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Santa Teresinha do Menino Jesus

Santa Teresinha do Menino Jesus

1873-1897
Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897) nasceu em Alençon e entrou no Carmelo de Lisieux aos 15 anos. Sua espiritualidade, a "Pequena Via", foca na confiança e no amor absoluto a Deus através de pequenos atos cotidianos. Faleceu aos 24 anos de tuberculose, prometendo uma "chuva de rosas". Sua obra "História de uma Alma" é um marco da literatura espiritual. Foi canonizada em 1925 e declarada Doutora da Igreja em 1997.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de Santa Teresinha do Menino Jesus

"Para cada buraquinho, coloque uma linda florzinha que oferecerei ao pequeno Jesus para me preparar para minha Primeira Comunhão."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"O pequeno Jesus de Teresinha não é difícil, ou melhor, Ele é misericordioso e indulgente."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Eu sou a bolinha do Menino Jesus; se Ele quiser quebrar Seu brinquedo, Ele é livre. Sim, eu quero tudo o que Ele quer."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Desejo apenas uma coisa quando estiver no Carmelo, que é sofrer sempre por Jesus. ... se no momento da minha morte eu pudesse ter uma alma para oferecer a Jesus, quão feliz eu seria; seria uma alma que teria sido arrancada do fogo do inferno."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"A vida é cheia de sacrifícios, é verdade! ... Não seria melhor que nossa vida, que é uma noite passada em uma estalagem ruim, fosse passada em um hotel inteiramente ruim do que em um apenas meio ruim?."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Jesus não olha tanto para a grandeza das ações ou mesmo para a dificuldade delas, mas para o amor que compõe essas ações."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Naquele dia abençoado em que, rodeada por minhas boas professoras, fiz a consagração de mim mesma a Maria ao pé do altar, tomando-a por minha Mãe de modo especial. (Frase dita no dia de sua primeira comunhão)"
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"O cântico do sofrimento unido aos Seus sofrimentos é o que mais agrada ao Seu Coração!."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Pense, então, que Jesus está ali no Tabernáculo expressamente para você, só para você; Ele está ardendo com o desejo de entrar no seu coração."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Jesus me deu a graça de receber a comunhão da mesma forma, mesmo quando eu acreditava ter cometido grandes pecados."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"O grão de areia deseja apenas uma coisa, ser esquecido, contado por nada! ... Mas deseja ser visto por Jesus."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Céline, se você desejar, vamos converter almas; este ano, devemos formar muitos sacerdotes que amem Jesus!."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Céline, rezemos pelos sacerdotes, ah, rezemos por eles. Que nossa vida seja consagrada a eles."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Agora Sua Face está como que escondida dos olhos dos mortais, mas para nós que compreendemos Suas lágrimas neste vale de exílio, em breve Sua Face resplandecente nos será mostrada na pátria e então será o êxtase da união eterna de glória com nosso Esposo."
(THÉRÈSE DE LISIEUX, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume I: General Correspondence 1877-1890. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.)
"Para mim, a oração é um impulso do coração; é um simples olhar voltado para o céu, é um grito de reconhecimento e de amor, abraçando tanto a provação quanto a alegria."
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"Não estou morrendo, estou entrando na vida."
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"Para sofrer em paz basta querer muito tudo o que Jesus quer."
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"Pode-se salvar os pecadores — através da Cruz, é isto!"
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"O Verbo feito Hóstia — ah, sim! contemplem Aquele que é Cordeiro e Sacerdote eternamente."
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"O Deus Verdadeiro e Único viverá em você de fato! O Espírito Santo... Ele o animará então."
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"Viver de Amor significa banir todo medo — Todo olhar retrospectivo para as faltas de outrora: Dos meus pecados passados não vejo aqui nenhuma marca, o Amor num instante os queimou todos!"
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"Sobre o Vosso Sagrado Coração está o meu repouso!"
