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Santa Catarina de Sena

Santa Catarina de Sena

1347-1380
Santa Catarina de Sena, leiga dominicana e Doutora da Igreja, uniu mística profunda à ação profética. A Igreja exalta sua santidade e seu amor incondicional pela hierarquia: via o Papa como o "Doce Cristo na Terra" e devotava profundo respeito aos bispos e padres, mesmo diante das falhas humanas, por administrarem o Sangue de Cristo. Guiada por Deus, lutou pelo retorno do papado a Roma, provando que a verdadeira reforma eclesial nasce da absoluta obediência filial.
Leia a biografia completa aqui ↓

Frases de Santa Catarina de Sena

"Se morro, morro de paixão pela Igreja."
(Sena, Santa Catarina de. As orações. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2021. Página 7.)
"A Igreja é simplesmente o próprio Cristo."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 171.)
"A Igreja é fundada no amor e é exatamente amor."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 103.)
"A essência dessa esposa não carece de reforma, pois não decresce nem é prejudicada pelos defeitos dos ministros."
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. Página 429.)
"Partindo do corpo eu, na verdade consumi e entreguei a minha vida na Igreja e pela Santa Igreja, o que é para mim uma graça extremamente singular."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 371.)
"Ela é a mãe que nos amamenta com o leite da vida espiritual."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 138.)
"Quero que tu e os outros servidores sejais sempre ovelhas da santa Igreja, suportando adversidades até o momento da morte."
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. Página 416.)
"Seria muito louco aquele que desprezasse uma rosa por medo dos espinhos!"
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. Página 428.)
"Igreja de Cristo, verdadeira mãe da nossa fé."
(Sena, Santa Catarina de. As orações. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2021. Página 11.)
"A reforma da Igreja exige que os cristãos vivam no amor mútuo, alimentem-se da Eucaristia e confiem na misericórdia de Deus."
(Sena, Santa Catarina de. As orações. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2021. Página 10.)
"Peço-vos que sejais homem viril, sem medo no serviço da Esposa de Cristo, no trabalho espiritual e material conforme as necessidades atuais da Igreja."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 11.)
"Que a cruz seja um leito em que minha alma descanse, seja uma mesa em que ela se nutra pacientemente na paz e na quietude pela reforma da Igreja."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 119.)
"O cargo que ocupais somente aceita o temor santo no serviço da Igreja."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 11.)
"A Igreja desempenha neste mundo a mesma missão do Filho de Deus feito homem."
(Sena, Santa Catarina de. As orações. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2021. Página 10.)
"Fazei o que puderdes para que o santo padre venha para a Itália e seja apóstolo das almas na santa Igreja."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 101.)
"Ainda que ele fosse um demônio encarnado (o Papa), jamais devo levantar a cabeça contra ele. Sempre devo humilhar-me e implorar misericórdia. É a única maneira de receber ou participar dos frutos da redenção. Peço vos que nada façais contra o vossos chefe."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. p. 87.)
"Quando consagram a Eucaristia, os ministros o fazem na pessoa de Jesus. Como vês, realmente este pecado é dirigido contra meu Filho; por conseguinte, contra mim, pois somos um. É uma falta gravíssima."
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 393.)
"Quais membros do diabo, procuraram levar os filhos da Igreja à revolta contra a hierarquia, afastam-nos da caridade, acorrentam-nos ao pecado, privam-nos dos benefícios da paixão."
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 395.)
"E mostrou seu amor ficando junto da cruz (Mt 27,56): apaixonada, ela corre e abraça a cruz!"
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. p. 109.)
"Quantos perigos arrosta o homem, por terra e por mar, a fim de adquirir riquezas e poder voltar à sua cidade natal entre satisfações e honras; já para conseguir a virtude, é incapaz do menor esforço, não aceita dificuldade alguma!"
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 435.)
"Se fores o que deves ser, incendiareis toda a Itália, e não apenas ali."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 368.)
"Quanto à língua, criei-a para anunciar minha Palavra, confessar as culpas e promover a salvação dos homens; mas dela serve-se a pessoa para reclamar de mim, seu criador, e para prejudicar o próximo."
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 413.)
"A intenção do diabo é fazer com que a alma volte atrás, abandonando o pouco que já fez. Outras vezes ele procura agradar, insistindo na esperança do meu perdão: 'Por que cansas? Goza a vida! No fim, arrepender-te-ás e serás perdoado'. Com isso ele quer que o homem perca o medo inicial do castigo."
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 353.)
"O amor fez Jesus residir num estábulo de animais; o amor o cobriu de ultrajes, o revestiu de sofrimentos; e o fez padecer fome e sede."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. p. 99.)
"Maria não tem com que o proteger. Como fazia frio, ela o aqueceu com o hábito dos animais e o cobriu com feno. Embora fosse ele a chama do amor, quis padecer frio na sua humanidade."
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 438.)
"É melhor estarmos unidos ao pai e à mãe, ou seja, ao papa e à santa Igreja, do que aos tiranos. É melhor estar apoiados na firme coluna (a Igreja), atacada por muitos perseguidores, mas que nunca foi derrubada."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 171.)
"Muitas vezes o diabo se instala na língua dos homens e os leva a acusar o próximo em palavras, com a única finalidade de afastá-lo dos vínculos do amor."
(Sena, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2016. Carta 294.)
"Trata-se de um vinho-sangue que inebria a alma. Quem dele bebe, mais quer beber sem jamais saciar-se, porque é o corpo e o sangue do Deus infinito."
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 366.)
"Como é de se admirar que tu, conhecendo o homem antes que ele existisse, e sabendo que ele iria commeter o pecado e desprezar teu ser, assim mesmo o tenhas criado! Ó Amor sem preço, Amor sem preço!"
(Sena, Santa Catarina de. As orações. Tradução de Frei João Alves Basílio. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 19.)
"Quem respeita Maria, seja santo, seja pecador, não será levado pelo demônio infernal."
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 450.)
"Seria muito louco aquele que desprezasse uma rosa por medo dos espinhos!"
(Sena, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. p. 450.)

