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Santa Gemma Galgani

Santa Gemma Galgani

1878-1903
Santa Gemma Galgani é uma jovem italiana canonizada pela Igreja Católica como um modelo de pureza, oração e sofrimento redentor. Desde jovem, viveu profunda devoção à Paixão de Cristo. Aos vinte e um anos, recebeu os estigmas, unindo suas terríveis dores físicas e intensos ataques espirituais ao sacrifício de Jesus, suportando tudo com paciência heroica. A Santa Igreja a venera por sua união mística com Deus e constante oferta de si mesma pela conversão dos pecadores.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de Santa Gemma Galgani

"A comunhão, Pai, é uma felicidade que, parece-me, só se pode comparar à beatitude dos Santos e dos Anjos."
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 204)
"Pode-se dizer que sofrer é amar? É uma graça tão grande!"
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 263)
"Oh! como percebo que ao fazer o que quer a bondade de Jesus, toda cruz se torna uma alegria, a tal ponto que sofrer me é muito doce!"
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 72)
"Reconheço em Jesus um verdadeiro pai cheio de misericórdia."
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 14)
"Finalmente, a luz brilhou em minha alma, pois vejo todo o mal que fiz pelo pecado."
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 15)
"Não se vive senão uma vez; é certo que é preciso morrer; e se temos contas a prestar a Deus?"
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 14)
"Sinto que tenho uma mãe muito mais terna nos céus."
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 199)
"Ao bom prazer do meu grande Deus, conformo-me o melhor que posso."
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 85)
"Quanto Jesus é mais amável nas humilhações!"
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 21)
"Ontem, na missa da meia-noite, quando o padre fazia o ofertório, vi o meu Jesus que me oferecia como vítima ao Pai eterno."
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 124)
"Quem então, na falta dEle, me teria assistido ultimamente, quando estava privada de todo socorro e o demônio me tentava? Sabeis quem eu tive? Meu Anjo da guarda."
(GALGANI, Santa Gemma. Lettres et Extases de Gemma Galgani. Arras: Librairie Brunet, 1920. p. 290)
"Vamos correr para Jesus. Coração de Amor, Coração cheio de ternura. Peçamos a Jesus que nos dê as riquezas de Seu puro amor — para respirar apenas por amor, para viver apenas por amor."
(GERMANUS, Fr. The Life of St. Gemma Galgani. Translated by Fr. A. M. O’Sullivan, O.S.B. Charlotte, North Carolina: TAN Books, 2012)
"Quando me coloco a meditar, não faço esforço. Minha alma sente-se imediatamente absorvida na imensa grandeza de Deus."
(GERMANUS, Fr. The Life of St. Gemma Galgani. Translated by Fr. A. M. O’Sullivan, O.S.B. Charlotte, North Carolina: TAN Books, 2012)
"Confessarei meus pecados e receberei a Sagrada Comunhão todas as vezes como se fosse a última."
(GERMANUS, Fr. The Life of St. Gemma Galgani. Translated by Fr. A. M. O’Sullivan, O.S.B. Charlotte, North Carolina: TAN Books, 2012)
"Desde o momento em que mamãe me inspirou o desejo pelo Paraíso, eu sempre o desejei e, se Deus o deixasse a mim, minha escolha seria morrer e voar para o Céu."
(GERMANUS, Fr. The Life of St. Gemma Galgani. Translated by Fr. A. M. O’Sullivan, O.S.B. Charlotte, North Carolina: TAN Books, 2012)
"Oh, quão querida obediência que me priva de toda a doçura do meu amor, anseio por te abraçar!"
(GERMANUS, Fr. The Life of St. Gemma Galgani. Translated by Fr. A. M. O’Sullivan, O.S.B. Charlotte, North Carolina: TAN Books, 2012)
"Oh, quanto não devo eu me maravilhar com a infinita misericórdia de Deus! Sim, Jesus é de fato o meu Jesus, todo cheio de bondade para comigo, criatura pecadora, miserável e ingratíssima."
(GERMANUS, Fr. The Life of St. Gemma Galgani. Translated by Fr. A. M. O’Sullivan, O.S.B. Charlotte, North Carolina: TAN Books, 2012)
"Quero seguir-te, oh Jesus, à custa de qualquer dor; quero seguir-te fervorosamente."
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Não permitas, Mãe minha, que perca eu jamais a santa pureza; me ponho sob teu manto."
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Quisera que meu coração não palpitasse, não vivesse, não suspirasse senão por Jesus."