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"Vim para o Carmelo — por quê? Para povoar o Céu."
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"Ele deseja transformar você também — sim, n'Ele mesmo! Ele anseia por preencher seu coração — Sua alegria, Sua felicidade."
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"Glorioso Guardião da minha alma, você — ser resplandecente — voa no Céu: Chama pura! sua gentil auréola queima junto ao Trono de Deus nas alturas."
(LISIEUX, Saint Thérèse of. Poems of Saint Thérèse of Lisieux. Translated by Alan Bancroft. Hammersmith, London: Zondervan, 1996.)
"A eternidade não será longa o suficiente para agradecer a Nosso Senhor pelo lote que Ele nos deu."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"Ah! Rezemos pelos sacerdotes; cada dia mostra como os amigos de Jesus são poucos."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"Só o sofrimento pode dar à luz almas para Jesus."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"Jesus nos dá a graça de sentir no fundo do coração que preferiríamos morrer a ofendê-lO."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"O nosso coração está lá onde está o nosso tesouro, lá no alto, na pátria onde Jesus prepara um lugar perto de Si."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"Se Jesus não te criou um anjo no céu, é porque Ele quer que sejas um anjo na terra."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"O mérito não consiste em fazer ou em dar muito, mas sim em receber, em amar muito."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"A perfeição consiste em fazer a Sua vontade."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"A mim Ele deu Sua Misericórdia infinita, e é através dela que contemplo e adoro as outras Perfeições divinas."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"O Pão do Céu me fortaleceu."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"Eu não estou morrendo, estou entrando na vida."
(THÉRÈSE, de Lisieux, Saint. Letters of St. Thérèse of Lisieux, Volume II: General Correspondence 1890-1897. Translated by John Clarke, OCD. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.)
"Deus me deu um pai e uma mãe mais dignos do céu do que da terra."
(MARTIN, Zélie; MARTIN, Louis. A Call to a Deeper Love: The Family Correspondence of the Parents of St. Thérèse of the Child Jesus 1863-1885. Staten Island, New York: Alba House, 2011.)
"Tenho chamas dentro de mim, e a cada dia posso ganhar um grande número de almas para Jesus, inflamando-as com o Seu amor."
(MARTIN, Zélie; MARTIN, Louis. A Call to a Deeper Love: The Family Correspondence of the Parents of St. Thérèse of the Child Jesus 1863-1885. Staten Island, New York: Alba House, 2011.)
"A vida é curta e cheia de miséria. Nós os veremos novamente no Céu."
(MARTIN, Zélie; MARTIN, Louis. A Call to a Deeper Love: The Family Correspondence of the Parents of St. Thérèse of the Child Jesus 1863-1885. Staten Island, New York: Alba House, 2011.)
"Devemos estar abertos a aceitar generosamente a vontade de Deus, qualquer que seja, porque será sempre o que é melhor para nós."
(MARTIN, Zélie; MARTIN, Louis. A Call to a Deeper Love: The Family Correspondence of the Parents of St. Thérèse of the Child Jesus 1863-1885. Staten Island, New York: Alba House, 2011.)
"Deus protege todos os que confiam n'Ele. Nenhuma pessoa jamais foi abandonada por Ele."
(MARTIN, Zélie; MARTIN, Louis. A Call to a Deeper Love: The Family Correspondence of the Parents of St. Thérèse of the Child Jesus 1863-1885. Staten Island, New York: Alba House, 2011.)
"Agora já não tenho outro desejo a não ser o de amar a Jesus até à loucura."
(THÉRÈSE DE L'ENFANT-JÉSUS ET DE LA SAINTE-FACE, Sainte. Nouvelle Édition du Centenaire, I: Manuscrits autobiographiques. Paris: Éditions du Cerf et Desclée de Brouwer, 1992, Ms A, 82v°.)
"A santidade deve ser conquistada à ponta da espada! É preciso sofrer... é preciso agonizar!"
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Carta 89 (A Celina, 26 de abril de 1889). Obras completas: Escritos e Últimas palavras. Tradução de Manuel Ordóñez Villarroel. Burgos: Monte Carmelo, 1996.)
"Amava muito Papai e Mamãe e de mil maneiras lhes testemunhava minha ternura, pois era muito expansiva."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Manuscrito A, fólio 4 verso. História de uma alma: manuscritos autobiográficos. Tradução das Religiosas do Carmelo do Imaculado Coração de Maria e de Santa Teresinha. São Paulo: Paulus Editora, 2014, p. 25.)
