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Santa Teresa de Calcutá

Santa Teresa de Calcutá

1910-1997
Santa Teresa de Calcutá (1910-1997), nascida Agnes Gonxha na Macedônia do Norte, foi uma freira e missionária que dedicou sua vida aos "mais pobres dos pobres". Após ouvir um chamado de Deus, fundou as Missionárias da Caridade na Índia, cuidando de órfãos, leprosos e moribundos nas ruas de Calcutá. Vencedora do Prêmio Nobel da Paz (1979), viveu uma profunda "noite escura da alma" em silêncio. Canonizada em 2016 pelo Papa Francisco, é um dos maiores símbolos de caridade na Igreja.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de Santa Teresa de Calcutá

"O pior mal hoje não é a lepra ou a tuberculose, mas sim o sentimento de ser indesejado, ignorado e abandonado por todos."
(González-Balado, José Luis. Always the Poor: Mother Teresa, her life and message. Liguori, Mo, Missouri: Liguori Publications, 1980.)
"Encontrei um paradoxo: se amo até doer, então não há mais dor, apenas mais amor."
(Williams, Susan. Mother Teresa: The Best Quotes, Teachings And Life Lessons By Mother Teresa.)
"Somente no céu perceberemos plenamente o quanto devemos aos pobres por nos ajudarem a amar melhor a Deus através deles."
(González-Balado, José Luis. Always the Poor: Mother Teresa, her life and message. Liguori, Mo, Missouri: Liguori Publications, 1980.)
"Alegria é oração; alegria é força; alegria é amor, uma rede de amor pela qual você pode capturar almas."
(Teresa, Mother, Saint, 1910-1997; Devananda, Angela. Daily prayer with Mother Theresa: prayers and meditations. Londres: Fount, 1994.)
"Uma vida não vivida para os outros não é uma vida."
(Williams, Susan. Mother Teresa: The Best Quotes, Teachings And Life Lessons By Mother Teresa.)
"Qual é o meu pensamento? Eu vejo Jesus em cada ser humano. Eu digo para mim mesma: este é Jesus com fome, eu tenho que alimentá-lo."
(González-Balado, José Luis. Always the Poor: Mother Teresa, her life and message. Liguori, Mo, Missouri: Liguori Publications, 1980.)
"Se virarmos as costas para os pobres, viramos as costas para Deus."
(González-Balado, José Luis. Always the Poor: Mother Teresa, her life and message. Liguori, Mo, Missouri: Liguori Publications, 1980.)
"O sofrimento hoje existe porque as pessoas estão acumulando, não doando, não compartilhando."
(Williams, Susan. Mother Teresa: The Best Quotes, Teachings And Life Lessons By Mother Teresa.)
"Palavras gentis podem ser curtas e fáceis de falar, mas seus ecos são verdadeiramente infinitos."
(Williams, Susan. Mother Teresa: The Best Quotes, Teachings And Life Lessons By Mother Teresa.)
"Na oração vocal falamos com Deus; na oração mental ele fala conosco. É então que Deus se derrama em nós."
(Teresa, Mother, Saint, 1910-1997; Devananda, Angela. Daily prayer with Mother Theresa: prayers and meditations. Londres: Fount, 1994.)
"Somente na confissão podemos ir como pecadores com pecado e sair como pecadores sem pecado."
(Teresa, Mother, Saint, 1910-1997; Devananda, Angela. Daily prayer with Mother Theresa: prayers and meditations. Londres: Fount, 1994.)
"O Deus-Homem, o Senhor do céu e da terra, e o que ele poderia ter possuído! Mas é isso que torna sua pobreza majestosa e rica, que é uma pobreza voluntária escolhida por amor a nós e com a intenção de nos enriquecer."
(Teresa, Mother, Saint, 1910-1997; Devananda, Angela. Daily prayer with Mother Theresa: prayers and meditations. Londres: Fount, 1994.)

Biografia de Santa Teresa de Calcutá

 

A história de Madre Teresa de Calcutá não é apenas o relato de uma grande obra humanitária, mas a crônica de uma alma em chamas, uma “pequena caneta nas mãos de Deus” que aceitou ser consumida pelo amor divino. Nascida Agnes Gonxha Bojaxhiu em 26 de agosto de 1910, em Skopje, ela foi fruto de uma família onde a caridade era o pão cotidiano. Sua mãe, Drana, ensinou-lhe que os pobres eram “nosso próprio povo”, e desde a infância, Gonxha sentiu o toque do sobrenatural. Aos cinco anos e meio, em sua Primeira Comunhão, recebeu a graça excepcional do amor pelas almas, uma semente que floresceria em um dos maiores testemunhos de santidade do século XX.

 

O Chamado e o Voto Secreto de Perfeição

 

Aos doze anos, Agnes ouviu pela primeira vez a voz silenciosa de Deus chamando-a para ser missionária. Aos dezoito, movida por uma força superior que a impelia para a “torrida Índia”, ingressou nas Irmãs de Loreto. Em 1937, ao professar seus votos perpétuos, assumiu o nome de Teresa, em honra à Pequena Flor, Santa Teresinha de Lisieux. No silêncio do convento, ela era conhecida por sua alegria radiante e dedicação incansável como professora e diretora.

Entretanto, uma união muito mais profunda estava sendo forjada. Em abril de 1942, movida por um desejo ardente de dar a Deus “algo muito belo” e “sem reservas”, Teresa fez um voto privado extraordinário: não recusar nada a Deus sob pena de pecado mortal. Este pacto de amor total, escondido do mundo por décadas, tornou-se o motor de sua vida, preparando-a para o sacrifício supremo que viria a seguir.

