All Saints Pictures
All Saints Pictures Frases de Santos checadas na fonte
Início Frases por Tema Santo do Dia Blog Fotos dos Santos Fale com a Gente
São Justino

São Justino

100-165
São Justino Mártir foi o filósofo que encontrou em Cristo a plenitude da verdade, tornou-se um dos primeiros grandes defensores intelectuais do cristianismo e selou seu testemunho com o martírio.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de São Justino

"E este alimento chama-se entre nós Eucaristia, da qual a ninguém é permitido participar, a não ser ao que crê serem verdadeiras as coisas que ensinamos."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter II, p. 191)
"Fomos ensinados que expor crianças recém-nascidas é próprio de um homem perverso."
(JUSTINO, Santo. Primeira Apologia. Oxford: J. H. and Jas. Parker, 1861. Capítulo 27. Página 21.)
"O alimento abençoado pela palavra de oração que procede d’Ele não é alimento comum, mas é a Carne e o Sangue daquele Jesus que se fez Carne."
(JUSTINO, Santo. Primeira Apologia. Oxford: J. H. and Jas. Parker, 1861. Capítulo 66. Página 51.)
"Aqueles que pela lei humana contraem segundos casamentos são pecadores aos olhos de nosso Mestre."
(JUSTINO, Santo. Primeira Apologia. Oxford: J. H. and Jas. Parker, 1861. Capítulo 15. Página 11.)
"Nosso Pai Celestial prefere o arrependimento de um pecador do que sua punição."
(JUSTINO, Santo. Primeira Apologia. Oxford: J. H. and Jas. Parker, 1861. Capítulo 15. Página 11.)
"Cada um está avançando ou para o tormento eterno, ou para a salvação, de acordo com a qualidade de suas ações."
(JUSTINO, Santo. Primeira Apologia. Oxford: J. H. and Jas. Parker, 1861. Capítulo 12. Página 7.)
"A figura da cruz é a maior marca da força e do poder de Cristo."
(JUSTINO, Santo. Primeira Apologia. Oxford: J. H. and Jas. Parker, 1861. Capítulo 55. Página 42.)
"A árvore da vida se diz ter sido plantada no Paraíso."
(JUSTINO, Santo. Diálogo com Trifão. Oxford: J. H. and Jas. Parker, 1861. Capítulo 86. Página 181.)
"Cada um é aquilo que ele provará ser por sua própria culpa e escolha de vontade."
(JUSTINO, Santo. Diálogo com Trifão. Oxford: J. H. and Jas. Parker, 1861. Capítulo 140. Página 242.)
"Nós, que antes nos deleitávamos na impureza, agora abraçamos apenas a castidade."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter I, p. 159)
"Cada um caminha para o castigo eterno ou para a salvação, segundo o valor de suas obras."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter I, p. 156)
"Eles são ensinados a orar e a pedir a Deus, com jejum, o perdão de seus pecados passados."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter II, p. 187)
"No dia chamado do Sol, todos os que vivem nas cidades ou nos campos se reúnem em um mesmo lugar, e as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas são lidos."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter II, p. 192)
"A cruz é o sinal máximo do poder e do domínio de Cristo."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter I, p. 201)
"As orações e ações de graças oferecidas por pessoas dignas são os únicos sacrifícios perfeitos e agradáveis a Deus."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter III, p. 250)
"Ele se fez homem pela Virgem, para que a desobediência que procedeu da serpente recebesse sua destruição da mesma maneira que teve sua origem."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter III, p. 235)
"Mas aquele que é digno de ver a Deus, e se lembra de que Ele é o Criador de todas as coisas, não será orgulhoso."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. I. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book I, Chapter II, p. 14)
"Devemos adorar somente a Deus, mas em outras coisas servimos alegremente aos príncipes e governantes."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter I, p. 162)
"Mas nós, ou não nos casamos no início senão para criar filhos, ou, renunciando ao casamento, somos perfeitamente continentes."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter I, p. 175)
"Não tememos a morte, pois sabemos que ressuscitaremos para viver com Deus na eternidade."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter I, p. 165)
"O fogo eterno aguarda aqueles que persistem na iniquidade."
(SEMISCH, Charles. Justin Martyr: His Life, Writings, and Opinions. Vol. II. Translated by J. E. Ryland. Edinburgh: T. & T. Clark, 1843. Book IV, Chapter I, p. 156)

Biografia de São Justino

São Justino Mártir nasceu por volta do ano 100 na cidade de Flávia Neápolis, na Palestina romana. Sua família era pagã e possuía certa posição social, o que lhe permitiu receber excelente formação intelectual.

Desde a juventude, Justino dedicou-se à busca da verdade. Estudou diversas escolas filosóficas da Antiguidade, incluindo o estoicismo, o aristotelismo, o pitagorismo e, sobretudo, o platonismo. Contudo, apesar de admirar a profundidade desses sistemas, continuava insatisfeito. Sentia que a filosofia humana, por mais elevada que fosse, não conseguia responder plenamente às questões fundamentais da existência.