"Também a Santíssima Virgem velava por sua florzinha, e não querendo que ela murchasse ao contato com as coisas da terra, levou-a para sua montanha antes que suas pétalas se abrissem..."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Manuscrito A, fólio 40 verso. História de uma alma: manuscritos autobiográficos. Tradução das Religiosas do Carmelo do Imaculado Coração de Maria e de Santa Teresinha. São Paulo: Paulus Editora, 2014, p. 84.)
"Se um Pai da terra é de tal modo ideal e perfeito, como não deve ser Deus?"
(CARMELO DE LISIEUX. O Pai de Santa Teresa do Menino Jesus. Tradução das Religiosas do Carmelo do Imaculado Coração de Maria e de Santa Teresinha. São Paulo: Edições Carmelitanas, 1962, p. 58.)
"Mas é preciso que o Anjo da Guarda venha depressa em meu auxílio, senão ficarei reduzida ao silêncio..."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Caderno Amarelo, 5 de junho de 1897. Derniers entretiens avec ses soeurs Mère Agnès de Jésus [Últimos Colóquios]. Nouvelle édition du Centenaire. Paris: Éditions du Cerf et Desclée de Brouwer, 1992, p. 213.)
"Santa Patena, eu te invejo. Sobre ti Jesus vem repousar."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Poesia 25, estrofe 5. Nouvelle édition du Centenaire, V: Poésies. Paris: Éditions du Cerf et Desclée de Brouwer, 1992, p. 147.)
"Tudo o que tenho, tudo que ganho, é para a Igreja e para as almas."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Caderno Amarelo, 12 de julho de 1897. Derniers entretiens avec ses soeurs Mère Agnès de Jésus [Últimos Colóquios]. Nouvelle édition du Centenaire. Paris: Éditions du Cerf et Desclée de Brouwer, 1992, p. 280.)
"Era loucura procurar os pobres corações dos mortais para dele fazer os seus tronos, Ele, o Rei da Glória, que se senta sobre os querubins."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Carta 117 (A Celina, agosto de 1890). *Obras completas: Escritos e Últimas palavras. Tradução de Manuel Ordóñez Villarroel. Burgos: Monte Carmelo, 1996.)
"Sempre cantarei, mesmo quando tiver de colher minhas rosas entre espinhos, e quanto mais longos e agudos forem esses espinhos, mais melodiosos serão os meus cantos."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Poesia 34, estrofe 3.*Nouvelle édition du Centenaire, V: Poésies. Paris: Éditions du Cerf et Desclée de Brouwer, 1992, p. 191.)
"Não quero ser santa pela metade, escolho tudo!"
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Manuscrito A, fólio 10 verso. História de uma alma: manuscritos autobiográficos. Tradução das Religiosas do Carmelo do Imaculado Coração de Maria e de Santa Teresinha. São Paulo: Paulus Editora, 2014, p. 38.)
"A quantos tudo abandonam por amor de Deus, Ele se entrega totalmente."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Carta 145 (A Celina, 1893). Obras completas: Escritos e Últimas palavras. Tradução de Manuel Ordóñez Villarroel. Burgos: Monte Carmelo, 1996.)
"O caminho é o abandono da criancinha que adormece sem temor nos braços de seu pai."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Manuscrito B, fólio 1 verso. História de uma alma: manuscritos autobiográficos. Tradução das Religiosas do Carmelo do Imaculado Coração de Maria e de Santa Teresinha. São Paulo: Paulus Editora, 2014, p. 187.)
"Todas as tardes ia dar um pequeno passeio com papai. Fazíamos juntos nossa visita ao Santíssimo Sacramento, e cada dia visitávamos uma nova igreja."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Manuscrito A, fólio 14 verso. História de uma alma: manuscritos autobiográficos. Tradução das Religiosas do Carmelo do Imaculado Coração de Maria e de Santa Teresinha. São Paulo: Paulus Editora, 2014, p. 45.)
"Foi mister que o Bom Deus operasse um pequeno milagre para me fazer crescer de uma vez, e tal milagre se realizou no inolvidável dia de Natal. Jesus, a doce criancinha nascida há uma hora, mudou a noite de minha alma em torrentes de luz..."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Manuscrito A, fólio 44 verso.História de uma alma: manuscritos autobiográficos. Tradução das Religiosas do Carmelo do Imaculado Coração de Maria e de Santa Teresinha. São Paulo: Paulus Editora, 2014, p. 91.)
"Ofereçamos realmente nossos sofrimentos a Jesus para salvar almas, pobres almas!... Elas têm menos graça do que nós, e ainda assim todo o Sangue de um Deus foi derramado para salvá-las."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Carta 94 (A Celina, 14 de julho de 1889). Obras completas: Escritos e Últimas palavras. Tradução de Manuel Ordóñez Villarroel. Burgos: Monte Carmelo, 1996.)
"Comecemos o nosso martírio, deixemos que Jesus arranque de nós tudo o que nos é mais querido, e não Lhe recusemos nada."
(TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Carta 87 (A Celina, 4 de abril de 1889). Obras completas: Escritos e Últimas palavras. Tradução de Manuel Ordóñez Villarroel. Burgos: Monte Carmelo, 1996.)