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"No mundo não se está bem, e ele não pode dar a felicidade em maneira alguma."
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Dai-me Jesus, vereis como serei boa; não cometerei mais pecados, não voltarei a ser o que fui; dai-me Jesus, pois desfaleço e não posso resistir mais. (Se referindo a Primeira Comunhão)"
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Logo quando Jesus estiver comigo, não serei eu quem viva em mim, mas em mim viverá Jesus. (Se referindo a Primeira Comunhão)"
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Deus meu, o vosso coração é o meu e o que a Vós vos faz ditoso, faz-me ditosa a mim!"
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Antes padecer que ir ao céu, se se trata de padecer por Cristo e dar-lhe glória."
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Desejo ir ao céu logo; se esta for a Sua vontade."
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Jesus meu, faz o que Te pareça, que eu estou satisfeita."
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"A cruz é o trono dos verdadeiros amantes; a cruz é o patrimônio, nesta vida, dos escolhidos."
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Não tenho nada, sou pobre, inteiramente pobre, por amor de Jesus Cristo."
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Quero ser só de Jesus. Que outra coisa posso amar se possuo o Senhor?"
(GERMÁN DE SAN ESTANISLAO, R. P. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani: Virgen de Luca. Tradução por Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910)
"Renuncio de bom grado a todas as consolações de Jesus, não as quero. Jesus é o Homem das Dores, e eu quero ser a Filha das Dores."
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 305)
"Eu tenho estado na presença de Jesus; eu não disse nada a Ele, e Ele não disse nada para mim. Nós dois permanecemos em silêncio; eu olhei para Ele e Ele olhou para mim. Mas se você apenas soubesse, Pai, quão delicioso é estar assim na presença de Jesus!"
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 333)
"Sim, sei, Jesus, é melhor receber-Te do que olhar-Te, mas estou aflita porque sinto que, se me preparasse por anos e anos como os Anjos, ainda assim nunca seria digna de receber-Te (na Eucaristia)."
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 372)
"Assim que"
(GALGANI, Santa Gemma. Diário. Tradução de Ir. Maria da Paz. São Paulo: Paulus, 2017. p. 10)
"Jesus, vida de minha alma, paraíso meu, hóstia santa, aqui me tendes. Ouví que me procuráveis e vim correndo."
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 364)
"Ah! Meu Deus! Se tão felizes nos fazéis na Terra, que será no Céu?"
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 343)
"Se Jesus me permitisse penetrar no Sacrário, onde está seu corpo, sua alma e sua divindade, não estaria eu no paraíso?"
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 364)
"Jesus, tornai-me semelhante a Vós; sofrendo convosco, não me poupeis; sofrastes tanto; fazei com que eu também sofra."
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 226)
"Todas as noites, voltava da escola e, chegando em casa, fechava-me num quarto e rezava todo o rosário de joelhos, e muitas vezes, durante a noite, pelo espaço de quinze minutos, levantava-me para recomendar a Jesus a minha pobre alma."
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 191)
"Jesus se fez sentir com toda a força em minha pobre alma. Entendi, naquele mesmo instante, que as delícias do céu não são como as da terra."
(GALGANI, Santa Gemma. O caderno dos meus pecados: autobiografia. Tradução de Amanda Vanessa Monaco Peixoto. São Paulo: Paulus, 2019. p. 18)
"Verdadeiramente, o dia da minha Primeira Comunhão foi o dia em que encontrei meu coração ardendo mais verdadeiramente com o amor de Jesus. E quão feliz eu fiquei quando, com Jesus no coração, pude excluir: ‘Ó meus Deus, Teu Coração é meu!’"
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 187)
"Prefiro morrer a ser culpada do menor pecado, prefiro ficar cega para sempre a ofender Jesus minimamente contra a santa modéstia."
(RUOPPOLO, Vicenzo Pe. Germano de Santo Estanislau. Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014. p. 296)