Segundo o próprio relato que deixou em seus escritos, sua conversão começou após um encontro com um ancião cristão à beira-mar. Durante a conversa, o velho explicou que os profetas e Cristo possuíam uma sabedoria superior à dos filósofos porque falavam inspirados por Deus.

Esse encontro marcou profundamente Justino. Após estudar as Escrituras e conhecer a vida dos cristãos, concluiu que o cristianismo era a verdadeira filosofia, a plenitude da verdade que procurara durante toda a vida.

 

Filósofo cristão e defensor da fé

 

Após sua conversão, Justino continuou utilizando o manto de filósofo, símbolo de sua profissão intelectual. Entretanto, passou a dedicar seus talentos à defesa do cristianismo.

Mudou-se para Roma, onde fundou uma escola filosófica cristã. Ali ensinava que a fé e a razão não são inimigas, mas colaboram na busca da verdade.

Num período em que os cristãos eram frequentemente acusados de crimes imaginários e perseguidos pelo Império Romano, Justino tornou-se um dos primeiros grandes apologistas da Igreja. Seus escritos procuravam explicar racionalmente a fé cristã e responder às acusações dirigidas contra os seguidores de Cristo.

Sua coragem intelectual foi extraordinária. Em vez de esconder a própria fé, apresentou-a publicamente aos governantes, filósofos e autoridades do Império.

 

As Apologias e o diálogo com o mundo pagão

 

A contribuição mais importante de São Justino encontra-se em suas obras apologéticas.

Em sua Primeira Apologia, dirigida ao imperador Antonino Pio, pediu que os cristãos fossem julgados por suas ações e não por preconceitos ou rumores. Explicou detalhadamente a moral cristã, a celebração da Eucaristia e o modo de vida dos primeiros fiéis.

A Segunda Apologia continuou essa defesa, denunciando injustiças cometidas contra os cristãos.

Outra obra fundamental é o Diálogo com Trifão, no qual debate longamente com um judeu sobre as profecias do Antigo Testamento e sua realização em Jesus Cristo.

Esses escritos possuem valor inestimável para a história da Igreja, pois preservam descrições detalhadas da vida cristã no século II. Graças a Justino, possuímos um dos testemunhos mais antigos sobre a celebração da Missa, a administração do Batismo e a organização das comunidades cristãs primitivas.

Uma de suas ideias mais conhecidas foi a doutrina do Logos. Justino ensinava que toda verdade encontrada pelos filósofos antigos vinha, em última análise, de Cristo, o Verbo eterno de Deus. Assim, o cristianismo não destruía a verdadeira filosofia, mas a levava à sua plenitude.

 

O martírio

 

A fidelidade de Justino à fé acabaria conduzindo-o ao martírio.

Durante o reinado do imperador Marco Aurélio, as perseguições aos cristãos intensificaram-se em diversas regiões do Império.

Por volta do ano 165, Justino foi denunciado juntamente com alguns de seus discípulos. Levado diante do prefeito romano Júnio Rústico, recebeu a ordem de oferecer sacrifícios aos deuses pagãos.

Recusou-se firmemente.

Durante o interrogatório declarou que nenhum homem sensato abandona a verdade para abraçar o erro.

Por permanecer fiel a Cristo, foi condenado à flagelação e à decapitação. Seus companheiros sofreram o mesmo destino.

A Igreja passou a venerá-lo imediatamente como mártir da fé e testemunha da verdade cristã.

 

Legado espiritual e importância para a Igreja

 

São Justino ocupa lugar único na história do cristianismo.

Foi um dos primeiros autores a demonstrar de maneira sistemática que a fé cristã pode dialogar com a razão humana sem perder sua identidade. Sua obra lançou fundamentos importantes para toda a tradição intelectual católica posterior.

Os Padres da Igreja, os teólogos medievais e inúmeros pensadores cristãos beneficiaram-se do caminho que ele abriu entre fé e filosofia.

Além disso, seus escritos permanecem uma fonte histórica indispensável para compreender a Igreja dos primeiros séculos.

Seu testemunho continua atual: mostra que a busca sincera da verdade conduz a Deus e que a inteligência humana encontra sua plenitude em Cristo.

 

Referências bibliográficas

 

  1. JUSTINUS MARTYR. Apologia Prima. In: MIGNE, Jacques-Paul (ed.). Patrologia Graeca, Vol. 6. Paris: Imprimerie Catholique, 1857.
  2. JUSTINUS MARTYR. Apologia Secunda. In: Patrologia Graeca, Vol. 6. Paris: Imprimerie Catholique, 1857.
  3. JUSTINUS MARTYR. Dialogus cum Tryphone. In: Patrologia Graeca, Vol. 6. Paris: Imprimerie Catholique, 1857.
  4. GOODENOUGH, Erwin R. The Theology of Justin Martyr. Amsterdam: Philo Press, 1968.
  5. QUASTEN, Johannes. Patrology. Vol. I. Westminster, Maryland: Christian Classics, 1983.
  6. ALTANER, Berthold; STUIBER, Alfred. Patrology. New York: Herder and Herder, 1960.
  7. BUTLER, Alban. The Lives of the Saints. Revised Edition. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1956.
  8. Martyrologium Romanum. Città del Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 2004.

 

 

Rolar para cima