All Saints Pictures
All Saints Pictures Frases de Santos checadas na fonte
Início Frases por Tema Santo do Dia Blog Fotos dos Santos Fale com a Gente
Beata Alexandrina de Balasar

Beata Alexandrina de Balasar

1904 - 1955
A Beata Alexandrina de Balasar, sofreu um grave acidente na adolescência: para preservar sua pureza, saltou de uma janela aos 14 anos, ficando tetraplégica. A Igreja a venera por abraçar heroicamente essa cruz, oferecendo 30 anos de imobilidade e dores atrozes como "para-raios" pelos pecadores. Viveu seus últimos 13 anos alimentando-se exclusivamente da Eucaristia. Sua santidade atesta o valor infinito do sofrimento redentor unido à Paixão de Cristo e ao Imaculado Coração de Maria.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de Beata Alexandrina de Balasar

"Perdoo a todos, perdoo, perdoo. Foram instrumentos para o meu bem."
(PINHO, Mariano. No Calvário de Balasar. Edições Paulinas, 1961, p. 182)
"Vives só da Eucaristia porque quero provar ao mundo o poder da Eucaristia e o poder da minha vida nas almas. (Jesus se dirigindo a Ela)."
(JOHNSTON, Francis. Alexandrina: The Agony and the Glory. Saint Austin Press, 1979, p. 77)
"Ó meu Jesus, vale a pena sofrer tudo, para possuir o Céu!"
(PASQUALE, Humberto. Alexandrina. Elle Di Ci, 1978, p. 272)
"Os demônios trabalham com canseira para conseguirem que eu ofenda o meu Jesus, que caía no desânimo, no desespero. Vêm sempre com novas formas de pecar, vergonhosas e descarnadas."
(COSTA, Alexandrina Maria da. Sentimentos da Alma, 4 de Outubro de 1945, em Vida e Obras da Beata Alexandrina de Balazar)
"Ó Mãezinha, eu quero andar de Sacrário em Sacrário, a pedir favores a Jesus, como a abelhinha de flor em flor a chupar-lhe o néctar."
(PINHO, Mariano. No Calvário de Balasar. Edições Paulinas, 1961, p. 19)
"Tinha muitas saudades do Jesus da nossa Igreja; e quando havia festas do Sagrado Coração de Jesus e missas cantadas, eu chorava amargamente."
(PINHO, Mariano. No Calvário de Balasar. Edições Paulinas, 1961, p. 24)
"Hoje, depois de comungar, sentia que a minha alma era um verdadeiro rochedo. Não havia nada que fosse capaz de o quebrar e amolecer."
(PINHO, Mariano. No Calvário de Balasar. Edições Paulinas, 1961, p. 81)
"Se fosse possível eu sofrer todos os sofrimentos do mundo, contanto que Nosso Senhor fosse amado por todos, eu não me recusava."
(PINHO, Mariano. No Calvário de Balasar. Edições Paulinas, 1961, p. 41)
"Pecadores: Se as cinzas do meu corpo vos tem utilidade para vos salvardes, aproximai-vos, passai por cima delas, calcai-as até que desapareçam, mas não pequeis mais..."
(PINHO, Mariano. No Calvário de Balasar. Edições Paulinas, 1961, p. 182)
"Suspiro, morro, anseio por satisfazer minha alma com o alimento do Paraíso (a Eucaristia)!"
(COSTA, Alexandrina Maria da. Sentimentos da Alma, 24 de Maio de 1942, em Vida e Obras da Beata Alexandrina de Balazar)

Biografia de Beata Alexandrina de Balasar

 

Infância e Primeiras Virtudes em Balasar

 

Alexandrina Maria da Costa nasceu em 30 de março de 1904, na freguesia de Balasar, no seio de uma família de camponeses trabalhadores e piedosos. Batizada no Sábado de Aleluia, sua alma parecia já predestinada a uma união extraordinária com o Divino. Desde os três anos, manifestou uma vivacidade que lhe rendeu o apelido de Maria Rapaz, mas, paralelamente a essa energia natural, nutria uma devoção precoce, encontrando alegria em contemplar o firmamento e as belezas do Criador.
Sua Primeira Comunhão, realizada aos sete anos em Póvoa de Varzim, foi o marco de um laço indissolúvel com Jesus Eucarístico, sentindo seu coração preso ao Senhor de tal forma que o desejo de recebê-lo diariamente tornou-se a bússola de sua existência. Demonstrava também um respeito angélico pelos sacerdotes e uma caridade ardente para com os pobres e doentes, a quem frequentemente visitava e auxiliava, privando-se do próprio alimento para suprir as necessidades dos mais necessitados.