Biografia de Santa Gemma Galgani

 

Santa Gema Galgani , conhecida como a “Virgem de Lucca” e a “Gema de Cristo”, foi uma alma seráfica que viveu para reproduzir em si mesma a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sua vida, embora breve, foi um testemunho fulgurante de santidade mística, marcada por sofrimentos heroicos e favores celestiais extraordinários.

Nascimento e Primeiras Flores de Virtude

 

Gema nasceu em 12 de março de 1878, em Camigliano, Toscana. Filha de Henrique Galgani e Aurélia Landi, descendia por linha materna da família do Beato João Leonardi. Desde a mais tenra infância, a graça divina operou em sua alma. Sua mãe, uma mulher de profunda piedade, foi sua primeira diretora espiritual, ensinando-a a amar o Crucificado e a ansiar pelo Paraíso.

Aos dois anos, foi enviada à escola das irmãs Vallini, onde sua inteligência precoce e seriedade impressionaram as mestras, que a descreviam como tendo já o uso da razão. Aos cinco anos, já lia o Breviário com facilidade. Em 1885, recebeu o Sacramento da Confirmação, momento em que ouviu a primeira voz celestial, onde o Espírito Santo lhe pediu o sacrifício de sua mãe. Sua mãe faleceu em 1886, e Gema aceitou a perda com uma resignação admirável para uma criança de oito anos.

 

O Pão dos Anjos e a Vida Escolar

 

Em Lucca, Gema frequentou o Instituto das Irmãs de Santa Zita (Zitinas), onde era considerada “a alma da escola” por sua sólida piedade e simplicidade infantil. Seu desejo pela Eucaristia era tão ardente que seu confessor, Monsenhor Volpi, permitiu sua Primeira Comunhão aos nove anos, em 17 de junho de 1887. Ela descreveu o encontro como um momento em que “Jesus se fez sentir com toda a força em minha pobre alma”.

Nesta fase, Gema começou a praticar mortificações rigorosas e a passar horas em oração. Sob a orientação de Irmã Julia Sestini, seu amor pelo mistério da Paixão cresceu imensamente.

 

A Via-Sacra das Provações Domésticas

 

A vida de Gema foi marcada por uma sucessão de lutos e sofrimentos. Em 1894, perdeu seu irmão Gino, a quem amava ternamente por compartilharem o ideal da santidade. Pouco depois, seu pai adoeceu e a família caiu na miséria absoluta devido à generosidade excessiva e má gestão de negócios do pai, levando ao confisco de todos os bens. Gema cuidou de seu pai com dedicação heroica até sua morte em 1897. Órfã e pobre, ela se viu “vítima da Divina Providência”, mantendo uma paz inalterável e uma indiferença santa pelas perdas materiais.

 

Enfermidade Mortal e Cura Milagrosa

 

Após a morte do pai, Gema sofreu uma grave doença na coluna (espinite) e meningite, que a deixou paralisada e em dores atrozes. Recusando-se a ser anestesiada em cirurgias dolorosas por pudor e amor ao sofrimento, ela encontrou consolo na leitura da vida do então Venerável Gabriel de Nossa Senhora das Dores.

Em uma série de visões, São Gabriel apareceu-lhe, protegendo-a de assaltos diabólicos e guiando-a na oração. Em 3 de março de 1899, após uma novena ao Sagrado Coração de Jesus e à Beata Margarida Maria Alacoque, Gema foi curada milagrosamente. Jesus lhe disse: “Minha filha, a graça que acabo de fazer-te seguirá outras maiores… Eu serei teu pai e tua mãe será Maria das Dores”.

