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São Domingos de Gusmão

São Domingos de Gusmão

1170-1221
São Domingos de Gusmão foi o sacerdote espanhol que combateu os erros de seu tempo por meio da oração, do estudo e da pregação, fundando a Ordem Dominicana para anunciar a verdade de Cristo ao mundo.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de São Domingos de Gusmão

"Seria um pouco de egoísmo de minha parte se eu colhesse os bens temporais destes peregrinos sem semear para eles os bens espirituais."
(DRANE, Augusta Theodosia. The Life of St. Dominic and a Sketch of the Dominican Order. New York: P. O'Shea, 1892. Capítulo XX. Página 154.)
"Tende caridade uns com os outros, praticai a humildade seguindo o exemplo de Jesus Cristo e fazei do vosso tesouro e das vossas riquezas a pobreza voluntária."
(DRANE, Augusta Theodosia. The Life of St. Dominic and a Sketch of the Dominican Order. New York: P. O'Shea, 1892. Capítulo XXVI. Página 209.)
"Gostaria que você estudasse naqueles pergaminhos mortos enquanto houvesse homens morrendo de fome?"
(DRANE, Augusta Theodosia. The Life of St. Dominic and a Sketch of the Dominican Order. New York: P. O'Shea, 1892. Capítulo I. Página 5.)
"A semente frutificará se for semeada; ela apodrecerá se você a amontoar."
(DRANE, Augusta Theodosia. The Life of St. Dominic and a Sketch of the Dominican Order. New York: P. O'Shea, 1892. Capítulo XI. Página 77.)
"Por muitos anos tenho soado as verdades do Evangelho em vossos ouvidos com lágrimas nos olhos, mas o bastão deve ser usado quando as bênçãos não adiantam."
(DRANE, Augusta Theodosia. The Life of St. Dominic and a Sketch of the Dominican Order. New York: P. O'Shea, 1892. Capítulo XI. Página 80.)
"Vós sabeis que servir a Deus é reinar; mas deveis servi-Lo em amor e de todo o coração."
(DORCY, Mary Jean, O.P. Saint Dominic. Cross and Crown Series of Spirituality, No. 15. Rockford: TAN Books and Publishers, 1982. Chapter 14, p. 136)
"Apliquemo-nos com energia às grandes ações que Deus exige de nós."
(DORCY, Mary Jean, O.P. Saint Dominic. Cross and Crown Series of Spirituality, No. 15. Rockford: TAN Books and Publishers, 1982. Chapter 14, p. 132)
"Tende caridade uns com os outros, guardai a humildade, fazei do vosso tesouro a pobreza voluntária."
(DORCY, Mary Jean, O.P. Saint Dominic. Cross and Crown Series of Spirituality, No. 15. Rockford: TAN Books and Publishers, 1982. Preface, p. v)
"Eu te dou armas com as quais, por toda a tua vida, poderás lutar contra o demônio."
(DORCY, Mary Jean, O.P. Saint Dominic. Cross and Crown Series of Spirituality, No. 15. Rockford: TAN Books and Publishers, 1982. Preface, p. x)
"Eu teria pedido que não me matassem com um único golpe, mas pouco a pouco, para prolongar meus tormentos e me obter uma coroa mais rica."
(DORCY, Mary Jean, O.P. Saint Dominic. Cross and Crown Series of Spirituality, No. 15. Rockford: TAN Books and Publishers, 1982. Chapter 4, p. 28)
"Não é assim que devemos agir contra esta geração orgulhosa. Vamos nos armar com oração e humildade."
(DORCY, Mary Jean, O.P. Saint Dominic. Cross and Crown Series of Spirituality, No. 15. Rockford: TAN Books and Publishers, 1982. Chapter 4, p. 28)
"Eu estudei no livro da caridade, meu filho, mais do que em qualquer outro. É o livro que nos ensina todas as coisas."
(DORCY, Mary Jean, O.P. Saint Dominic. Cross and Crown Series of Spirituality, No. 15. Rockford: TAN Books and Publishers, 1982. Chapter 6, p. 60)
"Se quereis guardar a castidade, protegei-vos de todas as conversas perigosas e vigiai os vossos próprios corações."
(DORCY, Mary Jean, O.P. Saint Dominic. Cross and Crown Series of Spirituality, No. 15. Rockford: TAN Books and Publishers, 1982. Chapter 14, p. 137)
"Não choreis, meus filhos, serei mais útil para vós onde estou indo agora do que jamais fui nesta vida."
(DORCY, Mary Jean, O.P. Saint Dominic. Cross and Crown Series of Spirituality, No. 15. Rockford: TAN Books and Publishers, 1982. Chapter 14, p. 137)

Biografia de São Domingos de Gusmão

 

São Domingos nasceu por volta de 1170 em Caleruega, no Reino de Castela. Era filho de Félix de Gusmão e da Beata Joana de Aza, família pertencente à pequena nobreza castelhana. Desde cedo revelou grande inteligência, profunda piedade e extraordinária sensibilidade diante do sofrimento humano.

Foi enviado para estudar em Palência, um dos principais centros de ensino da Espanha medieval. Durante um período de fome severa, vendeu livros e objetos pessoais para socorrer os necessitados. Esse gesto tornou-se um dos episódios mais conhecidos de sua juventude e revela uma característica que o acompanharia por toda a vida: a convicção de que o amor ao próximo vale mais do que qualquer bem material. (História UFF)

Concluídos os estudos, ingressou no cabido da catedral de Osma, vivendo segundo a Regra de Santo Agostinho. Ali aprofundou-se no estudo das Escrituras, da teologia e da vida comum, preparando-se para a missão que Deus lhe reservara.

