata, 1966. 320 p. (Biografia clássica baseada em depoimentos colhidos no local das aparições e com os pais dos videntes).
  • CONGREGATIO PRO CAUSIS SANCTORUM. The Heroic Virtues of Jacinta and Francisco Marto: Vatican Decrees. Washington, NJ: AMI Press, 1990. (Documentos oficiais da Santa Sé para o processo de canonização, descrevendo as virtudes praticadas em grau heróico).
  • HEIMANN, Jean. Fatima: The Apparition that Changed the World. Cincinnati, OH: Servant, 2017. (Estudo histórico e teológico abrangente sobre as aparições e a biografia dos videntes).
  • O’BOYLE, Donna-Marie Cooper. Our Lady of Fatima: 100 Years of Stories, Prayers, and Devotions. Cincinnati, Ohio: Servant, 2017. (Compilação de histórias focada na espiritualidade reparadora de Jacinta).
  • CIRRINCIONE, Joseph A. Blessed Jacinta Marto of Fatima. Rockford, IL: TAN Books, 1992. (Pequena biografia focada nos sofrimentos e visões de Jacinta antes de sua morte).

 

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