All Saints Pictures
All Saints Pictures Frases de Santos checadas na fonte
Início Frases por Tema Santo do Dia Blog Fotos dos Santos Fale com a Gente
Santa Elisabete da Trindade

Santa Elisabete da Trindade

1880-1906
Santa Elisabete da Trindade foi uma monja carmelita francesa canonizada pelo Papa Francisco. A Igreja a venera por sua profunda vivência do mistério da inabitação: a certeza de que a Santíssima Trindade habita a alma em estado de graça. Mesmo sofrendo intensamente com a doença de Addison, ofereceu suas dores como um "louvor de glória" a Deus. Sua espiritualidade, focada no silêncio interior e na união mística, é considerada um inestimável tesouro teológico e espiritual.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de Santa Elisabete da Trindade

"Quão bom será quando o véu for finalmente levantado e tivermos a alegria de estar face a face com Aquele a quem amamos somente!"
(Elizabeth of the Trinity Complete Works Élisabeth Catez de la Trinité Soeur Nash etc Z-Library .pdf, Carta 107 para a Madre Maria de Jesus, fevereiro de 1902, página 89)
"Faça da sua alma um pequeno céu onde Ele possa repousar com felicidade e remova dela tudo o que possa ofender o Seu olhar divino."
(Elizabeth of the Trinity Complete Works Élisabeth Catez de la Trinité Soeur Nash etc Z-Library .pdf, Carta 291 para Louise Demoulin, final de junho de 1906, página 228)
"Se eu começasse minha vida novamente ah eu desejaria não desperdiçar um único instante!"
(Sister Elizabeth of the Trinity spiritual writings Elizabeth of the Trinity Saint 1880-1906 Philipon M-M 1962 London Geoffrey Chapman Annas A.pdf, Extrato 107 para a Irmã Maria Odile, 28 de outubro de 1906, página 766)
"Meu único exercício consiste em entrar em mim mesma e perder-me naqueles que estão ai."
(Sister Elizabeth of the Trinity spiritual writings Elizabeth of the Trinity Saint 1880-1906 Philipon M-M 1962 London Geoffrey Chapman Annas A.pdf, Extrato 45 para Germaine de Gemeaux, 14 de setembro de 1903, página 623)
"Dobra minha vontade humilha meu orgulho tu que és tão humilde de coração modelo enfim este meu coração para que eu possa ser tua moradia preferida."
(Elizabeth of the Trinity The Unfolding of Her Message Volume 1 In the World In Community Joanne Mosley Z-Library .pdf, Diários e Notas Pessoais, página 474)
"Desce depressa porque hoje preciso ficar em tua casa O Mestre repete incessantemente esta palavra à nossa alma que Ele dirigiu uma vez a Zaqueu Desce depressa. Mas o que é esta descida que Ele exige de nós senão uma entrada mais profunda no nosso abismo interior?"
(Elizabeth of the Trinity Complete Works Volume I I Have Found God General Introduction and Major Spiritual Writings Elizabeth of the Trinity Z-Library .pdf, O Céu na Fé Heaven in Faith, Primeiro Dia, página 313)
"Enquanto a nossa vontade tiver fantasias estranhas à união divina caprichos que ora são sim ora não somos como crianças não avançamos a passos largos no amor."
(Elizabeth of the Trinity Complete Works Volume I I Have Found God General Introduction and Major Spiritual Writings Elizabeth of the Trinity Z-Library .pdf, O Céu na Fé Heaven in Faith, Segundo Dia, página 314)
"Você nunca será comum se for vigilante no amor!"
(Sister Elizabeth of the Trinity spiritual writings Elizabeth of the Trinity Saint 1880-1906 Philipon M-M 1962 London Geoffrey Chapman Annas A.pdf, Extrato 115 Viver sobrenaturalmente, página 782)
"Ó meu amado Cristo crucificado por amor desejo ser uma esposa para o Vosso Coração."
(Elizabeth of the Trinity Complete Works Volume I I Have Found God General Introduction and Major Spiritual Writings Elizabeth of the Trinity Z-Library .pdf, Oração Ó Meu Deus Trindade que Adoro, página 448)
"Adoração ah Essa é uma palavra do Céu. Parece-me que pode ser definida como o êxtase do amor."
(Elizabeth of the Trinity Complete Works Élisabeth Catez de la Trinité Soeur Nash etc Z-Library .pdf, Cartas do Carmelo, página 108)
"É tão bom pensar que após a Comunhão possuímos todo o Céu em nossa alma exceto a visão!"
(Elizabeth of the Trinity The Unfolding of Her Message Volume 1 In the World In Community Joanne Mosley Z-Library .pdf, Carta 62, página 479)
"Quando abro a porta e contemplo o divino Prisioneiro que me fez prisioneira neste querido Carmelo parece-me que é quase a porta do Céu que se abre! Então coloco diante do meu Jesus todos aqueles que estão no meu coração e lá perto d’Ele eu os encontro novamente."
(Elizabeth of the Trinity Complete Works Élisabeth Catez de la Trinité Soeur Nash etc Z-Library .pdf, Cartas do Carmelo, página 151)