Biografia de Santa Catarina de Sena

Infância e Aurora da Santidade

 

Santa Catarina nasceu em Sena, na Itália, no dia 25 de março de 1347, sendo a vigésima quarta de vinte e cinco filhos do casal cristão Tiago di Benincasa e Lapa dei Piagenti. Desde a mais tenra infância, a pequena Catarina, carinhosamente chamada pelos vizinhos de “Eufrosina” (Alegria) devido à sua doçura, demonstrava uma inclinação sobrenatural extraordinária. Aos seis anos de idade, enquanto voltava da casa de sua irmã Boaventura, teve sua primeira experiência extática: viu o Cristo Senhor revestido de paramentos pontificais, ladeado pelos apóstolos Pedro, Paulo e João, pairando majestosamente sobre a igreja de São Domingos. Nesse momento, Jesus sorriu para ela e a abençoou com o sinal da cruz, cativando seu coração para sempre. Aos sete anos, movida por uma maturidade superior à sua idade, Catarina consagrou sua virgindade a Deus por um voto secreto diante de uma imagem da Santíssima Virgem, prometendo nunca aceitar outro esposo senão o Divino Salvador.

 

O Combate pela Virgindade e a Vitória da Vontade

 

Ao atingir a adolescência, sua família tentou persuadi-la a se casar, pressionando-a para que cuidasse de sua beleza física e atraísse pretendentes. Catarina, em um ato de heróica determinação, cortou suas longas tranças para desestimular qualquer cortejo, o que provocou a ira de sua mãe, Lapa. Como castigo, foi privada de seu quarto de orações e sobrecarregada com os serviços domésticos mais pesados da casa. Catarina aceitou a humilhação com alegria, imaginando que seu pai era Jesus e sua mãe a Virgem Maria, servindo-os com fervor angélico. A perseguição familiar cessou apenas quando seu pai, Tiago, ao entrar em seu quarto, viu uma pomba branca repousar sobre a cabeça da filha enquanto ela orava, ou percebeu que ela era guiada por um espírito que não pertencia a este mundo, permitindo-lhe finalmente seguir sua vocação.

 

A Vida Oculta e a Rigorosa Penitência

 

Aos quinze ou dezesseis anos, Catarina ingressou na Ordem da Penitência de São Domingos, tornando-se uma das Mantellate. Durante três anos, ela viveu em uma cela improvisada dentro de sua própria casa, observando um silêncio quase absoluto e saindo apenas para a igreja. Sua vida era um contínuo holocausto: dormia apenas meia hora a cada dois dias sobre tábuas nuas, usava um cilindro de ferro apertado ao corpo e disciplinava-se três vezes ao dia com correntes de ferro, oferecendo seu sangue pela salvação das almas e pelos defuntos. Durante este período de reclusão, ela foi frequentemente assaltada por tentações diabólicas terríveis, as quais vencia com orações e um ódio santo por si mesma, recebendo em troca conversas íntimas e revelações diretas de Nosso Senhor.

 

As Núpcias Místicas e o Chamado ao Mundo

 

No último dia do carnaval de 1367, enquanto o mundo se entregava a prazeres efêmeros, Catarina foi favorecida com o seu Casamento Místico. O Salvador, acompanhado de Sua Mãe e de uma corte celestial, colocou em seu dedo um anel precioso — invisível para os outros, mas sempre presente aos olhos de Catarina — selando sua união na fé. Pouco tempo depois, Jesus ordenou que ela deixasse a cela e se dedicasse ao próximo. Catarina chorou, desejando a solidão, mas obedeceu prontamente, iniciando um apostolado que transformaria a sociedade de seu tempo. Outro favor inefável foi a “troca de corações”: Jesus apareceu-lhe, abriu seu peito e substituiu o coração de Catarina pelo Seu próprio, deixando nela uma cicatriz visível sob o seio esquerdo.

