13 de abril de 2026
São Martinho I foi o último papa reconhecido como mártir pela Igreja, tanto Católica quanto Ortodoxa — um pontífice que enfrentou o imperador bizantino Constante II, convocou um concílio ousado sem autorização imperial e pagou com a prisão, a humilhação pública, o exílio na Crimeia e a morte por fome e abandono em 16 de setembro de 655.
São Martinho I foi o último papa reconhecido como mártir pela Igreja, tanto Católica quanto Ortodoxa — um pontífice que enfrentou o imperador bizantino Constante II, convocou um concílio ousado sem autorização imperial e pagou com a prisão, a humilhação pública, o exílio na Crimeia e a morte por fome e abandono em 16 de setembro de 655. A sua história é uma das mais dramáticas do papado: um homem de nascimento nobre e inteligência brilhante que, ao defender a doutrina das duas vontades de Cristo contra a heresia monotelita, se tornou alvo de uma perseguição política implacável. Arrancado doente do Palácio de Latrão, arrastado acorrentado pelas ruas de Constantinopla, esquecido pelos próprios amigos e pela Igreja de Roma — que elegeu o seu sucessor ainda em vida — Martinho morreu no exílio com uma serenidade que espantou os seus próprios carrascos. A sua doutrina seria plenamente vindicada pelo III Concílio de Constantinopla (680–681), vinte e cinco anos após a sua morte solitária.
Martinho nasceu por volta de 590 d.C. em Todi, cidade sobre o rio Tibre na Úmbria, Itália central, a cerca de cento e sessenta quilómetros a norte de Roma. O seu pai chamava-se Fabrício, e a família era de estirpe nobre — facto confirmado pelo seu biógrafo, o monge Teodoro (também chamado Teodoro Espudeu), cuja Vita foi publicada por Angelo Mai no Spicilegium Romanum, vol. IV, p. 293. Teodoro descreve-o como um jovem de «nascimento nobre, inteligência imponente, profunda erudição e grande caridade para com os pobres». O historiador Thomas Hodgkin chamou-lhe, séculos depois, «uma das figuras mais nobres numa longa linhagem de pontífices romanos» (Italy, VI, 268).
A formação clerical de Martinho seguiu o cursus honorum romano: foi primeiro leitor e depois diácono na Igreja de Roma, distinguindo-se pela cultura teológica e pela capacidade administrativa. A sua educação era a típica do clero romano da época, com forte ênfase nas Escrituras, nos escritos patrísticos e na teologia dogmática. O que o diferenciava, porém, era um domínio raro do grego — competência linguística que marcaria decisivamente a sua carreira.
Uma das primeiras missões de envergadura confiadas ao jovem Martinho ocorreu por volta de 641, quando detinha já o título de abade. O Papa João IV, ele próprio natural da Dalmácia, enviou-o à Dalmácia e à Ístria com grandes somas de dinheiro para resgatar cativos capturados durante as invasões eslavas, socorrer as populações e recolher relíquias de santos dálmatas cujas igrejas haviam sido destruídas. As relíquias foram levadas para Roma, onde João IV mandou erguer o Oratório de São Venâncio, no Baptistério de Latrão, ornamentado com mosaicos que subsistem até hoje.
A ascensão de Martinho intensificou-se sob o pontificado do Papa Teodoro I (642–649), que o nomeou apocrisário (núncio permanente) na corte imperial de Constantinopla — o cargo diplomático mais prestigiado da Igreja romana. Durante vários anos, Martinho representou a Sé de Roma junto do imperador e do patriarca, imerso nas disputas teológicas que dilaceravam o Oriente cristão.