Biografia de Santa Elisabete da Trindade

O Desabrochar de uma Alma Escolhida

 

Elisabete Catez nasceu em 18 de julho de 1880, em um campo militar na França. Seu nascimento foi marcado por uma intercessão divina: sua mãe corria risco de morte durante o parto, e Elisabete veio ao mundo sã e salva no exato momento em que um capelão terminava uma missa por essa intenção. Foi batizada na festa de Santa Maria Madalena, santa que Elisabete mais tarde chamaria de “apaixonada amante de Cristo” e cujo exemplo de adoração seguiria.

A infância de Elisabete não revelava imediatamente a doçura de uma santa; ela possuía um temperamento “irascível” e uma “vontade de ferro” herdada de seu pai, um oficial do exército. Suas crises de raiva eram tão violentas que seu pároco previu que ela seria “ou um anjo ou um demônio”. No entanto, a graça começou a agir cedo: aos sete anos, Elisabete sentiu o primeiro desejo pela vida religiosa. Sua primeira confissão aos sete anos precipitou sua primeira conversão, iniciando uma batalha heróica contra seu gênio impetuoso, que ela venceu à força de sacrifícios e amor a Jesus.

 

O Encontro Eucarístico e a Identidade Revelada

 

O dia 19 de abril de 1891, sua Primeira Comunhão, foi o dia mais belo de sua vida. Ao receber a Eucaristia, Elisabete sentiu-se dominada por Deus e ouviu a voz de Jesus chamando-a para ser totalmente d’Ele. Naquela tarde, ao visitar o Carmelo de Dijon, a Priora explicou o significado de seu nome: “Elisabete” significa “Casa de Deus”. Essa revelação tornou-se o pilar de sua espiritualidade: ela compreendeu que o Deus Trino habitava nela como em um templo.

Aos quatorze anos, após uma experiência eucarística profunda, ela fez um voto privado de virgindade perpétua e ouviu em seu coração a palavra “Carmelo”. A partir daí, sua vida foi uma “divina perseguição” para pertencer apenas ao seu Esposo.

 

A Santa no Mundo: Música e Silêncio Interior

 

Elisabete era uma pianista excepcional, ganhando o Primeiro Prêmio no Conservatório de Dijon aos treze anos. Ela via sua música como uma forma de oração; quando não podia falar com Deus, ela tocava para Ele. No mundo, Elisabete vivia como qualquer jovem de sua classe, frequentando festas, bailes e jogando tênis, mas seu coração estava “cativado”. Enquanto dançava, ela permanecia em recolhimento profundo, e amigos notavam que seu olhar parecia “ver a Deus”.

Sua mãe opôs-se violentamente à sua entrada no Carmelo, querendo que ela se casasse. Elisabete obedeceu com heroísmo, aceitando a demora como vontade de Deus, mas intensificou sua vida interior. Em 1900, encontrou o Padre Vallée, que lhe explicou o mistério da Inabitação da Trindade na alma, deixando-a “esmagada pelo peso das riquezas divinas”.

 

A Entrada no Carmelo e a Noite da Fé

 

Em 2 de agosto de 1901, Elisabete finalmente entrou no Carmelo de Dijon. Ao cruzar o limiar, exclamou: “Deus está aqui! Como Ele me envolve!”. Ela recebeu o nome de Elisabete da Trindade, aceitando a missão de desaparecer para deixar os “Três” agirem nela.