Biografia de Santa Teresinha do Menino Jesus

 

A Florinha de Alençon: Nascimento e Infância de uma Predestinada

 

Maria Francisca Teresa Martin nasceu em Alençon, na França, às 23h30 do dia 2 de janeiro de 1873, sendo a nona joia de um lar que era um verdadeiro antegozo do céu. Filha dos santos Luís Martin e Zélia Guérin, ela foi recebida com imensa alegria, embora sob uma nuvem de ansiedade, pois seus pais já haviam entregue quatro “anjinhos” à eternidade. Sua mãe a descrevia como uma criança extraordinariamente inteligente, “o maior de nossos prazeres”, que falava apenas de Deus e demonstrava uma precocidade espiritual rara ao insistir em suas orações. Desde o berço, porém, a provação a visitou: aos dois meses, uma enterite aguda a deixou à beira da morte, sendo salva apenas pela intervenção da ama de leite Rosa Taillé, que a levou para o campo em Semallé. Lá, a “florinha” recuperou o vigor sob o sol e o ar puro, desenvolvendo um amor profundo pela natureza e pelas criaturas. Ao retornar ao seio da família aos quinze meses, Thérèse foi cercada por um “solo escolhido” de amor, especialmente de suas quatro irmãs mais velhas, para quem ela era a “pequena rainha”. Já aos dois anos de idade, ao ouvir que sua irmã Paulina seria religiosa, a pequena declarou com firmeza sobrenatural: “Eu também hei de ser religiosa!”, um propósito que jamais abandonaria. Seus primeiros anos foram marcados por uma felicidade radiante, onde cada passo parecia encontrar flores e cada memória era estampada com os sorrisos e as carícias mais ternas de seus pais.

 

O Creuset da Provação: A Órfã de Lisieux e o Sorriso da Virgem

 

A harmonia celestial de Alençon foi tragicamente rompida em 28 de agosto de 1877, quando Zélia Martin faleceu devido a um doloroso câncer de mama. Thérèse, com apenas quatro anos e meio, experimentou um choque profundo que transformou sua alma: a criança alegre e expansiva tornou-se tímida, excessivamente sensível e dada a choros constantes por qualquer olhar. No dia do enterro, ela escolheu livremente sua irmã Paulina como sua “segunda mamãe”, lançando-se em seus braços em busca de refúgio. Em busca de apoio familiar, o Sr. Martin mudou-se para Lisieux, instalando-se nos Buissonnets, uma casa que se tornaria o cenário de um crescimento espiritual acelerado em meio a grandes provações. Lá, a menina viveu uma vida de recolhimento e oração, sentindo-se muitas vezes como uma exilada do mundo. Em 1882, o sofrimento de Thérèse atingiu um novo ápice com a entrada de Paulina no Carmelo, o que provocou na criança um colapso nervoso e uma enfermidade misteriosa que desafiava o diagnóstico médico, marcada por tremores, convulsões e alucinações terríveis. Durante sete semanas, ela permaneceu definhando, até que, no dia 13 de maio de 1883, o sobrenatural se manifestou de forma gloriosa. Enquanto suas irmãs oravam fervorosamente aos pés de uma estátua da Virgem Maria em seu quarto, Thérèse viu a imagem se animar e sorrir para ela com uma beleza inefável e uma ternura que nenhuma palavra humana poderia descrever. Esse “Sorriso da Virgem” curou-a instantaneamente de suas aflições físicas e psicológicas, marcando sua alma com a certeza do amor maternal de Maria.