O contexto era explosivo. A heresia monotelita — que atribuía a Cristo uma única vontade (divina), negando-lhe vontade humana — tinha sido imposta como doutrina oficial pelo imperador Heráclio em 638 através da chamada Ecthesis, redigida pelo patriarca Sérgio I de Constantinopla. A intenção era política: reconciliar os calcedonianos ortodoxos com os monofisitas do Egipto e da Síria, províncias vitais para a defesa do Império face às conquistas árabes. Mas a teologia era falsa: sem vontade humana, Cristo não teria assumido plenamente a natureza humana — e, segundo o princípio de São Gregório Nazianzeno («o que não foi assumido não foi redimido»), a redenção ficaria comprometida. A agonia de Getsémani — «não a minha vontade, mas a Tua seja feita» — perderia todo o sentido.
O Papa Teodoro I enviara Martinho a Constantinopla com uma missão delicada: negociar a deposição canónica do patriarca herético Pirro I, monotelita declarado e antigo aliado de Heráclio. Em julho de 645, o monge São Máximo Confessor travara uma célebre disputação pública com Pirro em Cartago, forçando-o a reconhecer o erro do monotelismo. Pirro viajou a Roma e submeteu-se ao Papa Teodoro — mas depois mudou de posição em Ravena e reabilitou a heresia, provocando a sua excomunhão. Martinho, com o seu fluente grego e o seu profundo conhecimento das subtilezas teológicas orientais, fora o interlocutor ideal nestas negociações. Andrew Ekonomou nota que a «estatura e proficiência em grego» de Martinho o tornavam «singularmente qualificado entre os eclesiásticos ocidentais» (Byzantine Rome and the Greek Popes, 2007, p. 129).
O Papa Teodoro I morreu a 14 de maio de 649, deixando já em preparação avançada o concílio que condenaria o monotelismo. A sua morte criou uma crise: era preciso encontrar um sucessor com reputação intelectual suficiente para convocar o concílio — e que não fosse bloqueado pela exigência imperial de aprovação (iussio). Desde a reconquista justinianeia de Itália em 537, todos os papas necessitavam do consentimento do imperador bizantino antes da consagração.
Em 5 de julho de 649 (outras fontes dão 21 de julho), o diácono Martinho de Todi foi eleito e consagrado Papa sem aguardar a aprovação imperial — um gesto sem precedentes em todo o período da chamada «Papado Bizantino» (537–752). Como observa Piero Bargellini, Martinho «nem procurou nem esperou pelo consentimento do imperador Constante II. Para enfatizar o ponto, fez-se consagrar sem a habitual ratificação imperial». Ekonomou descreve a eleição como um «indiscutível grito de guerra contra Constantinopla».
A ousadia era premeditada. Em 648, o imperador Constante II emitira o chamado Tipo (Typus), que substituía a Ecthesis de Heráclio. O Tipo não afirmava explicitamente o monotelismo — ia mais longe: proibia toda e qualquer discussão sobre se Cristo possuía uma ou duas vontades, sob penas severíssimas: deposição para bispos e clérigos, excomunhão para monges, castigos corporais e exílio para leigos. Como observou a Catholic Encyclopedia: «Por esta lei cruel, a heresia torna-se inocente e a ortodoxia proibida.» Martinho, ao ser consagrado sem autorização e ao preparar abertamente um concílio que condenaria tanto a Ecthesis quanto o Tipo, declarava guerra aberta ao cesaropapismo. O imperador nunca o reconheceu como papa, tratando-o sempre como «um diácono rebelde».
O Concílio abriu a 5 de outubro de 649 na Basílica de São João de Latrão, em Roma, convocado pelo notário grego Teofilacto, chefe da chancelaria pontifícia. Os trabalhos estenderam-se por cinco sessões até 31 de outubro. Estiveram presentes 105 bispos, vindos sobretudo da Itália, Sicília, Sardenha e Córsega, com alguns bispos de África.