 

O Estigma e a Participação na Paixão

 

Em 8 de junho de 1899, Gema recebeu o dom insigne das chagas de Jesus. Em êxtase, na presença de Maria Santíssima, chamas saíram das chagas de Jesus e tocaram suas mãos, pés e coração. A partir de então, todas as semanas, da noite de quinta-feira às 15h de sexta-feira, os estigmas se abriam, derramando sangue, e fechavam-se milagrosamente no sábado, deixando apenas marcas brancas.

Além dos estigmas, Gema participou de outros suplícios: o suor de sangue no jardim, a flagelação (deixando surcos profundos na carne), a coroação de espinhos e a chaga do ombro. Ela oferecia tudo pela conversão dos pecadores, tornando-se uma “vítima expiatória”.

 

Adoção pela Família Giannini e Direção de Padre Germano

 

Por providência divina, Gema foi acolhida na casa do Sr. Mateus Giannini como filha adotiva. Ali, viveu uma vida de recolhimento profundo e virtude oculta, vigiada amorosamente por Dona Cecília Giannini. Em 1900, conheceu seu diretor espiritual, o Padre Germano de Santo Estanislau, que reconheceu nela a mão de Deus e a guiou nos caminhos da alta contemplação. Sob sua ordem, ela escreveu sua Autobiografia (“O Caderno dos Meus Pecados”) e seu Diário, documentos que o demônio tentou destruir queimando-os, mas que foram preservados por exorcismo.

 

Lutas Espirituais e Vida Angélica

 

A santidade de Gema enfurecia o inferno. Ela sofria agressões físicas brutais do demônio, que tomava formas monstruosas para atormentá-la. Em contrapartida, desfrutava da presença constante e visível de seu Anjo da Guarda, com quem conversava e a quem incumbia de levar mensagens ao seu diretor em Roma. Sua humildade era tal que se considerava “a mais pecadora das criaturas” e “uma lixeira”, apesar de sua pureza angélica.

 

Consumação do Sacrifício e Morte Preciosa

 

Desejando ardentemente ser monja Passionista, Gema foi rejeitada por sua saúde frágil, mas profetizou que, se não a queriam viva, o mosteiro seria fundado após sua morte e ela ali habitaria. Em 1902, adoeceu de tuberculose pulmonar, iniciando sua última agonia.

No Sábado Santo, 11 de abril de 1903, após meses de sofrimentos inenarráveis e abandono espiritual, Gema exalou seu último suspiro com um sorriso, dizendo: “Não posso mais. Recomendo-vos, Jesus, esta pobre alma”. Faleceu aos 25 anos, consumida pelo amor divino.

 

Glória e Milagres

 

Imediatamente após sua morte, a fama de sua santidade espalhou-se pelo mundo. Inumeráveis graças e milagres — curas instantâneas de câncer, cegueira e conversões impressionantes — foram atribuídos à sua intercessão. Foi beatificada em 1933 e canonizada em 2 de maio de 1940 pelo Papa Pio XII.

 

Referências bibliográficas:

 

  • RUOPPOLO, Vicenzo (Pe. Germano de Santo Estanislau). Santa Gema Galgani. Tradução anônima. Campinas: Ecclesiae, 2014.
  • GALGANI, Santa Gema. Diário. Tradução de Ir. Maria da Paz. São Paulo: Paulus, 2017.
  • GALGANI, Santa Gema. O caderno dos meus pecados: autobiografia. Tradução de Amanda Vanessa Monaco Peixoto. São Paulo: Paulus, 2019.
  • R. P. GERMÁN DE SAN ESTANISLAO. Biografía de la Sierva de Dios Gema Galgani. Tradução de Modesto Hernández Villaescusa. Barcelona: Herederos de Juan Gili, 1910.

 

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