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Santa Gianna Molla

Santa Gianna Molla

1922-1962
Santa Gianna Beretta Molla foi uma médica pediatra, esposa e mãe italiana. Leiga engajada, viveu a medicina como verdadeira missão caritativa. Durante a quarta gravidez, diagnosticada com um tumor uterino, escolheu heroicamente proteger a vida da filha em detrimento da sua, recusando tratamentos que matariam o feto. Faleceu dias após o parto. Canonizada em 2004 por João Paulo II, é exaltada pela Igreja como modelo supremo de amor materno, defesa da vida e santidade familiar.
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Frases de Santa Gianna Molla

"Amar quer dizer desejo de aperfeiçoar a si mesma e à pessoa amada, superar o próprio egoísmo, doar-se."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"Para ter a vida eterna, portanto, é preciso AMAR A DEUS... o amor quer ser correspondido na medida em que ama. Deus nos ama infinitamente, portanto também nós devemos amá-lo infinitamente. Jesus morreu por nosso amor. Nós devemos estar prontas a amá-lo morrendo para nós mesmas."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei... até morrer por nós – eis a prova maior do amor! Agora, é verdadeiramente amar no modelo de Jesus o não ter nenhuma pena do próximo, amá-lo apenas enquanto não nos custa sacrifício? Não – é necessário que sobre a nossa caridade haja uma gota quente do nosso sangue."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"Não tenhais medo de defender a Deus, a Igreja, o Papa e os seus Sacerdotes."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"A nossa missão não termina quando as medicinas não servem mais; há a alma para levar a Deus e a vossa palavra teria autoridade. Cada médico deve entregá-lo [o doente] ao sacerdote."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"Comunhão: busquemos Cristo unindo-nos a Ele. Saibamos encontrar Cristo e unir-nos a Ele nos doentes, nos sofredores, nas pessoas que esperam de nós uma palavra."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"Para com ela [a Santa Missa] temos dois deveres: conhecê-la e amá-la – Para amá-la é necessário: vivê-la, segui-la, meditá-la."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"O centro da nossa piedade deve ser o Tabernáculo, que é o centro do Amor, da caridade, a vida das nossas igrejas, centro de irradiação de todas as obras boas e santas."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"Faço o santo propósito de... preferir morrer a cometer um pecado mortal. Quero temer o pecado mortal... mil vezes morrer a ofender o Senhor... evitar tudo o que possa fazer mal à minha alma."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"Como Jesus Cristo, nosso chefe e modelo, reparou? Com a penitência, com a dor."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"Toda vocação é um chamado à maternidade ou paternidade, terrena, espiritual e moral. Deus colocou em nós um instinto de vida. Um padre é um pai, as freiras são mães, mães de almas."
(SANGALLI, Tiziano. Gianna Beretta Molla: Ecco perché è santa. Cinisello Balsamo: Edizioni San Paolo, 2016,)
"Por que você não consegue fazer o bem? É porque você não reza o suficiente."
(MOLLA, Pietro; GUERRIERO, Elio. Saint Gianna Molla: Wife, Mother, Doctor. Tradução de James G. Colbert. San Francisco: Ignatius Press, 2004, p. 153.)
"Se tiverem que decidir entre a criança ou eu, não hesitem: escolham — e isto o exijo — a criança. Salvai-a."
(MOLLA, Pietro; GUERRIERO, Elio. Saint Gianna Molla: Wife, Mother, Doctor. Tradução de James G. Colbert. San Francisco: Ignatius Press, 2004, p. 149.)
"Nossa preocupação, então, deve ser conhecer a vontade de Deus. Devemos entrar no caminho que Deus quer para nós, não ‘forçando a porta’, mas quando Deus quiser e como Deus quiser."
(MOLLA, Pietro; GUERRIERO, Elio. Saint Gianna Molla: Wife, Mother, Doctor. Tradução de James G. Colbert. San Francisco: Ignatius Press, 2004, p. 121.)
"O amor e o sacrifício estão tão intimamente ligados quanto o sol e a luz. Não podemos amar sem sofrer nem sofrer sem amar."
(MOLLA, Pietro; GUERRIERO, Elio. Saint Gianna Molla: Wife, Mother, Doctor. Tradução de James G. Colbert. San Francisco: Ignatius Press, 2004, p. 8.)
"Nosso corpo é um cenáculo, um ostensório: através de seu cristal o mundo deveria ver Deus."
(MOLLA, Pietro; GUERRIERO, Elio. Saint Gianna Molla: Wife, Mother, Doctor. Tradução de James G. Colbert. San Francisco: Ignatius Press, 2004, p. 150.)