O verdadeiro arquitecto intelectual do Concílio foi São Máximo Confessor. Sendo monge e não bispo, Máximo não podia sentar-se como padre conciliar, mas a sua influência foi decisiva nos bastidores. Ekonomou afirma que «Máximo e outros monges da sua ordem fizeram todo o planeamento, preparação e guião do concílio» (p. 131). Na segunda sessão (8 de outubro), uma delegação de 36 monges gregos apresentou um tratado formal contra o monotelismo. Os argumentos teológicos dos cânones X e XI, sobre as duas vontades e duas energias de Cristo, basearam-se predominantemente na disputação de Máximo contra Pirro em Cartago (645). Uma descoberta filológica crucial veio do trabalho de Rudolf Riedinger (edição crítica, Berlim, 1984): os documentos conciliares foram originalmente compostos em grego, não em latim — o que confirma a influência dominante dos teólogos orientais. Richard Price, Phil Booth e Catherine Cubitt, na primeira tradução para uma língua moderna (The Acts of the Lateran Synod of 649, Liverpool, 2014), descreveram o concílio como «o desafio mais ousado à autoridade imperial por parte de eclesiásticos que a Antiguidade Tardia jamais vira».
O Concílio emitiu 20 cânones que afirmaram solenemente a doutrina diotelita: Cristo possui duas vontades naturais (divina e humana) e duas energias ou operações, correspondentes às suas duas naturezas — sem confusão, sem separação. Foram condenados por nome os patriarcas Sérgio I, Pirro, Paulo II de Constantinopla, Ciro de Alexandria e Teodoro de Faran. Condenaram-se explicitamente a Ecthesis de Heráclio e o Tipo de Constante II. Os decretos foram enviados «aos bispos e fiéis de todo o mundo» através de uma encíclica papal, e as Atas com tradução grega foram remetidas directamente ao imperador.
A fúria do imperador foi imediata. Constante II enviou o exarca Olímpio a Itália com ordens de prender o Papa e obrigar os bispos a subscreverem o Tipo — mas apenas se o exército de Roma o apoiasse. Olímpio chegou quando o Concílio ainda decorria e tentou primeiro criar uma facção entre os padres conciliares favorável ao imperador, «mas sem sucesso». Quando a via política falhou, Olímpio arquitectou um plano de assassinato: o seu escudeiro deveria aproximar-se do Papa durante a distribuição da Sagrada Comunhão e golpeá-lo mortalmente.
O que se seguiu foi interpretado como intervenção divina. No momento em que o escudeiro se aproximou para receber a Eucaristia das mãos de Martinho, ficou subitamente cego e não conseguiu ver o pontífice para executar o golpe. O próprio escudeiro testemunhou mais tarde que «perdeu subitamente a vista e não pôde cumprir a sentença de morte». Olímpio, impressionado pelo prodígio, fez as pazes com Martinho. Partiu depois para a Sicília, oficialmente para combater os sarracenos, mas provavelmente com ambições de usurpar o trono imperial. Os seus planos terminaram abruptamente: morreu de peste na Sicília, numa coincidência que os hagiógrafos interpretaram como castigo divino.
Frustrado pela morte de Olímpio, Constante II enviou um novo exarca, Teodoro Calíope, que chegou a Roma a 15 de junho de 653 com ordens explícitas de levar o Papa a Constantinopla. Dois dias depois, na noite de 17 de junho de 653, Calíope e os seus soldados invadiram violentamente a Basílica de Latrão. Informaram o clero de que Martinho fora deposto como «intruso indigno» e que devia ser levado a Constantinopla para julgamento.
Martinho estava gravemente doente, acamado com gota e disenteria. Apesar disso, foi retirado à força do seu leito. Segundo o relato da Commemoratio (escrita por Teodoro Espudeu e traduzida para latim no séc. IX por Anastásio Bibliotecário), o Papa, «desejando evitar o derramamento de sangue humano, proibiu toda a resistência e declarou-se disposto a ser levado perante o imperador».
A viagem foi longa e cruel. Martinho partiu de Roma via Óstia e foi levado por mar, fazendo uma paragem prolongada na ilha de Naxos, no Egeu, onde passou cerca de um ano em condições de grande privação, com a saúde a deteriorar-se continuamente.