 

A Grande Conversão e o Caminho do Amor

 

No dia 8 de maio de 1884, Thérèse recebeu sua Primeira Comunhão, um momento que ela descreveu não como uma simples visita, mas como uma “fusão de amor” onde ela e Jesus não eram mais dois, mas um só. Pouco depois, em sua Confirmação, ela sentiu uma “santa embriaguez” e um desejo crescente de unir-se ao seu Bem-Amado através do sofrimento. Contudo, ela ainda lutava com as “faixas da infância” e uma hipersensibilidade paralisante, além de um martírio de escrúpulos que durou um ano e meio. A libertação definitiva veio na Noite de Natal de 1886. Após ouvir uma palavra de cansaço de seu pai sobre os presentes na lareira, Thérèse, em vez de cair em lágrimas, recebeu a graça de esquecer-se de si mesma para consolar o coração de Luís. Jesus a transformou instantaneamente em uma mulher forte, capaz de correr “corridas de gigante” rumo à santidade. Seu novo zelo apostólico manifestou-se no desejo ardente de salvar almas do inferno, exemplificado em sua oração pelo criminoso Pranzini. Ao saber que ele beijara o crucifixo três vezes antes da execução, Thérèse o chamou de seu “primeiro filho” e compreendeu que sua missão seria a de saciar a sede de Jesus por pecadores através do amor e do sacrifício.

 

A Batalha pelo Carmelo e a Peregrinação a Roma

 

Aos catorze anos, Thérèse sentiu o apelo irresistível para entrar no Carmelo, mas encontrou a resistência ferrenha do Superior do mosteiro e as hesitações do Bispo de Bayeux, que a consideravam jovem demais. Seu pai, Luís, a apoiou heroicamente, comparando-a a uma pequena flor que Deus desejava colher para Si. Em uma tentativa suprema de obter autorização, Thérèse participou de uma peregrinação a Roma, em novembro de 1887. Durante uma audiência pública com o Papa Leão XIII, ela rompeu as normas de silêncio e ajoelhou-se aos pés do Pontífice, suplicando: “Santo Padre, se o senhor dissesse sim, todos concordariam!”. O Papa, tocado pela sua audácia santa, respondeu com doçura: “Entrareis se o Bom Deus o quiser”. Embora tenha saído em lágrimas, carregada pelos guardas suíços, sua fé não esmoreceu. A vitória final foi confirmada em 28 de dezembro de 1887, e, no dia 9 de abril de 1888, aos quinze anos e três meses, ela atravessou o limiar do claustro para ser “carmelita para sempre”. Na entrada, Luís Martin abençoou sua “rainhazinha” com soluços de alegria e dor, entregando sua última pérola a Deus.

 

O Altar do Sacrifício: Vida Religiosa e a Pequena Via

 

Dentro do Carmelo de Lisieux, Thérèse assumiu o nome de Irmã Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, unindo a doçura da infância de Cristo ao mistério de Sua Paixão. Sua vida religiosa não foi marcada por visões externas, mas por uma fidelidade heroica nos “pequenos nadas” e por uma secura espiritual constante em que ela escolhia sorrir em meio à aridez. Enquanto isso, seu pai sofria a “paixão” de uma paralisia e demência que o levaram à internação em Caen, provação que Thérèse aceitou como um tesouro de graças e uma humilhação necessária para a glória eterna da família. Foi nesse terreno de sofrimento e humildade que ela desenvolveu a “Pequena Via”: uma doutrina de infância espiritual baseada no abandono total nos braços de Deus, que ela comparava a um “elevador divino” capaz de elevar as almas pequenas até o Coração do Pai. Em 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, ela sentiu o chamado para oferecer-se como vítima de holocausto ao Amor Misericordioso, pedindo que as chamas do amor divino a consumissem inteiramente para consolar a Deus pela ingratidão humana. Dias depois, enquanto iniciava a Via-Sacra, ela experimentou uma ferida de amor sobrenatural, uma “chama de fogo” tão ardente que sentiu que sua alma quase deixou o corpo.