Contudo, seu noviciado foi um caminho de calvário espiritual. Elisabete perdeu todo o sentimento da presença de Deus, sofrendo de aridez extrema, escrúpulos e “angústias de alma”. Foi um tempo de “purificação passiva” onde ela aprendeu a viver puramente pela fé, sem consolações, oferecendo-se como uma “vítima-hóstia”. Apesar desse sofrimento interior, suas irmãs a viam sempre sorridente e prestativa.

 

Louveira da Glória e Esposa de Cristo

 

Em 11 de janeiro de 1903, Elisabete fez sua profissão perpétua “em pura fé” e angústia, mas com uma determinação inabalável de se imolar por amor. A partir de 1904, ela descobriu sua vocação definitiva nas cartas de São Paulo: ser uma Laudem Gloriae (Louveira da Glória) de Deus.

Em 21 de novembro de 1904, compôs sua famosa Oração à Trindade, um texto místico onde implora para ser “outra humanidade” para Jesus, na qual Ele possa renovar todo o Seu mistério de Redenção. Ela já não orava apenas, ela “havia se tornado oração”. Elisabete vivia o “céu na terra” através da fé, sentindo-se habitada fisicamente pela Trindade em certos momentos.

 

O Martírio do Amor e o Trânsito para a Luz

 

No início de 1906, manifestaram-se os sintomas da Doença de Addison, na época incurável. Elisabete sofreu dores atrozes no estômago, exaustão extrema e uma sede insaciável que comparava à de Cristo na Cruz. Ela viu sua doença como o meio de se conformar plenamente ao seu Esposo crucificado.

Seus últimos meses foram de uma beleza divina. Na enfermaria, ela compôs seus grandes tratados espirituais: O Céu na Fé e seu Último Retiro. Elisabete afirmava: “Vou para a Luz, para o Amor, para a Vida!”. No dia 9 de novembro de 1906, às 6:15 da manhã, após uma agonia de silêncio e paz, ela partiu. Suas irmãs testemunharam que, no momento da morte, seus olhos estavam abertos e luminosos, fixos em um ponto alto, em um estado de êxtase radiante.

 

Missão Póstuma e Milagres

 

Elisabete prometeu que sua missão no céu seria “atrair as almas ajudando-as a sair de si mesmas para se apegarem a Deus” no silêncio interior. Logo após sua morte, a fama de sua santidade espalhou-se, e inúmeras curas e graças foram atribuídas à sua intercessão. Sua mensagem de que o Céu está dentro de nós continua a ser um guia seguro para todos os que buscam a união íntima com a Santíssima Trindade.

 

Referências bibliográficas

 

  • ELIZABETH OF THE TRINITY, Saint. The Complete Works, Volume I: General Introduction and Major Spiritual Writings. Tradução de Sr. Aletheia Kane, O.C.D.; editado por Conrad De Meester, O.C.D. Washington, DC: ICS Publications, 1984 (reimpressão 2014). Esta fonte contém os tratados fundamentais como O Céu na Fé (Heaven in Faith), A Grandeza de Nossa Vocação (The Greatness of Our Vocation) e o Último Retiro (Last Retreat).
  • ELIZABETH OF THE TRINITY, Saint. The Complete Works, Volume II: Letters from Carmel. Tradução de Anne Englund Nash. Washington, DC: ICS Publications, 1995 (reimpressão 2014). Inclui a correspondência escrita durante sua vida no Carmelo.
  • ELIZABETH OF THE TRINITY, Saint. Sister Elizabeth of the Trinity: Spiritual Writings (Letters, Retreats, and Unpublished Notes). Editado por M. M. Philipon, O.P. New York: P. J. Kenedy & Sons, 1962.
  • GIOVANNA DELLA CROCE, Sr. Elizabeth of the Trinity. Tradução de Julie Enzler. Manchester, NH: Sophia Institute Press, 2016. Fornece detalhes sobre a infância, a vida como musicista e a doutrina trinitária.
  • MOORCROFT, Jennifer. Elizabeth of the Trinity – The Great Carmelite Saint. London: The Incorporated Catholic Truth Society, 2017.
  • MOSLEY, Joanne. Elizabeth of the Trinity: The Unfolding of Her Message. Volume 1: In the World & In Community. Oxford: Teresian Press, 2012.  Esta obra detalha as fases de sua vida no mundo e na comunidade carmelita.

 

Rolar para cima