 

O Zelo Apostólico e as Manifestações Miraculosas

 

Catarina tornou-se um farol de milagres e conversões. Ela servia leprosos e doentes com doenças repulsivas (como as senhoras Tecca e Palmerina), chegando a beber o pus de uma ferida para vencer a náusea da sensualidade, sendo recompensada com uma visão de Jesus que a convidou a beber do sangue de Seu lado. Operou prodígios como a multiplicação de vinho em barris vazios e a leitura de consciências ocultas, o que levava pecadores endurecidos ao arrependimento imediato. Um dos episódios mais comoventes foi a conversão do jovem Niccolò di Toldo, a quem ela acompanhou até o cadafalso; Catarina recebeu a cabeça decapitada dele em suas mãos e teve a visão daquela alma sendo recebida diretamente no seio de Deus.

 

A Missão Pública e os Estigmas do Cordeiro

 

Em 1370, Catarina sofreu uma “morte mística”, na qual sua alma deixou o corpo por várias horas e contemplou as alegrias do paraíso e as dores do inferno, sendo enviada de volta para realizar uma missão política e eclesial de escala europeia. Em 1375, em Pisa, após receber a Sagrada Comunhão, Catarina foi marcada com os estigmas de Cristo. Raios de sangue brilhante emanaram das cinco chagas do Crucificado em direção às suas mãos, pés e coração; a seu pedido, as marcas permaneceram invisíveis exteriormente, mas a dor intensa a acompanhou até a morte. Catarina desempenhou um papel crucial ao convencer o Papa Gregório XI a deixar Avinhão e retornar a Roma em 1377, após quase setenta anos de ausência pontifícia na Itália.

 

A Obra de Sabedoria Infusa e o Sacrifício Final

 

Apesar de quase iletrada, Catarina ditou, em estados de êxtase, obras de profundidade teológica abismal, como o Diálogo da Divina Providência e suas Orações, além de centenas de cartas a autoridades e discípulos. Nos seus últimos anos, em meio ao Grande Cisma do Ocidente, Catarina mudou-se para Roma por ordem do Papa Urbano VI. Ela ofereceu sua vida como vítima sacrificial pela união e reforma da Igreja, declarando: “Partindo do corpo eu, na verdade, consumi e entreguei a minha vida na Igreja e pela Santa Igreja”.

Após meses de sofrimentos físicos indescritíveis, nos quais não conseguia ingerir nem mesmo água e era atormentada visivelmente por demônios, Santa Catarina de Sena entregou sua alma ao Esposo no dia 29 de abril de 1380, aos trinta e três anos de idade. No momento de sua morte, discípulos viram sua alma subir ao céu coroada com três diademas de glória. Foi canonizada em 1461 por Pio II e declarada Doutora da Igreja em 1970.

 

Referências bibliográficas:

 

  • BENTO XVI, Papa. Audiência Geral: Santa Catarina de Sena. Sala Paulo VI, 24 de novembro de 2010.
  • CURTAYNE, Alice. Saint Catherine of Siena. Charlotte, NC: TAN Books, 2016.
  • EMLING, Shelley. Setting the World on Fire: The Brief, Astonishing Life of St. Catherine of Siena. 1. ed. New York: St. Martin’s Press, 2016.
  • FORBES, F. A. (Frances Alice). Saint Catherine of Siena: 1347-1380. Rockford, IL: TAN Books, 1998.
  • LUONGO, F. Thomas. The Saintly Politics of Catherine of Siena. Ithaca and London: Cornell University Press, 2006.
  • PAULO VI, Papa. Homilia na Proclamação de Santa Catarina de Sena como Doutora da Igreja. 4 de outubro de 1970.
  • RAYMOND OF CAPUA, Blessed. The Life of St. Catherine of Siena. Tradução de Conleth Kearns, OP. Dublin & Wilmington: Dominican Publications and Michael Glazier, Inc., 1980 (Republicado por TAN Books em 2011).
  • SENA, Santa Catarina de. As orações. Tradução de Frei João Alves Basílio, OP. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2021. (E-book. Coleção Clássicos do Cristianismo).
  • SENA, Santa Catarina de. Cartas completas. Tradução de Frei João Alves Basílio, OP. Santa Cruz do Rio Pardo (SP): Paulus, 2003 / São Paulo: Paulus, 2016.
  • SENA, Santa Catarina de. O diálogo. Tradução de Frei João Alves Basílio, OP. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2021. (E-book. Coleção Clássicos do Cristianismo).
  • SENA, Santa Catarina de. Resumo de O Diálogo. São Paulo: Paulus.
  • UNDSET, Sigrid. Catherine of Siena. Tradução de Kate Austin-Lund. San Francisco: Ignatius Press, 2009.
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