 

A Agonia de Amor e a Entrada na Vida

 

Na noite de Sexta-Feira Santa de 1896, Thérèse teve sua primeira hemoptise, saudando o sangue em seu lenço como um aviso alegre da chegada do “Esposo”. Contudo, sua agonia física por conta da tuberculose foi acompanhada por uma terrível “Noite da Fé”, em que o céu parecia habitado por sombras e a eternidade soava como um nada. Ela lutou heroicamente contra as tentações de desespero, multiplicando seus atos de fé e afirmando: “Eu creio o que quero crer”. Nos seus últimos meses na enfermaria, ela revelou o desejo de passar seu “céu fazendo o bem na terra” e prometeu uma “chuva de rosas” de graças sobre o mundo. Seu sofrimento tornou-se um martírio físico em que ela sentia o corpo triturado como trigo para ser pão de Deus. No dia 30 de setembro de 1897, após uma longa agonia marcada por sufocação extrema, ela teve um êxtase final: seus olhos brilharam com uma luz celeste e ela fixou a estátua da Virgem do Sorriso por vários minutos. Suas últimas e sublimes palavras foram: “Oh! eu o amo… Meu Deus… eu… vos amo!”. Thérèse entrou na Vida eterna às 19h20, tornando-se, a partir de então, uma das santas mais amadas e invocadas da história da Igreja.

 

Referências bibliográficas

 

  • THÉRÈSE DE L’ENFANT-JÉSUS ET DE LA SAINTE-FACE, Sainte. Nouvelle Édition du Centenaire: Manuscrits autobiographiques. Paris: Éditions du Cerf et Desclée de Brouwer, 1992.
  • TERESA DO MENINO JESUS, Santa. História de uma alma: manuscritos autobiográficos. Tradução das Religiosas do Carmelo do Imaculado Coração de Maria e de Santa Teresinha. São Paulo: Paulus Editora, 2014.
  • THÉRÈSE DE L’ENFANT-JÉSUS, Saint. General Correspondence, Volume I (1877-1890). Translated by John Clarke, O.C.D. Washington, D.C.: ICS Publications, 1982.
  • THÉRÈSE DE L’ENFANT-JÉSUS, Saint. General Correspondence, Volume II (1890-1897). Translated by John Clarke, O.C.D. Washington, D.C.: ICS Publications, 1988.
  • TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Derniers entretiens avec ses soeurs Mère Agnès de Jésus [Últimos Colóquios]. Nouvelle édition du Centenaire. Paris: Éditions du Cerf et Desclée de Brouwer, 1992.
  • CARMELO DE LISIEUX. Madre Inês de Jesus: A Mãezinha de Santa Teresa do Menino Jesus (1861-1951). Porto: Alexandria Católica, 1956.
  • MARTIN, Zélie and Louis. A Call to a Deeper Love: The Family Correspondence of the Parents of St. Thérèse of the Child Jesus, 1863-1885. Translated by Ann C. Hess. Staten Island, NY: Society of St. Paul, 2011.
  • MARTIN, Céline (Irmã Genoveva da Santa Face). O Pai de Santa Teresa do Menino Jesus. Tradução do Carmelo de Cotia. São Paulo: Edições Carmelitanas, 1962.
  • JAMART, François. Complete Spiritual Doctrine of St. Thérèse of Lisieux. Translated by Walter Van de Putte. Staten Island, NY: Society of St. Paul, 1961.
  • AHERN, Patrick V. Maurice and Thérèse: The Story of a Love. New York: Doubleday, 1998.
  • THÉRÈSE DE LISIEUX, Sainte. Poésies (Nouvelle Édition du Centenaire, V). Paris: Éditions du Cerf et Desclée de Brouwer, 1992.

 

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