Martinho chegou a Constantinopla a 17 de setembro de 653. Desde Abidos, mensageiros haviam sido enviados à capital para anunciar a chegada de «um herege e rebelde, inimigo de Deus e do Estado». Na chegada, o Papa foi deixado durante horas no convés do navio, exposto aos insultos e escárnios de uma multidão curiosa. Ao cair da noite, foi levado para a prisão de Prandeária, onde ficou encarcerado durante 93 dias em condições terríveis: fome, frio, sede.
O julgamento realizou-se a 19 de dezembro de 653 perante o Senado imperial. As acusações eram estritamente políticas — um subterfúgio deliberado para evitar transformar o processo num debate teológico: acusaram Martinho de traição, de correspondência secreta com os sarracenos e de colaboração com o usurpador Olímpio. Uma acusação absurda afirmava que negara o título de Theotokos (Mãe de Deus) à Virgem Maria. Foram apresentadas falsas testemunhas com depoimentos contraditórios. Num gesto de extraordinária nobreza, Martinho «pediu ao juiz que não os fizesse prestar juramento, para os poupar ao pecado de perjúrio». As suas palavras no tribunal ficaram célebres: «Acabai depressa com o que pretendeis fazer-me. Qualquer espécie de morte será para mim um benefício.»
Foi proferida sentença de morte. Mas o patriarca Paulo II de Constantinopla, que jazia moribundo, interveio junto do imperador. Segundo a narrativa ortodoxa, quando Constante II visitou o patriarca moribundo e lhe contou o resultado do julgamento, Paulo «virou-se para o outro lado e disse: “Ai de mim! Mais uma razão para o meu juízo.” E pediu que os tormentos de São Martinho cessassem.» A sentença foi comutada para exílio perpétuo.
A degradação pública que se seguiu foi de uma brutalidade calculada. Martinho foi levado a um espaço aberto, à vista do imperador e de uma grande multidão. Foi despojado das suas vestes pontifícias, carregado de cadeias e arrastado pelas ruas da cidade. Seguiu-se um segundo encarceramento, na prisão de Diomedes, durante 85 dias adicionais. Quando interrogado uma última vez na prisão, Martinho respondeu com uma firmeza que espantou os seus captores: «Mesmo que me aleijem, não terei relações com a Igreja de Constantinopla enquanto esta permanecer nas suas más doutrinas.»
Martinho foi embarcado para o exílio a 26 de março de 655 e chegou a Quersoneso (Crimeia, região da actual Sebastopol) a 15 de maio de 655. A região sofria uma fome terrível. O Papa exilado passou os seus últimos meses em condições de absoluta miséria, abandonado por quase todos.
A ferida mais profunda não foi física. Enquanto Martinho definhava na Crimeia, a Igreja de Roma — pressionada pelo poder imperial — elegeu o seu sucessor, Eugénio I, a 10 de agosto de 654, ainda com Martinho vivo. De todas as dores que sofreu, as fontes concordam que o abandono pelos líderes da Igreja causou-lhe o maior sofrimento.
As suas 17 cartas preservadas na Patrologia Latina (vol. 87, cols. 111–204) constituem um dos testemunhos mais pungentes da literatura cristã antiga. As Epístolas 14 e 17, escritas de Quersoneso, são particularmente reveladoras. A passagem mais extensa que sobrevive, utilizada nas leituras da Liturgia das Horas para a sua festa, descreve com uma sobriedade comovente o abandono total:
«Fiquei espantado, e continuo espantado, com a falta de sensibilidade e a dureza de coração de todos aqueles que outrora tiveram relação comigo — tanto os meus amigos como os meus parentes. Todos se esqueceram completamente de mim na minha desgraça, e não querem saber como estou, se estou vivo ou morto.»