 

O “Chamado dentro do Chamado” e as Visões Místicas

 

O grande divisor de águas ocorreu na noite de 10 de setembro de 1946, durante uma viagem de trem para Darjeeling. Teresa viveu um encontro místico avassalador com o Cristo sofredor. Ela começou a ouvir a “Voz” de Jesus, que lhe dirigia súplicas angustiantes: “Vem, vem, leva-me aos buracos dos pobres. Vem, sê Minha luz”.

Nesse período de êxtase e comunicações divinas, Teresa teve três visões proféticas. Na primeira, viu uma multidão de pobres estendendo as mãos para ela, gritando: “Vem, vem, salva-nos — leva-nos a Jesus”. Na segunda, a Virgem Maria estava no meio dessa multidão, instruindo Teresa a cuidar deles. Na terceira visão, Teresa viu-se como uma criança diante da Cruz, com Nossa Senhora apoiando-a, enquanto Jesus clamava: “Eu pedi a você. Eles pediram a você e ela, Minha Mãe, pediu a você. Você recusará fazer isso por Mim?”. O mistério da sede de Jesus — “Tenho Sede” — gravou-se em seu coração como a missão de sua vida: saciar a sede de amor e de almas do Deus Crucificado através do serviço aos mais pobres entre os pobres.

 

O Nascimento das Missionárias da Caridade e os Milagres da Providência

 

Após dois anos de provação e obediência paciente, Teresa deixou a segurança do claustro em 1948 com apenas cinco rupias no bolso, trocando o hábito de Loreto pelo simples sari branco de bordas azuis. Ela começou “direto no chão”, escrevendo o alfabeto na lama para crianças de favela e lavando as feridas de indigentes devorados por vermes.

A fundação da Congregação, em 7 de outubro de 1950, foi marcada por milagres contínuos da Divina Providência. Madre Teresa nunca aceitou subsídios fixos ou seguranças mundanas; ela confiava cegamente que Deus proveria. Certa vez, quando não havia comida para centenas de órfãos, um caminhão cheio de pães apareceu inesperadamente porque as escolas da cidade haviam fechado sem aviso. Em outra ocasião, ao necessitar de fundos para uma colônia de leprosos, ela sorteou um automóvel Lincoln Continental de luxo presenteado pelo Papa Paulo VI, transformando um presente material na “Cidade da Paz” (Shantinagar). Ela frequentemente afirmava que os pobres eram sua maior recompensa e que servia a Cristo sob o “disfarce angustiante” da miséria.

 

A Noite Escura: A Santidade na Ausência de Sentimento

 

O aspecto mais heróico da santidade de Madre Teresa, revelado apenas após sua morte, foi o “martírio do desejo”. Por quase cinquenta anos, desde o início de sua obra nas favelas, ela viveu em uma escuridão interior profunda e constante. Aquela união sensível e doce que sentira em 1946 desapareceu, dando lugar a um sentimento de vazio e abandono por Deus.

Longe de ser uma crise de fé, essa escuridão era uma graça mística de identificação total com os pobres. Como os desamparados que servia, ela sentia-se “indesejada, amada e abandonada”. Madre Teresa tornou-se a “Santa das Trevas”, aceitando viver o inferno da separação de Deus para levar a luz aos outros. Seu sorriso, que o mundo tanto admirava, era o “manto” que cobria sua agonia. Ela aprendeu a amar a escuridão, compreendendo-a como uma parte da Paixão de Jesus em sua alma. Sua fidelidade heróica em sorrir para Deus enquanto se sentia rejeitada por Ele é considerada um dos maiores atos de fé da história da Igreja.

 

O Legado de Luz e o Milagre Final

 

Madre Teresa partiu para a Casa do Pai em 5 de setembro de 1997. Seu funeral de Estado na Índia, onde foi levada no mesmo armão que transportara Gandhi e Nehru, foi o testemunho final de que ela pertencia ao mundo inteiro. Sua beatificação foi acelerada pelo Papa João Paulo II, impulsionada pelo milagre da cura de Monika Besra, uma mulher com um tumor abdominal que desapareceu após as irmãs aplicarem uma medalha que tocara o corpo da Madre.

Madre Teresa deixou para trás milhares de irmãs, irmãos e colaboradores, mas, acima de tudo, deixou a lição de que o amor verdadeiro deve “doer” para ser real. Ela continua sua missão do céu, prometendo estar “ausente para acender a luz daqueles que estão nas trevas na terra”, permanecendo eternamente como o sorriso de Deus no coração da miséria humana.

 


Referências bibliográficas

 

  • González-Balado, José Luis. Always the Poor: Mother Teresa, her life and message. Liguori, Mo, Missouri: Liguori Publications, 1980.
  • Greene, Meg. Mother Teresa: A Biography. Westport, Connecticut: Greenwood Press, 2004.
  • Jackman, Wayne. Mother Teresa (Life Stories). Hove, East Essex: Hodder Wayland, 1996.
  • Kolodiejchuk, Brian (Ed.). Mother Teresa: Come Be My Light. New York: Doubleday, 2007.
  • Teresa, Mother. No Greater Love. Novato, California: New World Library, 1997.
  • Teresa, Mother; Devananda, Angela. Daily prayer with Mother Teresa: prayers and meditations. Londres: Fount, 1994.

 

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