 


O Salto Heroico em Defesa da Virgindade

 

Aos catorze anos, no Sábado Santo de 1918, a vida de Alexandrina foi marcada por um ato de heroísmo cristão que determinaria seu futuro calvário. Ao ser perseguida em sua própria casa por homens que intentavam violar sua pureza, ela não hesitou em saltar de uma janela a quatro metros de altura para salvaguardar sua virgindade.
O traumatismo causado pela queda atingiu severamente sua coluna vertebral, resultando em uma lesão irreversível que os médicos diagnosticaram mais tarde como mielite ou compressão medular. A partir de 14 de abril de 1925, Alexandrina ficou definitivamente confinada ao leito, onde permaneceria por trinta anos em um estado de imobilidade e sofrimento crescentes.

 


A Vocação de Alma Vítima

 

Após anos pedindo a cura por intercessão de Nossa Senhora de Fátima, Alexandrina compreendeu que sua verdadeira missão não era o restabelecimento físico, mas a imolação espiritual. Em 1928, ofereceu-se a Jesus como alma-vítima para a salvação dos pecadores e reparação ao Sagrado Coração.
Sua vida transformou-se em uma prece contínua diante dos sacrários do mundo, sentindo-se uma prisioneira do amor, tal como Jesus está prisioneiro na Eucaristia. Sob a orientação de seu primeiro diretor espiritual, o Padre Mariano Pinho, ela aprendeu a transmutar cada dor em um ato de amor, vivendo sob o lema de sofrer, amar e reparar.

 


Os Êxtases da Paixão de Cristo

 

Em outubro de 1938, Alexandrina iniciou um ciclo de fenômenos místicos sem precedentes: a vivência visível da Paixão de Jesus todas as sextas-feiras. Durante esses êxtases, ela recuperava miraculosamente os movimentos do corpo para percorrer, em sua pequena sala, os passos de Cristo do Horto ao Calvário, repetindo os gestos e palavras do Salvador sob o olhar de testemunhas e médicos.
Apesar de pesar apenas cerca de trinta quilos, seu corpo tornava-se impossível de ser erguido pelos presentes quando ela carregava a cruz mística. Esses sofrimentos visíveis cessaram em 1942, mas a paixão íntima continuou a ser vivida em seu interior até o fim de seus dias.

 


O Milagre do Jejum Eucarístico Absoluto

 

Um dos maiores prodígios da vida da Beata foi o jejum absoluto de sólidos e líquidos, iniciado na Sexta-feira Santa de 1942. Por mais de treze anos, seu único sustento foi a Sagrada Comunhão diária, fenômeno que desafiou as leis da biologia e da medicina.
Para validar tal prodígio, ela submeteu-se a quarenta dias de rigorosa vigilância médica em um hospital na Foz do Douro, onde se confirmou a total ausência de alimentação e excreções, mantendo suas faculdades mentais lúcidas e sua atividade espiritual intensa. Jesus explicou-lhe que este milagre era uma prova ao mundo do poder da Eucaristia e de Sua vida nas almas.

 


Lutas Contra as Potências das Trevas

 

Como toda alma que se oferece para resgatar pecadores, Alexandrina foi alvo de ataques furiosos do demônio. Por cerca de dez anos, ela enfrentou agressões físicas, visões aterradoras e tentações contra a fé e a pureza, chegando a ser arremessada do leito por forças invisíveis.
Ela vencia esses combates através do uso da água benta, da obediência cega aos seus diretores e da invocação constante dos nomes de Jesus e Maria. Frequentemente, o inimigo tentava convencê-la de que estava condenada, mas o Senhor a confortava em visões sublimes, assegurando que suas lutas salvavam milhares de almas do abismo. Jesus dizia que as trevas que ela vivia davam luz ao mundo e as almas eram resgatadas por meio de seu sofrimento.