Biografia de Santa Gianna Molla

 

A vida de Santa Gianna Beretta Molla é um hino à alegria, à doação e à sacralidade da vida humana, vivida com uma intensidade espiritual que transformou o cotidiano em um caminho de perfeição cristã.

 

Alvorada de uma Alma Escolhida

 

Nascida em Magenta, na Itália, em 4 de outubro de 1922, dia de São Francisco de Assis, Gianna Francesca foi o décimo fruto de um lar profundamente cristão. Seus pais, Alberto e Maria, eram terciários franciscanos que transmitiram aos filhos uma fé baseada no amor aos pobres e na frequência assídua aos sacramentos. Desde cedo, Gianna demonstrou uma alma transparente e dócil; aos cinco anos e meio, recebeu sua Primeira Comunhão, iniciando uma amizade com Jesus que seria o sustento de toda a sua vida.

 

O Chamado à Perfeição e a Ação Católica

 

Um momento decisivo ocorreu em 1938, durante um retiro inaciano: sob a graça divina, Gianna fez a resolução solene de “fazer tudo para Jesus”, oferecendo-Lhe todos os seus trabalhos e decepções. Essa entrega manifestou-se em seu fervor na Ação Católica, onde ela se tornou uma líder exemplar para as jovens, vivendo sob o lema “Oração, Ação e Sacrifício” (PAS). Gianna não via a santidade como algo sombrio, mas como uma alegria contagiante que encontrava Deus no sorriso, na música e na beleza das montanhas nevadas.

 

A Medicina como Missão e o Sacrifício da Vontade

 

Como médica, Gianna via sua profissão como uma missão sagrada. Ela afirmava que “quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo”. Em sua humildade, desejou partir como missionária para o Brasil, para ajudar seu irmão, o Padre Alberto. Contudo, ao ser informada por seu bispo que sua saúde delicada não era compatível com o clima missionário, ela reconheceu a voz de Deus no conselho superior e aceitou o chamado ao matrimônio com a mesma alegria com que teria partido para as missões.

 

O Matrimônio: Um Pequeno Cenáculo

 

Gianna encontrou em Pietro Molla o companheiro ideal para formar uma família verdadeiramente cristã. Durante o noivado, ela propôs que se preparassem para o sacramento com um tríduo de Missas e Comunhões, desejando que sua nova casa fosse um “pequeno cenáculo onde Jesus reinará sobre todos os nossos afetos”. Casaram-se em 1955, e a união foi abençoada com três filhos: Pierluigi, Maria Zita e Laura, a quem Gianna chamava de seus “tesouros” e que consagrava, logo ao nascer, à proteção de Nossa Senhora do Bom Conselho.

 

O Holocausto de Amor e a Visão do Além

 

Em 1961, durante a quarta gravidez, Gianna foi provada pelo mistério da dor ao descobrir um tumor no útero. Diante da escolha entre sua vida e a da criança, sua resposta foi heroica e imperativa: “Se tiverem que decidir entre a criança ou eu, não hesitem: escolham — e isto o exijo — a criança. Salvai-a”.

Após o nascimento de Gianna Emanuela em uma manhã de Sábado Santo, Santa Gianna viveu uma agonia de uma semana, marcada por uma peritonite séptica. Em meio ao sofrimento atroz, ela teve uma manifestação sobrenatural que relatou ao marido: “Pietro, eu já estava do outro lado… se você soubesse o que eu vi!”. Ela revelou que foi enviada de volta para sofrer um pouco mais, pois não seria justo apresentar-se ao Senhor sem ter padecido o suficiente. Faleceu em 28 de abril de 1962, repetindo docemente: “Jesus, eu te amo”.

 

Glória nos Altares e Milagres

 

A santidade de Gianna foi confirmada por milagres, como a cura instantânea de Lucia Silva Cirilo, em 1977, no Brasil, que se recuperou de uma infecção gravíssima após as orações de uma enfermeira que invocou a intercessão da então Serva de Deus. Gianna foi beatificada em 1994 e canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II, em uma cerimônia histórica que contou com a presença de seu marido e filhos. Pietro Molla, que viveu para ver a esposa elevada aos altares, afirmava sentir sua presença mística constante, guiando e protegendo a família através do “cristal” de sua alma glorificada.

 

Referências bibliográficas:

 

  • MOLLA, Pietro; GUERRIERO, Elio. Saint Gianna Molla: Wife, Mother, Doctor. Tradução de James G. Colbert. San Francisco: Ignatius Press, 2004.
  • BERETTA MOLLA, Gianna; MOLLA, Pietro. The Journey of Our Love: The Letters of Saint Gianna Beretta and Pietro Molla. Editado por Elio Guerriero. Boston: Pauline Books & Media, 2014.

 

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