 

O encontro com os albigenses e o despertar missionário

 

Em 1203 acompanhou o bispo Diego de Osma em uma missão diplomática ao norte da Europa. Durante a viagem, Domingos ficou profundamente impressionado com o desconhecimento da fé cristã em diversas regiões e com a expansão da heresia albigense no sul da França.

Os cátaros ou albigenses pregavam uma doutrina dualista que rejeitava importantes verdades do cristianismo, incluindo a bondade da criação material e diversos sacramentos da Igreja. Domingos percebeu que muitos deles eram atraídos não apenas pelos argumentos dos hereges, mas também pelo exemplo de austeridade que estes apresentavam.

Enquanto muitos tentavam combater os erros apenas por meio de condenações, Domingos compreendeu que a resposta deveria unir santidade de vida, estudo sólido e pregação constante. Passou então anos percorrendo vilarejos, discutindo amigavelmente com hereges, pregando o Evangelho e procurando converter as almas pela verdade e pela caridade.

Nessa época fundou em Prouille uma comunidade feminina destinada a acolher mulheres convertidas da heresia, obra que se tornaria uma das primeiras fundações dominicanas.

 

A fundação da Ordem dos Pregadores

 

Ao perceber que a evangelização exigia pregadores preparados intelectualmente e ao mesmo tempo profundamente espirituais, Domingos reuniu alguns companheiros em Toulouse.

Em 1215 apresentou ao Papa o projeto de uma nova comunidade religiosa dedicada à pregação. Após diversas etapas de aprovação, a Ordem dos Pregadores recebeu confirmação pontifícia em 1216. Nascia oficialmente a família dominicana.

A nova Ordem possuía características inovadoras para a época:

  • vida comunitária;
  • pobreza evangélica;
  • estudo permanente;
  • mobilidade missionária;
  • pregação voltada à salvação das almas.

Domingos insistia que os pregadores deveriam ser homens de oração e de ciência. Não bastava combater o erro; era necessário conhecer profundamente a verdade revelada.

A expansão foi extraordinariamente rápida. Em poucos anos surgiram conventos em Paris, Bolonha, Roma, Espanha, Inglaterra, Alemanha e diversas outras regiões da Europa.

 

O homem de oração

 

Os primeiros testemunhos dominicanos descrevem Domingos como um homem constantemente unido a Deus. Passava longas horas diante do altar, frequentemente rezando durante toda a noite. Chorava pelos pecadores e pela salvação das almas.

O bem-aventurado Jordão da Saxônia, que escreveu a primeira biografia do santo apenas poucos anos após sua morte, relata que Domingos possuía extraordinária compaixão pelos pecadores e uma alegria que atraía todos os que conviviam com ele. Seu exemplo era tão poderoso quanto sua pregação.

A tradição dominicana também o associa à difusão da devoção do Santo Rosário. Embora a forma atual do Rosário tenha se desenvolvido ao longo dos séculos, São Domingos permaneceu ligado de maneira especial à propagação da devoção mariana e da meditação dos mistérios da vida de Cristo.

 

Últimos anos, morte e canonização

 

Após fundar conventos e enviar missionários para toda a Europa, Domingos estabeleceu-se principalmente entre Roma e Bolonha. O intenso trabalho apostólico, as viagens constantes e as penitências enfraqueceram sua saúde.

Em agosto de 1221, já gravemente enfermo, reuniu os irmãos em Bolonha. Em vez de falar de si mesmo, recomendou-lhes humildade, caridade fraterna e fidelidade à missão de pregar o Evangelho.

Faleceu em 6 de agosto de 1221. Sua fama de santidade espalhou-se rapidamente pela cristandade. Apenas treze anos depois, em 1234, foi canonizado pelo papa Gregório IX, que o conhecera pessoalmente.

Hoje é venerado como um dos maiores fundadores da história da Igreja. Da Ordem que criou surgiriam santos, missionários, teólogos e doutores da Igreja, entre eles São Tomás de Aquino, Santa Catarina de Sena e inúmeros pregadores que continuaram sua missão através dos séculos.

 

Referências bibliográficas

 

  1. JORDANIS DE SAXONIA. Libellus de Principiis Ordinis Praedicatorum (c. 1233). Edição crítica em: SCHEEBEN, H. C. (ed.). Monumenta Ordinis Fratrum Praedicatorum Historica, Vol. XVI. Roma: Institutum Historicum Ordinis Praedicatorum, 1935.
  2. FRACHET, Gérard de. Vitae Fratrum Ordinis Praedicatorum. Roma: Institutum Historicum Ordinis Praedicatorum, 1896.
  3. CONSTANTINO DE ORVIETO. Legenda Sancti Dominici. In: Monumenta Ordinis Fratrum Praedicatorum Historica. Roma: Institutum Historicum Ordinis Praedicatorum, 1935.
  4. LACORDAIRE, Henri-Dominique. Vie de Saint Dominique. Paris: Librairie Poussielgue-Rusand, 1841.
  5. TOURON, Antoine. Histoire des Hommes Illustres de l’Ordre de Saint Dominique. Paris: Babuty, 1743.
  6. VICAIRE, Marie-Humbert. Saint Dominic and His Times. New York: McGraw-Hill Book Company, 1964.

 

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