 


A Missão Universal e a Maternidade Espiritual

 

Alexandrina foi elevada à dignidade de mãe espiritual dos pecadores e rainha do mundo. Jesus a chamou de nova redentora, confiando-lhe a humanidade para ser lavada em seu sofrimento.
Através de sua imolação, ela se tornou um canal de graças para a terra e um farol para os que caminham na escuridão. A Igreja a reconheceu como mãe espiritual de sacerdotes, papel que ela desempenhou oferecendo suas dores pela santificação dos ministros do Senhor. Sua vida tornou-se uma escola de ciências divinas, onde os anjos gravavam em letras de ouro os seus atos de generosidade e amor.

 


Manifestações e Prodígios Celestiais

 

A vida da beata foi adornada com visões frequentes da Santíssima Trindade e da Virgem Maria em esplendor. Ela experimentou a troca mística de corações com Jesus e recebeu o privilégio da transfusão do sangue divino em suas próprias veias para sustentar sua vida milagrosa.
O Espírito Santo manifestava-se a ela em forma de pomba, infundindo luz e sabedoria em sua inteligência para que pudesse falar às almas. Mesmo em sua fragilidade física, ela experimentava ardores de um fogo de amor divino que parecia consumir todo o seu ser. O Senhor lhe concedeu o discernimento de espíritos, permitindo que ela lesse os corações e conduzisse muitos ao arrependimento sincero.

 


O Fim do Calvário e o Encontro Eterno

 

Sentindo a proximidade de sua partida, Alexandrina viveu seus últimos meses em uma agonia que preparava o triunfo final. No dia 12 de outubro de 1955, recebeu a unção dos enfermos com alegria radiante, exclamando que as trevas haviam desaparecido.
Ela pediu aos presentes que não chorassem, pois finalmente estava indo para o céu. Em 13 de outubro, no aniversário do milagre do sol em Fátima, recebeu sua última comunhão e entregou sua alma a Deus com um sorriso sereno.
Seu túmulo em Balasar, voltado para o sacrário como era seu desejo, tornou-se um centro de milagres e cura para milhares de peregrinos. O reconhecimento de sua heroicidade de virtudes e o milagre da cura de uma doente com mal de Parkinson levaram à sua solene beatificação pelo Papa João Paulo II em 25 de abril de 2004.

 


Referências bibliográficas

 

  • 30 Dias Com A Beata Alexandrina, de Afonso Rocha. Esta obra oferece um roteiro de orações e meditações baseado nos escritos da Beata, destacando sua “ciência divina” e seu papel como mãe espiritual de sacerdotes.
  • Vida e Obras da Beata Alexandrina Maria da Costa, que reúne a sua Autobiografia, Colóquios e Sentimentos da Alma. Este acervo documental, ditado pela própria Alexandrina por ordem de seus diretores espirituais, é a fonte primária de suas experiências místicas, incluindo o fenômeno da Paixão e o jejum eucarístico.
  • Bienheureuse Alexandrina Maria Da Costa: Ecrits Autobiographiques (Tomes 1 e 2), com tradução de Alphonse Charles Rocha. Estes volumes abrangem o período de 1904 a 1955, fornecendo uma cronologia detalhada e a tradução de seus relatos pessoais de 1904 a 1955.
  • Alexandrina: The Agony and the Glory, de Francis Johnston. Publicada originalmente em 1979, esta biografia em língua inglesa detalha o caminho de Alexandrina como alma-vítima e o reconhecimento médico de seus fenômenos extraordinários.
  • No Calvário de Balasar, do Padre Mariano Pinho, S.J. Escrita pelo seu primeiro diretor espiritual, esta obra é fundamental para compreender os anos de 1933 a 1942, descrevendo o início de sua missão reparadora e os primeiros exames da Santa Sé.
  • Beata Alexandrina da Costa: Una Sonrisa Celestial, do P. Ángel Peña, O.A.R. Este estudo biográfico e teológico explora a fundo os fenômenos sobrenaturais (êxtases, levitação, discernimento de espíritos) e a relação da Beata com a mensagem de Fátima e a consagração do mundo.

Rolar para cima