Os seus amigos em Roma nem sequer lhe enviavam azeite ou trigo para sobreviver. Sobre os cristãos da região de Quersoneso, escreveu que «adoptaram costumes pagãos, não mostrando nada daquela caridade que os seres humanos, mesmo os bárbaros, habitualmente demonstram». E no entanto, Martinho manteve uma confiança inabalável: «Quanto a este meu mísero corpo, o Senhor cuidará dele; Ele está perto. De que hei-de eu ter medo? Espero que na Sua misericórdia não prolongue o meu caminho.»
São Martinho I morreu a 16 de setembro de 655, consumido pela fome, pela doença e pelas privações acumuladas de mais de dois anos de prisão, julgamento e exílio. Morreu, nas palavras de um hagiógrafo moderno, «nu, esfomeado, esquecido e só — longe de Roma».
Foi sepultado na Igreja de Nossa Senhora de Blachernae (Blachernitis), perto de Quersoneso, na Crimeia. Logo após a sua morte, o seu túmulo tornou-se lugar de peregrinação e veneração: «Muitos milagres são relatados como operados por São Martinho em vida e após a morte», regista a Catholic Encyclopedia. O monge Teodoro Espudeu, seu biógrafo, viajou pessoalmente a Quersoneso depois de 655/656 para venerar o sepulcro, testemunhando o culto precoce ao mártir. Mais tarde, as suas relíquias foram, na sua maior parte, transladadas para Roma, onde repousam na cripta (confessio) sob o altar-mor da Igreja de São Martinho dos Montes (San Martino ai Monti), no Esquilino.
São Martinho I é o último papa reconhecido como mártir tanto pela Igreja Católica como pela Igreja Ortodoxa. Embora não tenha sido executado directamente, a sua morte por privações sofridas em defesa da ortodoxia cristológica qualifica-o plenamente como mártir na tradição eclesiástica.
A sua festa litúrgica celebra-se a 13 de abril no Calendário Romano Geral reformado (memória facultativa); no rito latino antigo, celebrava-se a 12 de novembro. Nas igrejas de rito bizantino/grego, é comemorado a 13 de abril e a 15 de setembro.
A liturgia bizantina honra-o com palavras de excepcional força teológica. Nos hinos do Ofício, os gregos chamam-lhe «infallibilis fidei magister» — «mestre infalível da fé» — porque foi o sucessor de São Pedro na Sé de Roma. O breviário bizantino proclama: «Glorioso defensor da Fé Ortodoxa… chefe sagrado dos dogmas divinos, imaculado de erro… verdadeiro refutador da heresia… fundamento dos bispos, coluna da fé ortodoxa, mestre da religião. Tu adornaste a sede divina de Pedro, e porque a partir desta Rocha divina defendeste imovível a Igreja, agora és glorificado com ele.»
A doutrina de Martinho foi plenamente vindicada pelo III Concílio de Constantinopla (VI Concílio Ecuménico, 680–681), que definiu solenemente que Cristo possui duas energias e duas vontades (divina e humana), condenando definitivamente o monotelismo. O mesmo concílio restaurou a memória de Martinho e de Máximo Confessor — ambos condenados injustamente sob Constante II — e, numa ironia histórica, condenou o Papa Honório I pela sua posição ambígua favorável ao monotelismo, sublinhando por contraste a coragem do mártir de Quersoneso.
O Papa Pio VII, na sua encíclica Diu Satis (1800), resumiu magistralmente o testemunho de Martinho: «Nenhum engano o pôde ludibriar, nenhum temor perturbar, nenhuma promessa vencer, nenhuma dificuldade ou perigo o pôde quebrar. Arrancado da sua Sé e da Cidade, despojado do seu governo, da sua dignidade e de toda a sua fortuna… apesar da idade avançada e de uma doença que o impedia de andar, foi desterrado para uma terra remota… Embora tentado diariamente no seu estado de fraqueza e solidão, nunca rendeu a sua integridade.»
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